Astrônomos do Instituto de Pesquisas Espaciais (SRON) e da Universidade de Utrecht, na Holanda, detectaram pela primeira vez sinais de campos gravitacionais extremamente fortes registrados em uma linha de emissão de oxigênio.
A assinatura do oxigênio foi detectada nos raios X emitidos por uma estrela de nêutrons que está "engolindo" uma anã branca.
Embora a gravidade extremamente forte nas proximidades de estrelas de nêutrons e de buracos negros já tenha sido estudada antes de forma similar, este resultado é único - esta é a primeira vez que os efeitos da força da gravidade em uma intensidade extrema são revelados pelo oxigênio.
Até hoje, o processo somente havia sido detectado pela assinatura de átomos de ferro. Ocorre que as características dessas chamadas "linhas de ferro" são contestadas, o que as torna menos adequadas para medições.
Sistema binário
A estrela de nêutrons também já havia sido estudada antes, mas agora Oliwia Madej e seus colegas encontraram assinaturas borradas de oxigênio nos raios X da estrela. A descoberta utilizou imagens captadas pelo telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA).
A estrela de nêutrons que os astrônomos observaram faz parte de um sistema binário chamado 4U 0614+091. Neste binário, a estrela de nêutrons e uma anã branca giram uma ao redor da outra velozmente, fazendo uma órbita completa em apenas 50 minutos.
A anã branca - basicamente uma estrela queimada - orbita a uma distância tão pequena da estrela de nêutrons que o gás rico em oxigênio é arrancado da anã branca e começa a formar um redemoinho em torno da estrela de nêutrons.
Assinatura borrada
"Normalmente, os átomos de oxigênio quentes emitem raios X com uma energia específica," explica Madej. "Mas, por causa da extrema gravidade e do gás quente no disco em torno da estrela de nêutrons, esta assinatura de oxigênio nos dados de raios X fica borrada."
Usando o formato do borrão, a astrônoma tentou estimar o raio interno do disco de gás rico em oxigênio que está girando em torno da estrela de nêutrons, o que poderia dar uma ideia do raio máximo que a estrela de nêutrons poderia ter.
Infelizmente, os dados atuais ainda não são suficientes para dar uma resposta definitiva sobre o tamanho da estrela de nêutrons, o que deverá ser feito com novas observações.
Estrela de nêutrons
As estrelas de nêutrons - formadas pelo colapso dos núcleos de estrelas muito grandes - são, dentre os objetos que possuem superfície, os mais compactos do universo.
Uma estrela de nêutrons tem uma massa ligeiramente maior do que a massa de uma anã branca, mas nela a matéria está comprimida em uma esfera de apenas 10-20 km de diâmetro.
Nessas altas densidades, os átomos normais não podem existir mais. Qualquer coisa mais densa do que isso entraria em colapso e formaria um buraco negro. Por isso, os astrônomos estão muito interessados em estudar o estado da matéria dentro de uma estrela de nêutrons.
Espectroscopia
Devido à sua natureza extremamente compacta, é praticamente impossível fotografar diretamente as imediações de uma estrela de nêutrons e o seu disco de acreção.
Felizmente, a espectroscopia desses sistemas tem informações suficientes para preencher a lacuna, representando uma ferramenta única para estudar a dinâmica do processo de acreção dos sistemas binários.
O material em torno da estrela de nêutrons, irradiado por raios X, reflete essa radiação e, nesse processo, os íons de elementos pesados que estão presentes no disco, como o oxigênio e o ferro, deixam sua marca no espectro da luz refletida, na forma de linhas de emissão características.
O perfil dessas chamadas linhas "fluorescentes" é fortemente influenciado pelo gigantesco campo gravitacional do binário. Isto torna sua detecção extremamente importante também para testar a relatividade geral.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Resíduos da arborização urbana podem ser reaproveitados
Mas, até hoje, não existem programas de destinação adequada desse material - menos ainda de sua reciclagem ou reaproveitamento.
Foi esta constatação que ensejou a pesquisa da engenheira florestal Ana Maria de Meira, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Em seu trabalho, Ana Maria propõe um modelo de gestão para os resíduos da arborização urbana - como madeira (galhos e troncos), folhas, flores e frutos.
Árvores urbanas
A pesquisa foi feita em Piracicaba, no interior de São Paulo, uma cidade de porte médio, que gera em média 180 toneladas desse material por mês, sendo 69% composto por ramos e galhos finos de até 8 centímetros (cm) de diâmetro.
