terça-feira, 1 de setembro de 2009

Passo a passo ensina como trocar a bateria do seu iPod

Mais cedo ou mais tarde, em função do uso, todas as baterias se desgatam. E isso vale também para um player de MP3, como o iPod. Ele tem uma unidade de longa duração, mas sua vida útil varia entre um e três anos. Apesar de estar lá dentro, escondida, a bateria do tocador da apple pode ser trocada pelo próprio usuário e sem ajuda de técnicos.


Dica de uso: para tirar o máximo proveito das baterias dos iPods, você deverá mantê-lo sempre com o máximo de carga possível, carregando quantas vezes achar necessário. Não é preciso esperá-la descarregar totalmente, como acontecia com os aparelhos eletrônicos no passado.


Mas quando a vida útil desse componente chega ao fim, tornando as cargas cada vez mais frequentes, é hora de colocar as mãos na massa e substituí-lo por um novinho em folha. Um bateria nova, dependendo do modelo, custa a partir de 65 reais e você poderá comprá-la em alguma loja de eletrônicos ou pela internet.


Como trocar
Desligue o iPod e desative a chave Hold. Será necessário uma chave de fenda pequena para separar a parte de plástico com a de metal do aparelho. Alguns kits de bateria fornecem outras peças mais adequadas para evitar avarias, mas uma palheta de guitarra também pode fazer o trabalho.


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Use uma ferramenta com ponta pequena para abrir o iPod


Insira com cuidado a chave na aresta lateral do iPod até que ela se firme internamente. Pressione para baixo para que a tampa saia.


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Após levantar a trava que prende o cabo da bateria, você poderá removê-la com segurança


Separe a parte frontal da metálica cuidadosamente para não romper o fio que as une internamente. Use a chave de fenda pequena para levantar a trava de plástico que segura a bateria e remova-a. Coloque a nova bateria e encaixe as peças nos mesmo lugares. Última etapa: recarregue seu iPod.


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Assim que a bateria for substituída, encaixe as peças em seus devidos lugares


Fonte: PC World

Bactéria vira biofábrica de matéria-prima para plástico

Uma equipe de cientistas coreanos alterou geneticamente a bactéria Escherichia coli (E. coli) transformando-a de um agente infeccioso em uma "fábrica biológica" de um composto químico usado pelas indústrias farmacêutica e química e que custa cerca de US$1.600,00 a tonelada.

O composto químico é a putrescina, uma diamina com quatro carbonos, que é utilizada para sintetizar, entre outros, o nylon-4,6, um plástico de largo uso industrial. A indústria consome cerca de 10.000 toneladas de putrescina por ano, com tendência de crescimento.

Biorrefinaria bacteriana

Hoje a putrescina é produzida a partir do petróleo, exigindo catalisadores de alto custo, em um processo tóxico e altamente inflamável.

A equipe do professor Sang Yup Lee, do instituto de pesquisas KAIST, conseguiu produzir a putrescina por uma via biotecnológica, utilizando apenas materiais renováveis.

"Pela primeira vez nós desenvolvemos uma cepa de E. coli com um metabolismo alterado que produz putrescina com alta eficiência," diz o pesquisador. "O desenvolvimento de uma biorrefinaria para compostos químicos é muito importante em um mundo onde a dependência dos combustíveis fósseis é uma preocupação crescente."

Programação metabólica

A programação metabólica de uma bactéria refere-se ao ajuste preciso e à otimização das redes regulatória e metabólica do microorganismo para que ele aumente a produção do composto químico desejado.

Primeiro os pesquisadores enfraqueceram ou eliminaram as rotas metabólicas da E. coli que competem com a produção da putrescina. Depois eles eliminaram as rotas que degradam o composto químico, além de amplificar a produção da enzima Spec C, que converte o composto ornitina em putrescina.

Finalmente, o exportador de putrescina, que permite a excreção intracelular da putrescina foi ajustado com um regulador global para aumentar a concentração do composto.

Industrialmente competitivo

O resultado final dessa manipulação genética e metabólica foi uma cepa de E. coli capaz de produzir 24,2 gramas por putrescina por litro de solução bacteriana.

Os pesquisadores descobriram que a E. coli pode tolerar uma concentração de até 0,5 M de putrescina, o que é 10 vezes superior à concentração do composto no microorganismo natural.

Esse nível de tolerância foi uma surpresa para os cientistas, significando que a bactéria pode ser ajustada para produzir um excesso de putrescina que se torna competitivo em termos industriais.

Métodos de monitoramento do CO2 são inadequados para um tratado internacional do clima

Os métodos atuais para estimar as emissões de gases de efeito estufa têm limitações que os tornam inadequados para monitorar as emissões de CO2 e permitir o acompanhamento de um eventual tratado internacional do clima.

