segunda-feira, 29 de julho de 2013

Brasil lidera ranking de sites de governo infectados por malware na AL

O Brasil é o primeiro no ranking de países da América Latina com maior número de sites do governo infectados por códigos maliciosos, de acordo com uma análise realizada pelos pesquisadores da ESET – fornecedora de soluções de segurança da informação.
O levantamento foi realizado durante a primeira quinzena de julho, com o objetivo de mapear qual o perfil dos ambientes infectados e quais os principais ataques em mais de 4,5 mil sites latino-americanos que apresentam algum tipo de malware.
A pesquisa identificou que as páginas relacionados a entidades governamentais e educação estão entre os mais comprometidos por códigos arbitrários, respondendo por cerca de 5% dos endereços web analisados. Quando considerados apenas os ambientes de governo, 33% dos endereços com malware encontram-se em território brasileiro, seguidos por México e Peru com, 20% e 12% respectivamente.
Entre os problemas mais comuns identificados nos sites governamentais, 90% deles estão infectados por Cavalo de Troia e os 10% restantes apresentam backdoors e worms. Metade desses códigos estão escritos em JavaScript e são do tipo Iframe – que se escondem no código HTML das páginas.
Em relação aos sites de entidades educacionais, o México lidera o ranking de endereços infectados, com um total de 33%. A Argentina e Peru, ambos com 17%, seguem como segundos colocados, enquanto o Brasil ficou na quinta posição, com 6%.
Os pesquisadores da ESET América Latina apontam a tendência de mudança na forma de propagação e ataques. Para garantir mais sucesso na propagação dos códigos maliciosos, os cibercriminosos preferem utilizar um intermediário – que pode ser uma página web vulnerável, de forma que o malware seja imperceptível para o administrador do site e para os visitantes.
“Para evitar esse tipo de ataque, é importante que os administradores dos sites mantenham atualizados os pacotes de segurança dos servidores web e que os usuários só utilizem para acesso à Internet computadores que estejam devidamente protegidos por soluções de segurança”, afirma Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET Brasil.
Fonte: IVIG

Novo golpe no Twitter usa ingressos gratuitos de shows para atrair vítimas

Cibercriminosos estão utilizando o Twitter como plataforma para aplicar golpes que visam roubar dados pessoais e financeiros da vítima, de acordo com a empresa de antivírus Norton, da Symantec.
A tática funciona da seguinte forma: são oferecidos ingressos gratuitos para shows de bandas famosas em tweets com links postados em páginas falsas no Twitter. Nomes famosos como Kanye, J. Cole, Jay-Z, Beyoncé, Rihanna, Justin Bieber e a banda One Direction já foram usados como isca para atrais a atenção da vítima em potencial.
Na página falsa da rede social, o internauta é incentivado a clicar em um link, que o redireciona a um portal supostamente oficial do artista. A página oferece mais informações, imagens e logos que, em uma primeira análise, podem passar como legítimos. Já no site, o internauta é direcionado a clicar no botão “Solicitar meu Ingresso VIP”, como mostra a imagem abaixo.
Um questionário é exibido na tela da vítima, que é solicitada a preencher uma série de informações pessoais – que posteriormente são encaminhados ao cracker. No caso de smartphones e tablets, se o usuário visitar a mesma página por estes dispositivos, ele é convidado a instalar um aplicativo malicioso.
Para não ser vítima de ameaças pelo Twitter, as dicas são:
  • Desconfie de perfis sociais de artistas que possuem um número muito baixo de seguidores. Geralmente, páginas oficiais contam com milhares de fãs;
  • Nunca clique em links duvidosos que chegam por SPAM, SMS ou mensagens estranhas nas redes sociais, principalmente como prêmios e ofertas tentadoras demais. Sempre duvide;
  • Cuidado ao compartilhar informações nas redes sociais. Verifique a procedência do perfil que segue e compartilhe apenas informações de pessoas conhecidas e fontes oficiais;
  • Tenha prudência ao realizar downloads de aplicativos móveis. Eles podem conter malwares que roubam informações pessoais dos equipamentos;
  • Ao comprar ingressos de shows, adquira-os apenas de sites confiáveis e seguros. Se a compra for pelo celular, utilize somente conexões de Wi-Fi domésticas e protegida;
  • Sempre instale em seus equipamentos conectados à Internet – sejam eles desktops, smarphones ou tablets – soluções de segurança originais e atualizadas.
Fonte: IVIG

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Centenas de microrrobôs entram no corpo para fazer biópsia

Em 2009, cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, criaram microgarras capazes de manipular objetos sem usar eletricidade.

