sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Flagrante cósmico mostra galáxia roubando estrelas de sua vizinha

Um flagrante de proporções cósmicas acaba de ser capturado por um grupo internacional de astrônomos. As imagens mostram a ligação entre as galáxias de Andrômeda e do Triângulo.

Como acontece também entre as estrelas do cinema, havia suspeitas da relação, mas nenhuma prova até o momento. Em artigo publicado na edição desta quinta-feira (3/9) da revista Nature, os cientistas apresentam as provas da ligação e descrevem como galáxias maiores crescem ainda mais ao incorporar estrelas de galáxias vizinhas e menores.

Evolução das galáxias

Esse modelo de evolução galáctica, conhecido como hierárquico, estima que galáxias de grandes dimensões, como Andrômeda - que está no Livro dos Recordes e pode ser vista a olho nu do hemisfério Norte -, estariam envoltas por "sobras" de galáxias menores.

Pela primeira vez, astrônomos têm imagens que confirmam o modelo hierárquico. A descoberta, que incluiu pesquisadores da Austrália, França, Alemanha e do Reino Unido, foi coordenada por Alan McConnachie, do Instituto de Astrofísica Herzberg, do Canadá, e do Conselho Nacional de Pesquisa do país.

Galáxia vizinha

"A galáxia de Andrômeda é nossa vizinha gigante, localizada a mais de 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea. Nosso estudo incluiu uma área com diâmetro de quase 1 milhão de anos-luz, centrada em torno de Andrômeda. Trata-se da mais extensa e mais profunda imagem já feita de uma galáxia", disse Geraint Lewis, da Universidade de Sydney, na Austrália, outro autor do estudo.

Descobertas anteriores também apontam para a possibilidade futura de uma colisão entre Andrômeda e a nossa Via Láctea.

"Nós mapeamos os extremos inexplorados de Andrômeda pela primeira vez e encontramos estrelas e estruturas de grande porte que são remanescentes de galáxias menores e que foram incorporadas por Andrômeda como parte de seu contínuo crescimento", explicou.

Triângulo promissor

A maior surpresa, para o grupo, foi descobrir que Andrômeda estava interagindo com sua vizinha, a galáxia do Triângulo, que é visível do hemisfério Norte com o uso de um pequeno telescópio. "Milhões de estrelas da galáxia do Triângulo já foram 'puxadas' por Andrômeda como resultado dessa relação", disse Lewis.

Como paparazzi que estão sempre de plantão na casa de estrelas do cinema e da televisão, o grupo pretende continuar a observar o resultado da interação entre as galáxias, estimando que possa resultar em uma união muito mais sólida. "As duas poderão se unir inteiramente", disse Lewis.

Influência gravitacional

O estudo também indica que as galáxias são muito maiores do que se estimava, com sua influência gravitacional se estendendo muito além das estrelas mais próximas ao seu centro.

"Como Andrômeda é considerada uma galáxia típica, foi surpreendente ver como ela é vasta. Encontramos estrelas a distâncias de até 100 vezes o raio do disco central da galáxia", contou Lewis. Os astrônomos usaram para o estudo o telescópio Canadense-Francês-Havaiano, localizado no monte Mauna Kea, no Havaí.

Brasil vai construir reator nuclear para aplicações medicinais

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o governo de São Paulo construirão, em parceria, um reator nuclear destinado à pesquisa e à produção de radioisótopos, elementos utilizados em várias áreas de saúde, como a medicina nuclear.

O anúncio da construção do reator nacional, chamado Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), foi feito pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende e pelo secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante a cerimônia comemorativa de 53 anos de fundação do Instituto de Pesquisas sobre Energia Nuclear (Ipen/MCT) e de 50 anos da radiofarmácia.

Energia nuclear medicinal

Quando estiver em operação o reator garantirá autonomia na produção de molibdênio, substância que serve de matéria-prima para a fabricação dos geradores de tecnécio, utilizados em mais de 80% dos procedimentos de medicina nuclear.