O alerta foi feito em um comunicado da National Academy of Sciences, uma entidade que reúne especialistas de todas as áreas do conhecimento científico nos Estados Unidos.

Tiro pela culatra

O comunicado, feito com o objetivo de embasar uma solicitação para reposição de um satélite de observação do clima que a NASA perdeu no início deste ano, causou desconforto entre os cientistas reunidos na Conferência Climática Mundial, que está acontecendo em Genebra, na Suíça.

A comunidade científica tem se defrontado com a comunidade política mundial em busca da adoção de medidas reais contra as mudanças climáticas. Para isso, o maior trunfo dos cientistas são os resultados de suas pesquisas, que parecem apontar de forma inequívoca para uma forte atuação humana sobretudo no aquecimento global.

Contudo, o comunicado da National Academy of Sciences demonstra a fragilidade dos meios atuais de mensuração dos gases de efeito estufa, afirmando que, ainda que um tratado climático mundial for assinado, os meios para seu acompanhamento ainda estão por ser desenvolvidos.

"Se um tratado for negociado nos próximos meses, o monitoramento e a verificação [da emissão de CO2] deverão se basear nas capacidades atuais e nos melhoramentos das medições que possam ser disponibilizados rapidamente. Como o relatório final deste comitê irá descrever em maiores detalhes, os métodos atuais para estimar as emissões de gases de efeito estufa têm limitações para monitorar um tratado do clima," diz a nota.

Emissões do homem e emissões naturais

Os dados disponíveis hoje são divulgados pelos próprios países, não existindo um aparato técnico que permita que uma entidade supranacional colete seus próprios dados de forma independente, com embasamento científico, e verifique os dados divulgados pelos países.

"Os instrumentos e métodos atualmente existentes para o monitoramento remoto de CO2 na atmosfera não são capazes, com precisão útil, de distinguir entre as emissões oriundas dos combustíveis fósseis e dos fluxos naturais, ou para verificar tendências nas emissões dos combustíveis fósseis," continua o documento.

Segundo os cientistas, o grande problema reside na técnica hoje utilizada para a medição das emissões de CO2, que somente produz resultados significativos para áreas muito grandes, como continentes, mas não para países. Esse problema poderia ser minimizado por meio da criação de uma rede mundial de coleta e amostragem de CO2, tanto em terra quanto no espaço.

Observatório de carbono espacial

É aí que entra o satélite OCO (Orbiting Carbon Observatory). Seu principal objetivo era testar o conceito de que essas medições poderiam ser feitas do espaço.

A missão do OCO, contudo, morreu no lançamento. O satélite, que seria o primeiro a observar o ciclo completo do dióxido de carbono na Terra, não conseguiu entrar em órbita e a missão foi dada como encerrada - veja Satélite que iria monitorar ciclo do CO2 não atinge órbita.

Agora os cientistas da National Academy of Sciences estão voltando suas baterias em favor da construção, pela NASA, de uma réplica do OCO, que possa ser lançada o quanto antes.

Prova de conceito

Nem mesmo isso, contudo, seria uma solução para o acompanhamento de um eventual tratado mundial do clima, alertam os cientistas.

Acontece que o satélite não foi projetado para o monitoramento e verificação de um eventual tratado. Com uma vida útil prevista para dois anos, ele não seria por si só capaz de medir as tendências nas emissões de CO2. Ele seria apenas um laboratório para comprovar um método de medição que poderia vir a ser usado no futuro, por uma constelação de satélites construídos para essa finalidade.

No entanto, nenhum outro satélite projetado até hoje tem uma combinação de equipamentos de alta precisão que se aproxime daquela alcançada pelo OCO. Ou seja, se algo a se fazer para começar a criar a infraestrutura para monitoramento de um acordo climático global, seria a construção e lançamento o mais rapidamente possível de um OCO 2.0.

A ciência também parece estar avançando mais rapidamente do que as negociações para um eventual acordo climático. Várias descobertas têm apontado para a necessidade da revisão dos modelos atualmente utilizados para o acompanhamento das mudanças climáticas - veja Novos dados exigirão alterações nos modelos climáticos do IPCC.

Peixes-robôs flexíveis nadam como peixes reais

Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, acaba de apresentar uma série de robôs que nadam de forma semelhante à dos peixes, com agilidade e velocidade inéditas.

Fabricados para a exploração marinha, os robôs foram projetados para realizar manobras em espaços inviáveis para os veículos submarinos tradicionais.