Na época, a equipe afirmou que seu objetivo de longo prazo era usar essas microgarras autônomas - elas são acionadas quimicamente, por calor ou por luz, dispensando fios ou baterias - para executar procedimentos no interior do corpo humano.

O prazo não está sendo tão longo assim, já que eles acabam de testar, com sucesso, a viabilidade do uso das microgarras para realizar biópsias em animais.

Biópsia robotizada

Centenas dessas pinças miniaturizadas, cada uma menor do que um grão de poeira, foram liberadas na boca, estômago e no trato gastrointestinal de animais vivos.

As microgarras usadas são ativadas autonomamente pelo calor do corpo do animal, fechando-se sobre o tecido, retirando um punhado de células, que podem ser usadas para realizar biópsias.

Como cada microgarra contém também um material magnético, elas são recuperadas por meio de um catéter que produz um campo magnético ao chegar ao ponto do organismo onde os "robôs" foram liberados.

"Esta é a primeira vez que se usa um dispositivo submilimétrico, do tamanho de um grão de poeira, para realizar uma biópsia em um animal vivo," disse David Gracias, ressaltando que eles escolheram porcos como cobaias devido à semelhança de seu trato intestinal com o dos humanos.

"Esta é uma conquista significativa. E como podemos enviar as garras através de orifícios naturais, é um avanço importante em tratamentos minimamente invasivos e um passo em direção ao objetivo final de fazer procedimentos cirúrgicos não invasivos," acrescentou Gracias.

Robôs no corpo humano

Embora cada micropinça colete uma amostra de tecido muito menor do que as ferramentas atuais usadas para biópsias, os pesquisadores afirmam que elas recuperam células suficientes para uma inspecção microscópica efetiva e para análises genéticas.

Segundo os pesquisadores, agora é mais uma questão de dinheiro do que de tempo para que estes estudos possam começar a ser testados em humanos - dinheiro para financiar os próximos passos da pesquisa.

O experimento representa um dos passos mais significativos rumo à realização do sonho de procedimentos cirúrgicos no estilo Viagem Fantástica, em que robôs entram no corpo humano para tratar doenças.

Uma equipe suíça também já está se preparando para usar microrrobôs em tratamentos dos olhos.

Uma nova técnica de imageamento consegue detectar o câncer rastreando o consumo de açúcar por meio de imagens de ressonância magnética (MRI).

A descoberta promete se tornar uma alternativa mais segura e mais simples do que os exames atuais, baseados em compostos radioativos.

Além disso, as imagens focando o açúcar mostram os tumores em maior detalhe, permitindo uma melhor avaliação do estágio da doença.

A nova técnica, denominada "transferência de saturação da troca química de glicose" (glucoCEST), baseia-se no fato de que os tumores consomem muito mais glicose - que é um tipo de açúcar - do que os tecidos normais e saudáveis, a fim de sustentar o seu crescimento acelerado.

Os pesquisadores descobriram que tornar um scanner de ressonância magnética sensível à absorção de glicose faz os tumores aparecerem como imagens brilhantes nos exames de ressonância magnética.

"O glucoCEST utiliza ondas de rádio para marcar magneticamente a glicose no corpo. Ela pode então ser detectada nos tumores utilizando técnicas convencionais de ressonância magnética. O método utiliza uma injeção de açúcar comum e pode oferecer uma alternativa barata e segura aos métodos existentes para a detecção de tumores, que requerem a injeção de material radioativo," disse o Dr. Simon Walker-Samuel, da Universidade College de Londres.

"Nós podemos detectar o câncer utilizando o mesmo teor de açúcar encontrado em metade de uma barra de chocolate de tamanho padrão. Nossa pesquisa revela um método útil e barato para detectar cânceres usando MRI, uma tecnologia de imageamento padrão disponível em muitos hospitais," completou o professor Mark Lythgoe, coautor do estudo.

"No futuro, os pacientes poderão ser escaneados em hospitais locais, em vez de serem encaminhados para centros médicos especializados," completou ele.