Ana Maria acompanhou as equipes de poda da cidade durante quinze meses, monitorando a extração e recolhimento das dez espécies de maior frequência na arborização: espirradeira, ficus-benjamim, ipê, canelinha, oiti, chapéu de sol, quaresmeira, resedá, falso-chorão e sibipiruna.
"A primeira intenção foi saber a quantidade de material gerado, o que possibilita planejar seu destino. Além disso, mapeamos quais os motivos que geram a poda. Em sua maioria, elas ocorrem por falta de critérios na escolha das espécies, resultando em conflitos com os outros usos do solo urbano," relata a pesquisadora.
O estudo buscou, ainda, caracterizar os resíduos vegetais e avaliar a viabilidade de aproveitamento do material na produção de produtos sólidos de madeira (madeira serrada, móveis, pequenos objetos de madeira), como fonte de energia (lenha e carvão) e na compostagem com outros resíduos disponíveis nas cidades, como restos dos varejões e feiras livres.
Educação para o verde
O plano de gestão proposto por Ana Maria segue três linhas de ação: a redução da geração, a valorização dos resíduos e a disposição final, em casos emergenciais.
A redução da geração pode ser obtida por meio da definição de critérios de poda e remoção mais adequados, da capacitação da mão de obra que executa essas atividades, da escolha das espécies, das condições do plantio e condução do crescimento, além da educação da população para que entenda a importância da arborização urbana.
"Não há treinamento da mão de obra responsável pelo serviço e a própria relação dos moradores com as árvores não tem um vínculo tão forte que pudesse impedir a derrubada de muitas delas", explica a pesquisadora.
Valorização do lixo
Em relação à valorização ou aproveitamento, Ana Maria destaca que é preciso conhecer o material para a tomada de decisão mais adequada.
"Fizemos a caracterização, quantificando o volume por classe de diâmetro; determinando a densidade, o teor de umidade, a cor, a quantidade de carbono fixo, cinzas etc. Essas variáveis indicarão se os resíduos poderão ser desdobrados em tábuas ou transformados em pequenos objetos de madeira, móveis, equipamentos urbanos, esquadrias para serem usadas em habitação popular; o seu potencial energético para uso como lenha, carvão, briquete ou pellets; a possibilidade de produzir composto orgânico, entre outras formas de valorização. Com isso é possível separar o material para diferentes destinações, obtendo o máximo de retorno econômico, social e ambiental", explica a engenheira florestal.
Descarte adequado do lixo
A terceira linha de ação do plano de gestão é a disposição final.
O plano propõe redução na geração de resíduos ou valorização desse material mas, conforme relata a professora Adriana Maria Nolasco, em algumas situações isso não é viável: "Imaginemos um caso de uma prefeitura de pequeno porte que não possui recursos financeiros ou mão de obra qualificada. Mesmo assim ela terá de dar um destino final ao resíduo".
A pesquisa propõe o descarte de forma adequada, em local apropriado, com segurança, sem risco de incêndio, que não se despeje simplesmente em terrenos baldios e sim em aterros ou áreas próprias controladas. "Dadas as características desse resíduo, a disposição não é a forma de manejo mais indicada, mas diante da necessidade, que se faça da forma menos impactante possível", comenta a professora.
Outra forma de destino ao material excedente é a parceria entre os municípios. "As prefeituras podem, inclusive, encontrar formas de arranjo e o material de uma determinada localidade pode, por exemplo, ser transferido para um outro município que já aproveita esse resíduo", ressalta Ana Maria.
Brinquedos nascidos do lixo
Na mesma linha de pesquisa, duas alunas do curso de Engenharia Florestal da Esalq, Renata Carolina Gatti e Juliana Paschoalini Arthuso, desenvolveram brinquedos e pequenos objetos usando esses resíduos.
As peças fazem parte de um portfólio de brinquedos que servirá de modelo para produção em programas municipais. Em 2010, o projeto continua com um grupo de estagiários desenvolvendo outros produtos.
Menor microscópio do mundo para telemedicina não tem lentes
Eles criaram o menor e o mais leve microscópio do mundo para uso em aplicações de telemedicina.
Totalmente integrado e miniaturizado, o microscópio só precisa ser conectado à interface USB de um computador para fazer as análises, dispensando técnicos e laboratórios, não disponíveis em regiões distantes.
Imagens holográficas
Em vez de usar lentes para amplificar os objetos, o novo microscópio gera imagens holográficas das micropartículas, ou das células, ou de qualquer outro material que estiver sendo observado.