Atualmente, apenas quatro reatores no mundo produzem, em escala comercial, o molibdênio. A parada de dois deles, por motivos técnicos, afetou a medicina nuclear mundialmente.

Depois de iniciada a construção do reator, que vai exigir investimentos da ordem de US$ 500 milhões, serão necessários seis anos para a conclusão do empreendimento. O Ipen e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCT) já têm prontos os estudos técnicos sobre o projeto. O governo paulista está analisando a destinação da área para a implantação do reator.

Produção nacional de medicamentos radioativos

O secretário Geraldo Alckmin falou da importância do projeto para o País e para a medicina nuclear, especialmente, para a produção de radioisótopos. "A medicina nuclear receberá um impulso ainda maior nos próximos anos, tornando-se uma aliada ainda mais importante para o aumento da expectativa de vida da população", disse.

Já o superintendente do Ipen, Nilson Dias Vieira Júnior, elogiou a parceria do governo estadual com o MCT para o projeto do RMB. Em seu discurso, ele lembrou que uma das primeiras aplicações nucleares foi à produção de iodo-131 como radiofármaco, o que permitiu estabelecer a medicina nuclear brasileira, e com ela uma parceria com a classe médica e com a sociedade.

Transporte subterrâneo de materiais radioativos

Os discursos foram feitos durante a inauguração das instalações de transferência e transporte de radioisótopos dos aceleradores de partículas cíclotron e do reator nuclear de pesquisas IEA-R1 para a área de radiofarmácia do Ipen.

Antes da construção do novo sistema pneumático de envio, via tubulações subterrâneas, os materiais eram transportados em blindagens do reator nuclear de pesquisas IEA-R1 e dos aceleradores de partículas cíclotron até o prédio da radiofarmácia, onde os produtos são processados e enviados para os mais de 300 centros médicos que utilizam os radiofármacos no País.

O diretor do Ipen, Jair Mengatti, explica que além de se eliminar as blindagens, que chegavam a pesar até 700 kg, o sistema é mais rápido, mais seguro e os produtos seguem diretamente para as células onde serão processados.

O que é o Ipen?

O Ipen é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento. É gerenciado técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN/MCT) e associado para fins de ensino de pós-graduação à Universidade de São Paulo.

Quando a fertilização in vitro não dá certo...

Muito se fala dos casos de sucesso da fertilização in vitro, técnica popularmente conhecida como "bebê de proveta", cuja fecundação do óvulo pelo espermatozóide ocorre fora do corpo da mulher, em laboratório especializado.

O que pouco se fala é que este é um processo muitas vezes difícil e desgastante, ao final do qual o casal exibe o bebê como um marco de vitória.

Infelizmente não é sempre assim e a história não tem um final feliz todas as vezes. Muitos não alcançam o sucesso desejado.

Busca por um filho biológico

"Frente ao diagnóstico de infertilidade, muitos casais procuram a técnica na busca por um filho biológico. Este tratamento apresenta aspectos difíceis como, por exemplo, injeções de hormônios, a anestesia, obtenção das amostras de espermatozóides e a ansiedade durante cada etapa do tratamento", destaca a psicóloga Juliana Nicolau Filetto, que investigou o universo dos casais que passam pelo processo.

As exigências do tratamento, segundo Juliana, provocam nos casais um considerável desgaste físico e psíquico, envolvendo vivências de angústia, esperança, frustração, preocupações com as questões econômicas, pressões familiares e sociais, entre outras.

Expectativas irreais

O que surpreendeu a psicóloga foi que mesmo os procedimentos de fertilização não oferecendo garantia de gravidez, muitos casais iniciam os procedimentos com alta expectativa em relação à gestação. "É como se, ao iniciar o processo, já se ter a garantia da gravidez", explica.

Juliana entrevistou 92 casais que não tiveram sucesso na fertilização, no período de 1995 a 2000, no Ambulatório de Reprodução Humana do Hospital da Mulher-Caism, em Campinas (SP).

Na sequência da pesquisa, realizada neste ano, ela selecionou nove casais e fez uma nova análise do material colhido, aprofundando o assunto. Seu objetivo foi basicamente descrever as vivências de homens e mulheres no início dos procedimentos de reprodução assistida e a longo prazo, após o fracasso da terapêutica.