Peixes-robôs patrulheiros

A ideia é construir peixes-robôs de baixo custo e com tamanhos variados, que seriam usados em grupos para inspecionar estruturas como tubulações de óleo ou gás, patrulhar portos, rios e lagos e auxiliar na identificação de poluentes, entre outras aplicações.

"Devido à grande resistência, [os peixes-robôs] seriam ideais como unidades de exploração para uso durante períodos extensos. Podemos, por exemplo, lançar vários e, mesmo que apenas uma pequena parte retorne, isso poderia representar o sucesso de uma missão sem ter que incorrer em uma grande perda de capital investido", disse Valdivia Alvarado, do Departamento de Engenharia Mecânica do MIT, um dos autores da pesquisa.

Peixes pequenos

Robôs em forma de peixe não são novos. Há 25 anos, outro grupo do MIT demonstrou o Robotuna ("atum robô"), com cerca de 1,2 metro de comprimento. Mas enquanto o Robotuna tinha 2.843 partes controladas por seis motores, os novos têm menos de 30 centímetros, um único motor e contam com dez partes móveis.

Uma das partes é o próprio corpo, que é flexível e protege as partes internas das variações climáticas e ambientais. O corpo é feito de polímeros macios, o que o torna capaz de realizar movimentos semelhantes aos de um peixe, ganhando impulso por meio da contração de "músculos" localizados nas laterais, gerando uma onda que passa da cabeça à cauda do robô.

A ideia original do projeto foi publicada no periódico Dynamic Systems Measurements and Control e um novo artigo com os modelos recém-construídos sairá em breve.

Peixe à prova d'água

Peixes são altamente capazes de se deslocar pelo ambiente em que vivem, podendo nadar em velocidades de até dez vezes o comprimento de seu corpo por segundo. Os peixes-robôs do MIT são capazes de nadar a cerca de uma vez o comprimento do corpo por segundo. Parece pouco, mas é muito mais rápido do que modelos anteriores.

O novo robô também é mais durável. Como seu revestimento não tem costura, não há chance de que a água entre e danifique os componentes interiores. O grupo tem protótipos com quatro anos de funcionamento que continuam operando sem problemas em tanques de teste.

Eliminando os fios

Os protótipos atuais precisam de uma fonte de energia de 2,5 a 5 watts, dependendo do tamanho. A eletricidade vem de uma fonte externa, transmitida por fios, mas os pesquisadores querem substituí-la em breve por baterias.

Ainda este ano o grupo pretende conseguir movimentos ainda mais complexos e testar protótipos de robôs que lembrem lagartos ou arraias. "O peixe foi uma demonstração da aplicação do conceito, mas queremos aplicar a tecnologia em outras formas de movimento, para que possa ser útil tanto na água como na terra ou no ar", disse Alvarado.

Sobre outros conceitos promissores de peixes-robôs, veja Robô submarino tem sensores iguais aos dos peixes e Peixe-robô pode substituir hélices na propulsão de navios.

Resistência a antibióticos: quando 1 + 1 não são 2

A evolução de multirresistências a antibióticos é sem dúvida um problema global e de difícil solução. Agora, Isabel Gordo, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Portugal, descobriu que o efeito nefasto de uma resistência pode ser suprimido pela aquisição de uma nova resistência a um outro antibiótico.

Este trabalho tem implicações diretas na evolução de bactérias multirresistentes e na escolha do tipo de antibióticos a ser administrados. Uma outra pesquisa recente aponta também para o desenvolvimento de antibióticos que não causa resistência bacteriana.

Escolhendo a rota da evolução

Uma das formas de uma bactéria se tornar resistente a antibióticos é através da aquisição de mutações no seu genoma. No entanto, esta resistência tem efeitos opostos: é crucial para a sobrevivência das bactérias na presença de antibióticos, mas tem um custo na sua ausência. A taxa de crescimento de bactérias resistentes diminui neste último caso.

Embora não se possa impedir que as bactérias evoluam, é possível escolher o tipo de pressão seletiva (antibióticos) a aplicar e, desta forma, alterar o curso da sua evolução a nosso favor. Este estudo destaca a importância de conhecer os custos das múltiplas resistências de forma a encontrar as melhores combinações de antibióticos (as que imponham um maior custo para as bactérias).

Interações genéticas

Em colaboração com outras duas equipes de investigação do IGC, a equipe de Isabel Gordo estudou bactérias (Escherichia coli) com mutações que lhes conferem resistência a antibióticos comumente usados (por exemplo os mesmos usados no tratamento de tuberculose).

Ao estudar todas as combinações possíveis de resistências os investigadores conseguiram medir o efeito das interações genéticas entre os genes mutados que conferem resistência - um fenômeno chamado epistasia. Este fenômeno é considerado como um dos problemas-chave no futuro da investigação na área da Biologia.