As primeiras avaliações da nova técnica foram realizadas em cobaias e agora os pesquisadores se preparam para testar o novo exame em humanos.

Estudantes criam aparelho que evita repetição de cirurgias

Um grupo de estudantes de graduação da Universidade Johns Hopkins (EUA) desenvolveu um aparelho que pode aliviar muito o tratamento de mulheres com câncer de mama.

Quando um tumor da mama é detectado, muitas mulheres optam pela lumpectomia, uma cirurgia para remover o tecido doente, preservando a mama.

No entanto, durante este procedimento, o médico não consegue saber imediatamente se todo o tecido canceroso foi removido, o que exige uma análise microscópica.

Essa análise já é feita na hora para a maioria dos tumores, congelando-se o tecido e analisando-o imediatamente, enquanto o paciente está na mesa de cirurgia. Contudo, esse exame ainda não está disponível para o câncer de mama, devido à estrutura muito delicada das células mamárias.

Devido à demora na análise, uma em cada cinco mulheres precisa retornar para uma segunda cirurgia para remover o câncer remanescente.
 
Exame na hora

Agora, os estudantes criaram um dispositivo para permitir que os patologistas inspecionem rapidamente o tecido mamário extirpado em 20 minutos, enquanto a paciente ainda está na sala de cirurgia.

Se essa análise indicar que o tumor não foi completamente removido, o cirurgião pode então remover tecido adicional durante a mesma operação.

A eliminação da necessidade de uma segunda operação pode evitar um adicional de ansiedade a pacientes que já estão enfrentando uma situação muito delicada - sem contar a diminuição dos riscos a que elas são submetidas e os custos envolvidos no tratamento.

O aparelho aplica uma película de adesivo sobre o tecido da mama, antes de ele ser segmentado para análise no microscópio. A película mantém o delicado tecido coeso, evitando danos nas amostras durante o processo de corte.

O resultado é uma amostra que pode ser analisada por um patologista 20 minutos depois da sua remoção, eliminando a necessidade de uma segunda cirurgia em outro dia.

O sistema foi testado em amostras de tecido de animais e humanos coletados de um banco de tecidos, mas ainda não foi usado em pacientes.

A Universidade premiou o trabalho dos estudantes Anjana Sinha, Hector Neira, Qing Xiang Yee e Vaishakhi Mayya, e garantiu-lhes suporte financeiro para que os testes do aparelho possam ser levados adiante.

Não é preciso um grande orçamento para ser bem sucedido nas mídias sociais

Dezoito meses atrás, a Walmart estava em uma encruzilhada que muitas empresas novatas na mídia social se encontram: estava ciente de que sua presença nas mídias sociais era  importante para a sua marca, mas sentia a falta de uma estratégia clara e bem definida.

"Sabíamos que tínhamos de ter uma página no Twitter e que deveríamos estar no Facebook, mas e no Instagram e no Flickr?" diz Umang Shah, diretor de estratégia social no Walmart. "Nós tínhamos presenças individuais, mas nós realmente não tínhamos uma estratégia para o uso das redes."

Ter uma estratégia de mídia social é uma necessidade crescente no mundo do branding. De acordo com um relatório recente da Forrester Research, 32% dos consumidores encontram  páginas oficiais de marcas por meio de sites populares de redes sociais como Facebook, Google+ e Twitter. E este número só vem aumentando: em 2010, por exemplo, apenas 18% dos consumidores acharam esses canais através dos meios de comunicação social.

Nos primeiros nove meses de sua nova estratégia social, o engajamento do Walmart no Twitter aumentou 1.200%.

Aqui estão os cinco pontos chave que Shah diz terem sido essenciais para o sucesso do Walmart e que toda empresa pode seguir.

1. Determinar o seu valor

"Toda empresa precisa saber qual é o seu valor", diz Shah. "A maioria das pessoas e a maioria das empresas perguntam: 'Qual o valor que posso ter na mídia social?' Mas não é assim que funciona."

Segundo Shah, é fácil para as marcas pensar em mídias sociais como uma ferramenta e não como uma forma de agregar valor. Com o Walmart não foi diferente, no início, diz Shah, mas a empresa  tomou medidas para definir seus valores e quais deles gostaria de comunicar _ por exemplo, os seus esforços de sustentabilidade.