Desejo de uma família maior

A pesquisadora constatou que, dos nove casais, apenas dois adotaram filhos como uma forma de reorganizar os projetos de vida.

Um deles não tinha filhos, mas no caso do outro, a parceira já possui um filho do relacionamento anterior e desejava que seu parceiro exercesse a paternidade.

Um dado curioso da pesquisa foi observar que dois casais, mesmo já tendo filhos biológicos, tinham o desejo de constituir uma família maior.

Orientação aos casais

No estudo, os casais sem filhos decidiram realizar novas tentativas de fertilização in vitro em clínicas particulares. "Eles acreditavam que, pagando pelo tratamento, teriam a garantia da gravidez. Já os demais casais se dedicaram a outros projetos de vida que não fosse o de conceberem um filho biológico", esclarece. A psicóloga observa que várias foram as formas encontradas por esses casais para se reorganizarem.

Os resultados da pesquisa, segundo Juliana, podem contribuir para um maior conhecimento de vários aspectos para os casais que decidirem pela fertilização in vitro, pois relata as vivências em cada etapa da terapêutica.

Aos profissionais de saúde, Juliana acredita que permitirá oferecer um serviço de orientação aos casais antes, durante e após o tratamento. "Creio que reduziria a expectativa, ansiedade e sintomas depressivos, procurando favorecer um bom funcionamento psicossocial após a não-gravidez", explica a psicóloga.

Descoberta molécula capaz de tratar o diabetes e a obesidade

Mais de 180 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença. E o total continua crescendo em um nível alarmante, o que tem levado centros de pesquisa em diversos países a tentar encontrar alternativas de combate ao problema, que tem entre seus principais fatores de risco a obesidade.

Um grupo internacional de pesquisadores acaba de apresentar um potencial candidato: a proteína TGR5. Os cientistas descobriram que sua ativação é capaz de reduzir o ganho de peso e de tratar o diabetes. O estudo foi publicado na revista Cell Metabolism.

Secreção de hormônio

Um trabalho anterior do mesmo grupo demonstrou que ácidos biliares (produzidos no fígado e que quebram as gorduras), por meio da ativação da TGR5 em tecidos musculares e adiposos marrons, foram capazes de aumentar o gasto de energia e de prevenir ou até mesmo de reverter a obesidade.

No novo estudo, o grupo coordenado pelos professores Kristina Schoonjans e Johan Auwerx, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, examinou o papel da TGR5 no intestino, onde essa proteína é expressa em células especializadas na produção de hormônios.

Os pesquisadores observaram que essas células, chamadas de células enteroendócrinas TGR5, controlam a secreção do hormônio GLP-1, que tem papel crítico no controle da função pancreática e na regulação dos níveis de açúcar no sangue.

Tratamento do diabetes e da obesidade

Kristina e Auwerx trabalharam em conjunto com Roberto Pellicciari, da Universidade de Perugia, na Itália, que desenvolveu um ativador para a TGR5, chamado de INT-777, em colaboração com a empresa Intercept Pharmaceuticals, dos Estados Unidos.

O grupo demonstrou - em testes condições laboratoriais em camundongos - que a TGR5 pode efetivamente tratar o diabetes e reduzir a massa corporal. Os autores também mostraram que esses efeitos estavam relacionados ao aumento tanto da secreção da GLP-1 como do gasto energético.

Segundo os pesquisadores, os resultados apontam para uma nova abordagem no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A alternativa proposta é baseada no aumento da secreção de GLP-1 por meio da administração do ativador da TGR5.

Microsoft alerta para falha que permite invasão a sites

A Microsoft confirmou uma falha 'dia zero' no Internet Information Services (IIS), o software servidor web da empresa, usado por prestadores de serviços de internet para abrigar sites que usam tecnologias Microsoft. Um código para tirar proveito da vulnerabilidade já foi publicado, e não há correção, mas nem todos os sites podem ser atacados – o invasor precisa ter acesso FTP ao site e ter permissão para criar uma pasta.