A tecnologia foi batizada de LUCAS - Lensless Ultra-wide-field Cell Monitoring Array platform based on Shadow imaging, algo como plataforma de monitoramento celular sem lentes de campo ultralargo, baseado em imagens sombra.
As imagens holográficas são geradas quando a luz emitida por um LED é refletida pelos tecidos ou pela amostra de fluido que deve ser observada, e captada por um conjunto de sensores ópticos.
A construção da imagem é feita por um algoritmo que tira proveito das sombras que, de problemas, tornam-se aliadas - veja mais em microscópio óptico dobra de resolução.
Microscópio integrado
Pesando apenas 46 gramas, o microscópio é um equipamento totalmente integrado. As únicas conexões externas necessárias são uma conexão USB para um computador ou um smartphone.
Depois de estruturadas pelo software, as imagens coletadas podem ser analisadas instantaneamente no próprio computador, dispensando a presença de técnicos treinados, abrindo caminho para a realização de exames em locais que não disponham de laboratórios ou hospitais.
As amostras são inseridas no microscópio usando um pequeno chip que pode ser carregado com saliva ou sangue. No caso do sangue, o microscópio é sensível o suficiente para identificar partículas e células, incluindo glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
A tecnologia tem potencial para ajudar a detectar doenças como a malária, AIDS e tuberculose. Ela pode ainda ser utilizada para monitorar a qualidade da água.
Microscópio para telemedicina
Usando dois acessórios adicionais, que custam entre US$1 e US$2 cada um, o microscópio sem lente pode ser convertido em um microscópio de contraste por interferência diferencial (DIC: differential interference contrast microscope), também conhecido como microscópio Nomarski.
Microscópios Nomarksi são usados para obter informações sobre a densidade de uma amostra, dando uma aparência 3D a uma imagem 2D por meio de um contraste com bordas e linhas.
O novo microscópio miniaturizado é também um recurso no campo da telemedicina. Em regiões com recursos limitados, equipamentos médicos portáteis são essenciais.
Essas ferramentas usam conexões à internet para se integrar a um laboratório ou hospital, em qualquer parte do mundo, que tenha os recursos necessários para completar o atendimento.
Córnea artificial de plástico começa a ser testada em humanos
Infelizmente, milhares aguardam a oportunidade de poder ver de novo em intermináveis filas, à espera de doadores de córnea. Só no Brasil, há 24 mil pessoas na fila à espera de um transplante de córnea.
Agora surge uma esperança, graças ao trabalho do Dr. Joachim Storsberg, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha.
Córnea artificial
Storsberg e seus colegas desenvolveram um novo material e um processo para fabricar uma prótese de córnea feita de plástico.
As córneas artificiais de plástico poderão ajudar não apenas os pacientes que esperam por doadores, mas também aqueles cujo organismo não tolera a córnea transplantada.
A dificuldade de produzir uma córnea artificial está em que ela tem que atender a especificações quase contraditórias: por um lado, o material deve se acomodar firmemente com as células de tecido à sua volta; por outro lado, nenhuma célula deve se desenvolver na região óptica da córnea artificial - isto é, no seu meio - já que essas células trariam de volta o problema, prejudicando seriamente a capacidade de enxergar.
Além disso, a parte externa da prótese deve ser capaz de se umidificar com as lágrimas, caso contrário o implante vai ressecar, exigindo sua troca após um período relativamente curto de tempo. Sem contar que a umidade é essencial para que a pálpebra deslize suavemente sobre a córnea artificial.
Polímero hidrofóbico
O Dr. Storsberg encontrou a solução para demandas tão conflitantes em um polímero hidrofóbico, que tem sido usado há bastante tempo em oftalmologia, por exemplo, nas lentes intraoculares.
Antes de se tornar útil, porém, ele teve que ser modificado quimicamente, o que exigiu novos testes e um novo processo de aprovação para uso humano. Suas bordas também foram revestidas com uma série de polímeros especiais.
A seguir, foi acrescentada uma proteína especial, que contém a sequência específica de um fator de crescimento. As células naturais ao redor do implante detectam esse fator de crescimento, são estimuladas a propagar-se e preenchem a superfície da margem da córnea.
Assim, as células do tecido circundante crescem com o implante, e a córnea artificial fica estável.
Porcos, coelhos e humanos
A córnea artificial foi testada com sucesso em porcos e coelhos. Em 2009, foi feito o primeiro teste em humanos. No decorrer de 2010, os cientistas planejam fazer novos testes em humanos para que a prótese ocular possa chegar ao mercado.