Resistência mais do que dobra

Isabel descreve as conclusões a que chegaram: "Para nossa surpresa, quando essas bactérias duplamente resistentes crescem num ambiente sem antibióticos, as suas taxas de sobrevivência são superiores ao esperado, significando um baixo custo da múltipla resistência".

Mais surpreendente foi a descoberta de que bactérias resistentes a dois antibióticos possam ter vantagem relativamente a bactérias resistentes a uma única droga (12% das combinações testadas). Este é o pior cenário do ponto de vista dos hospedeiros (entre os quais a nossa espécie) e o melhor para a bactéria.

Resistências múltiplas

Este estudo demonstra pela primeira vez a importância de interações entre genes que determinam a resistência a antibióticos. Do ponto de vista da saúde pública este estudo pode também explicar a prevalência de resistências múltiplas noutro tipo de bactérias que estão na origem de doenças tais como a tuberculose (Mycobacterium tuberculosis), cujo tratamento envolve o uso de drogas semelhantes às utilizadas neste estudo.

De acordo com Isabel Gordo: "Este trabalho demonstra a importância de conhecer a história clínica do doente no que diz respeito aos antibióticos administrados previamente, bem como as mutações associadas às bactérias que causam a infecção, de forma a poder escolher o tratamento mais apropriado e obter um resultado clínico mais favorável." Acrescenta ainda "De um ponto de vista mais geral, o estudo revela a complexidade inerente à informação contida nos genomas".

iTeste oferece curso para analistas de teste de softwares em SP

O curso de formação de analistas de teste de software promovido pelo Instituto de Teste de Software (iTeste), em São Paulo, abriu inscrições no sábado (28/8). Interessados podem se inscrever até o dia 28 de novembro.

Com o objetivo de capacitar o profissional em metodologias que permitam validar requisitos de software, o programa serve como base para o exame preparatório de Certificação Brasileira de Teste de Software (CBTS), desenvolvido pela Associação Latino-Americana de Teste de Software (ALATS).

“Hoje, há uma grande procura por mão-de-obra qualificada, resultado da crescente demanda por sistemas de informações e automatização de processos”, afirma Ricardo Cristalli, diretor do iTeste e vice-presidente da ALATS.

"Demanda que vem exigindo uma profissionalização na área de teste de software", diz. Atualmente, existem cerca de 150 brasileiros certificados pela CBTS.

As inscrições podem ser feitas no site do iTeste ou pelo telefones (11) 3717-5694.

Fonte: IDG Now!

Tecnologia de criptografia WPA é quebrada em minutos no Japão

Dois cientistas japoneses criaram um método que quebra a tecnologia de criptografia Wi-FI Protected Access (WPA) em questão de minutos, o que pode colocar em risco roteadores que usam a popular ferramenta de segurança.

Toshihiro Ohigashi, da Universidade de Hiroshima, e Masakaty Morii, da Universidade de Kobe, conseguiram a façanha há duas semanas, no evento Joint Workshop on Information Security, em Taiwan.

Mais detalhes serão apresentados em conferência no Japão, que deve acontecer no dia 24 de setembro.

Quem faz o ataque consegue ler tráfego criptografado em WPA, que circula em uma rede. Especialistas em segurança já tinham alertado para essa possibilidade em novembro do ano passado, mas os japoneses levaram a teoria à prática e mostraram que a quebra de segurança pode ocorrer em minutos.

Os sistemas de criptografia em roteadores sem fio têm um longo histórico de problemas. O sistema WEP (Wired Equivalent Privacy), lançado em 1997, foi quebrado poucos anos depois e hoje é considerado completamente inseguro.

Já existe, no entanto, alternativa para o WPA. É o WPA 2, que existe desde março de 2006. "Apesar da alternativa mais segura, ainda existe uma grande base instalada pelo mundo que não migrou para o novo sistema", afirma o diretor de marketing da organização Wi-Fi Alliance, Kelly Davis-Felner.

A Wi-Fi Alliance é a entidade responsável por estabelecer padrões de redes sem fio para a indústria.

Para o CEO da empresa de segurança Errata Security, Robert Graham, a nova prática de quebra de segurança não chega a ser um motivo de desespero, mas é preocupante.

"Os softwares de segurança existentes no mercado são capazes de barrar esse ataque se o roteador não o fizer, mas a quebra da segurança é o suficiente para os profissionais de tecnologia dispensarem o sistema WPA", diz.

A alteração do tipo de segurança no roteador é simples e pode ser configurado por qualquer pessoa que tenha acesso administrativo à interface do equipamento.

Fonte: IDG Now!