O File Transfer Protocol (FTP) é usado para transmitir arquivos para espaços web. Quem mantém sites na internet normalmente envia os arquivos por meio deste protocolo.

Em risco de ataque estão as empresas de hospedagem – como são chamados os provedores que permitem a criação de sites na internet. Um criminoso pode criar uma conta maliciosa e tomar o controle do servidor inteiro, atingindo sites de outros clientes, pois normalmente um mesmo servidor é responsável por dezenas ou centenas de sites. Internautas podem ser afetados ao visitarem as páginas que forem comprometidas para disseminar cavalos de troia.

Servidores baseados no Windows Server 2008 ou Windows Vista não estão risco. Já o Windows Server 2003 tem um risco reduzido. Segundo a Microsoft, embora a vulnerabilidade exista, ela ainda não foi explorada com sucesso nesse sistema. Ainda de acordo com a empresa, não se sabe de nenhum ataque realizado com base nessa brecha.

Atualizações de segurança para todos os produtos da Microsoft são lançados na segunda terça-feira útil do mês que, em setembro, será nesta próxima terça (8). Não se sabe, até o fechamento da coluna, se uma correção estará disponível já nessa data, no entanto, mas, em alguns casos mais graves, a empresa decide lançar uma atualização de emergência, fora do 'calendário'. Por enquanto, a Microsoft publicou algumas soluções temporárias.

Linksys lança roteador que usa padrão sem fio mais veloz

A Linksys, empresa do grupo Cisco Systems, acaba de lançar o roteador modelo WRT160N pelo valor de 449 reais. O produto segue o padrão 802.11n, que há anos está para ser padronizado oficialmente pela Wi-Fi Alliance e agora em setembro foi aprovado, como mostra aviso no blog da empresa.

O padrão n, em comparação com o anterior, g, oferece velocidade de 300 Mbps (megabits por segundo). O padrão G trabalha a 54 Mbps.

Em termos de acesso à internet por banda larga, isso não faz diferença. As conexões domésticas e mesmo as contratadas pelas pequenas empresas não chegam nem perto dessa velocidade). Entretanto, usado para troca de dados em redes sem fio, a taxa de transferência é até seis vezes mais rápida que o padrão g.

Além disso, o padrão antigo utiliza apenas um canal de frequência para transmitir os dados. Já o padrão n usa dois canais com mais de duas antenas emitindo sinais simultaneamente, cobrindo pontos cegos que o padrão anterior deixava descobertos. Com isso, o ganho da distância de um roteador é até quatro vezes maior.
O WRT160N também acompanha o software de instalação LELA - Linksys EasyLink Advisor. Totalmente em português, o programa automaticamente faz a instalacão da rede e ajuda a mantê-la segura e conectada, além de avisar o usuário sobre atualizações e configurar outros dispositivos e computadores. Para os usuários mais leigos, a aplicação simplifica a instalação e manutenção da rede sem fio, mostrando, passo a passo, o procedimento, sem exigir conhecimentos técnicos ou senhas.

O programa também monitora, em tempo real, os computadores e dispositivos conectados a ele, permitindo, com dois cliques, o bloqueio de um usuário não autorizado em sua rede. O design é bem diferente dos padrões comuns de roteadores e não possui antenas externas. Segundo a Linksys, esse fato não altera em nada o desempenho do roteador.

Fonte: IDG Now!

Embrapa realiza feira para demonstrar softwares para o agronegócio

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai realizar no dia 17 de setembro em Campinas (SP) uma feira de Software para o Agronegócio.

O evento tem duração de apenas um dia e tem o objetivo de mostrar os programas desenvolvidos pela Embrapa para aplicação no setor agropecuário, como sistemas para gerenciamento e administração de propriedades rurais ou para controle de rebanhos e cultivos.

Para participar, é necessário inscrever-se no site do SW Agro - Embrapa. Mais informações pelo e-mail matheusm@cnptia.embrapa.br ou telefone (19) 3211-5743.

Fonte: IDG Now!