Sustentabilidade é um tema estratégico do Walmart. No Brasil, três pilares afirmam essa estratégia: Clima e Energia, Resíduos e Produtos mais Sustentáveis. Alinhado ao seu propósito de ser agente promotor e facilitador do desenvolvimento sustentável do País, o Walmart busca engajar, formal e informalmente, clientes, empregados, fornecedores, governo e organizações sociais e setoriais. Para isso, mantém diálogo constante com esses públicos – de forma a compreender e atender a suas aspirações, necessidades, interesses e percepções.

"A maioria das marcas consolida várias contas do Twitter em uma, mas muitas vezes isso não funciona", diz Shah.  Para falar de sustentabilidade, além de sua conta no Twitter @ WalmartGreen, a empresa acrescentou uma série de outras contas para criar comunidades centradas em torno de interesses: @WalmartHealthy, @ WalmartGiving e @ WalmartAction, entre outras.

"Descobrimos que a melhor maneira de falar sobre algo como a sustentabilidade era atrair a audiência nas mídias sociais e convidá-la a visitar um site onde o assunto específico era tratado."

2. Entender o seu público

Depois de desenvolver uma série de novas comunidades no Twitter, Shah e sua equipe trabalharam para compreender melhor as pessoas que estavam lá, usando a ferramenta de marketing de mídia social SocialFlow .

"Queríamos descobrir quem estava lá, falando sobre o quê e se as pessoas se preocupavam com determinados temas", diz Shah. "Levamos algum tempo para convencer as pessoas que queríamos falar de sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Tentamos compreender o perfil delas. O que falavam e com base nessas informações, começamos a orientá-las, em parte com conteúdo e, em parte, com promoções.

3. Não subestime o valor de um bom conteúdo

"Vão haver momentos em que nós vamos publicar parte do conteúdo que o negócio precisa  que seja publicado e as pessoas provavelmente não vão dar a mínima atenção para ele", diz Shah. "Mas, fora essas exceções, nós realmente tentamos criar um bom conteúdo, de interesse. E cabe a nós educar a nós mesmos sobre o que é bom conteúdo."

Shah compara sua estratégia de conteúdo a um playground: seu objetivo é criar um ambiente onde as pessoas se sintam livres para experimentar e compartilhar coisas diferentes, sem descuidar das métricas.

"Nós compartilhamos o conteúdo que achamos que as pessoas vão realmente gostar e procuramos descobrir rapidamente se ele foi recebido como esperávamos ou não", diz Shah. "Ser autêntico e transparente, proporcionando valor para construir um relacionamento melhor, funciona bem."

Nos primeiros meses após o lançamento das contas do Twitter, baseadas em comunidades de interesse, o Walmart optou por não gastar todo o dinheiro em anúncios para promovê-las. "Queríamos garantir que a nossa estratégia era boa e que estávamos entregando um bom conteúdo antes de adquirirmos um público maior com base em uma promoção", diz ele.

4. Seja criativo em suas métricas

Usar métricas para medir o sucesso de uma campanha de mídia social é fácil para o departamento de marketing, diz Shah, porque há uma abundância de ferramentas para medir o ROI de várias atividades.

Mas para ser bem sucedido é preciso ser um pouco mais criativo. "De modo geral, a conscientização é uma boa métrica e não é tão apreciada como gostaríamos", diz Shah. "Se você pode dizer: 'Ei, usando essas ferramentas fomos capazes de expor a nossa mensagem para X por cento mais pessoas do que o veículo típico', então isso é ótimo."

Além da conscientização acompanhe as métricas mais tangíveis, tais como quantas vezes a mensagem foi reenviada ou marcada como favorita, por exemplo.

5. Trabalhe seus dados

Muitas empresas têm a capacidade de coletar dados, mas o que separa os sucessos dos fracassos é o que você  decide fazer com eles e os insights que geram.

"Usamos dados, que são aparentemente impessoais e frios, para entender melhor o nosso público e para chegar perto de construir um relacionamento mais significativo", diz Shah. "Tudo o que fazemos é baseado em dados e na sua análise frente à estratégia para o uso das mídias digitais. Eles nos permitem coletar informações e adquirir conhecimento."