Fonte: Diário da Saúde
Descoberta triplica efeitos da acupuntura contra a dor
Cientistas deram mais um passo importante para compreenderem como o simples espetar de algumas agulhas no corpo é capaz de aliviar a dor.
Em um artigo publicado na revista Nature Neuroscience, a equipe da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, identificou a molécula adenosina como um elemento central na ativação no corpo de alguns dos efeitos da acupuntura.
Partindo desse novo conhecimento, os cientistas foram capazes de triplicar os efeitos benéficos da acupuntura em camundongos por meio da adição de um medicamento aprovado para tratar a leucemia.
Adenosina
A adenosina é um composto natural conhecido por seu papel na regulação do sono, por seus efeitos sobre o coração, e pelas suas propriedades anti-inflamatórias.
Mas a adenosina também atua como um analgésico natural, tornando-se ativa na pele após um ferimento para inibir os sinais nervosos e aliviar a dor de uma forma semelhante ao que faz a lidocaína.
No estudo, os cientistas descobriram que esta substância química é também muito ativa nos tecidos mais profundos afetados pela acupuntura.
Os pesquisadores analisaram os efeitos da acupuntura no sistema nervoso periférico - os nervos do nosso corpo que não são parte do cérebro e da medula espinhal.
Base científica da acupuntura
Segundo Maiken Nedergaard, as novas descobertas vêm adicionar ainda mais suporte científico à acupuntura.
"A acupuntura tem sido um pilar do tratamento médico em algumas partes do mundo por 4.000 anos, mas, como ela ainda não foi compreendida completamente, muitas pessoas se mantiveram céticas", afirma Nedergaard.
A pesquisa complementa um rico corpo de trabalhos que mostram que, no sistema nervoso central, a acupuntura cria sinais que levam o cérebro a produzir as endorfinas, analgésicos naturais.
"Neste trabalho, nós fornecemos informações sobre um mecanismo físico pelo qual a acupuntura reduz a dor no corpo," acrescenta a pesquisadora.
Acupuntura três vezes melhor
Assim que reconheceram o papel da adenosina, os cientistas começaram a explorar os efeitos de uma droga contra o câncer, chamado deoxicoformicina, que dificulta a remoção da adenosina pelos tecidos.
O composto aumentou dramaticamente os efeitos do tratamento com acupuntura, quase triplicando o acúmulo de adenosina nos músculos e mais do que triplicando o tempo de eficácia do tratamento.
"É claro que a acupuntura pode ativar uma série de mecanismos diferentes," acrescenta Josephine P. Briggs, coautora do estudo. "Este estudo extremamente cuidadoso identificou a adenosina como um novo participante nesse processo. É uma contribuição interessante para a nossa crescente compreensão da complexa intervenção que é a acupuntura."
Em um artigo publicado na revista Nature Neuroscience, a equipe da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, identificou a molécula adenosina como um elemento central na ativação no corpo de alguns dos efeitos da acupuntura.
Partindo desse novo conhecimento, os cientistas foram capazes de triplicar os efeitos benéficos da acupuntura em camundongos por meio da adição de um medicamento aprovado para tratar a leucemia.
Adenosina
A adenosina é um composto natural conhecido por seu papel na regulação do sono, por seus efeitos sobre o coração, e pelas suas propriedades anti-inflamatórias.
Mas a adenosina também atua como um analgésico natural, tornando-se ativa na pele após um ferimento para inibir os sinais nervosos e aliviar a dor de uma forma semelhante ao que faz a lidocaína.
No estudo, os cientistas descobriram que esta substância química é também muito ativa nos tecidos mais profundos afetados pela acupuntura.
Os pesquisadores analisaram os efeitos da acupuntura no sistema nervoso periférico - os nervos do nosso corpo que não são parte do cérebro e da medula espinhal.
Base científica da acupuntura
Segundo Maiken Nedergaard, as novas descobertas vêm adicionar ainda mais suporte científico à acupuntura.
"A acupuntura tem sido um pilar do tratamento médico em algumas partes do mundo por 4.000 anos, mas, como ela ainda não foi compreendida completamente, muitas pessoas se mantiveram céticas", afirma Nedergaard.
A pesquisa complementa um rico corpo de trabalhos que mostram que, no sistema nervoso central, a acupuntura cria sinais que levam o cérebro a produzir as endorfinas, analgésicos naturais.
"Neste trabalho, nós fornecemos informações sobre um mecanismo físico pelo qual a acupuntura reduz a dor no corpo," acrescenta a pesquisadora.