Em  2011 a Wal-art adquiriu a empresa de mídia social Kosmix, por cerca de US$ 300 milhões, principalmente devido a sua capacidade de extrair tendências de conversas feitas em redes sociais. A unidade, hoje chamada de @WalmartLabs, faz monitoramento de publicações feitas no Twitter, Facebook e palavras chaves no campo de pesquisa do site Walmart.com, entre outras coisas, para ajudar o WalMart a refinar os produtos que vende.

Sua tecnologia pode identificar o contexto das palavras, distinguindo "Salt", o filme de Angelina Jolie, de sal, o tempero, por exemplo. Ela define linhas de base para o nível de popularidade em torno de, digamos, eletrônicos ou brinquedos, e assim consegue medir quando o interesse está aumentando. Ela também analisa gostos, pois se as pessoas não gostam de um novo vídeo game, pedir uma grande quantidade deste jogo específico provavelmente não será uma boa estratégia.
Fonte: CIO

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Malware para Android se espalha via Bluetooth e rouba códigos bancários

Pesquisadores de segurança identificaram dois novos tipos de ameaças para Android: um Cavalo de Troia que se espalha via Bluetooth, e outro malware que é entregue por meio de upgrade para celular e rouba códigos bancários SMS.
"Backdoor.AndroidOS.Obad.a" foi descoberto recentemente pela Kaspersky Lab em um aplicativo Android. O malware é um Cavalo de Troia multifuncional, que pode enviar mensagens SMS para números premium, fazer download de malwares e infectar outros dispositivos por meio de Bluetooth.
Depois de receber um comando de um servidor operado por um cibercriminoso, o código malicioso verifica a existência de dispositivos próximos a ele, com conexões Bluetooth abertas, e tenta enviar um aplicativo arbitrário, explicou o especialista da Kaspersky Lab, Roman Unuchek, no blog da empresa.
Quando o Bluetooth foi introduzido, houve algumas experiências com usá-lo para infectar máquinas, mas nada parecido com o que a Kaspersky descobriu. "É algo que não vimos em Bluetooth antes, a não ser em uma prova de conceito", disse o vice-presidente de pesquisas para NSS Labs, Ken Baylor, em uma entrevista, "e nunca vi isso em uma implementação para Android."
O backdoor Obad é um dos programas mais complexos de malware Android já vistos e rivaliza com aplicativos mal escritos para PCs com Windows. "O Backdoor.AndroidOS.Obad.a está mais próximo ao malware para Windows do que outros Cavalos de Troia para Android, em termos de complexidade e do número de vulnerabilidades inéditas que explora", escreveu Unuchek.
"Os criadores de malware geralmente tentam fazer os códigos em suas criações tão complicados quanto possível, para dificultar a vida de especialistas antimalware", acrescentou. "No entanto, é raro ver uma ocultação tão avançada como a do Obad.a."
Mesmo sendo tão complexo, a sofisticação adicionada ao Obad não parece fazer o Trojan altamente contagioso. "Apesar de tais capacidades impressionantes, o Backdoor.AndroidOS.Obad.a não é muito difundido", escreveu Unuchek. "Ao longo de um período de observação de 3 dias usando dados do Kaspersky Security Network, as tentativas de instalação do Obad.a feitas não ultrapassaram mais do que 0,15% de todas as tentativas de infectar dispositivos móveis com vários malware."
Outra ameaça 
O tipo de complexidade do Obad não foi adicionado ao novo add-on para o Trojan bancário Bugat, descoberto por pesquisadores da RSA. O add-on, chamado de BitMo, sequestra códigos de segurança enviados por meio de mensagens SMS para clientes bancários, a fim de autenticar suas identidades.
"É um simples enviador de SMS", disse o especialista em crimes cibernéticos da RSA, Limor Kessem, em uma entrevista. "Não é um 'trapaceiro'. Ele solicita permissões como qualquer outro aplicativo."
O que é interessante sobre o malware é a forma como seus autores levam as pessoas a fazer o download. As vítimas são persuadidas ao serem avisadas de que precisam de proteção contra malware, e são solicitadas a fornecer o número do telefone e o tipo de plataforma. Então eles pedem para que a pessoa faça o download do malware.
Uma vez instalado no smartphone, o aplicativo malicioso opera em plano de fundo, monitorando as mensagens SMS. Se ele identificar alguma que contenha um código bancário, ele esconderá isso do proprietário do telefone e enviará a mensagem para o cracker.
Fonte: IDG Now!