Acupuntura três vezes melhor
Assim que reconheceram o papel da adenosina, os cientistas começaram a explorar os efeitos de uma droga contra o câncer, chamado deoxicoformicina, que dificulta a remoção da adenosina pelos tecidos.
O composto aumentou dramaticamente os efeitos do tratamento com acupuntura, quase triplicando o acúmulo de adenosina nos músculos e mais do que triplicando o tempo de eficácia do tratamento.
"É claro que a acupuntura pode ativar uma série de mecanismos diferentes," acrescenta Josephine P. Briggs, coautora do estudo. "Este estudo extremamente cuidadoso identificou a adenosina como um novo participante nesse processo. É uma contribuição interessante para a nossa crescente compreensão da complexa intervenção que é a acupuntura."
Fonte: Diário da Saúde
terça-feira, 22 de junho de 2010
É Notícia: Kennedy Alencar entrevista Paulo Bernardo
O ministro do Planejamento falou sobre as taxas de juros, crescimento do PIB e metas da inflação. Ele comentou a aliança do PT com o PMDB, as ações do Banco Central, as possíveis privatizações nos aeroportos e a guerra fiscal entre os estados.
Fonte: Rede TV!
Fonte: Rede TV!
Moléculas orgânicas super complexas são encontradas no espaço
Cientistas conseguiram identificar uma das moléculas orgânicas mais complexas já encontradas no material entre as estrelas, o chamado meio interestelar.
A descoberta do antraceno no espaço profundo pode ajudar a resolver um mistério astrofísico que desafia os cientistas há décadas - como as moléculas orgânicas podem surgir no espaço.
O antraceno é uma molécula formada por três anéis hexagonais de carbono, circundados por átomos de hidrogênio.
A descoberta foi feita por uma equipe de cientistas do Instituto de Astrofísica das Canárias, na Espanha, e da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Química pré-biótica
"Nós detectamos a presença de moléculas de antraceno em uma nuvem densa na direção da estrela Cernis 52, na constelação de Perseu, a cerca de 700 anos-luz do Sol," conta Susana Iglesias Groth, coordenadora do estudo.
Segundo Susana, o próximo passo é investigar a presença de aminoácidos no meio interestelar.
Moléculas como o antraceno são pré-bióticas, o que significa que, quando elas são submetidas à radiação ultravioleta e combinadas com água e amônia, podem produzir aminoácidos e outros componentes essenciais para o desenvolvimento da vida.
"Dois anos atrás", conta a pesquisadora, "encontramos a prova da existência de uma outra molécula orgânica, o naftaleno, no mesmo lugar. Então tudo indica que nós descobrimos uma região de formação estelar rica em química pré-biótica."
Anti-inflamatório
A nova descoberta sugere que uma boa parte dos componentes-chave na química pré-biótica terrestre podem estar presentes na matéria interestelar.
Até agora, o antraceno havia sido detectado apenas em meteoritos - nunca no meio interestelar.
Formas oxidadas dessa molécula são comuns em sistemas vivos e são bioquimicamente ativas. Na Terra, o antraceno oxidado é um componente básico da planta aloé, com propriedades anti-inflamatórias.
Bandas espectrais
Desde a década de 1980, centenas de bandas encontradas no espectro do meio interestelar - conhecidas como bandas espectrais difusas - têm sido associadas com a matéria interestelar, mas sua origem não havia sido identificada até agora.
A nova descoberta indica que elas podem se originar de formas moleculares baseadas em antraceno ou em naftaleno. Como elas estão largamente distribuídas no espaço interestelar, podem ter desempenhado um papel fundamental na produção de muitas das moléculas orgânicas presentes no momento da formação, por exemplo, do Sistema Solar.
A descoberta do antraceno no espaço profundo pode ajudar a resolver um mistério astrofísico que desafia os cientistas há décadas - como as moléculas orgânicas podem surgir no espaço.
O antraceno é uma molécula formada por três anéis hexagonais de carbono, circundados por átomos de hidrogênio.
A descoberta foi feita por uma equipe de cientistas do Instituto de Astrofísica das Canárias, na Espanha, e da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.
Química pré-biótica
"Nós detectamos a presença de moléculas de antraceno em uma nuvem densa na direção da estrela Cernis 52, na constelação de Perseu, a cerca de 700 anos-luz do Sol," conta Susana Iglesias Groth, coordenadora do estudo.
Segundo Susana, o próximo passo é investigar a presença de aminoácidos no meio interestelar.
Moléculas como o antraceno são pré-bióticas, o que significa que, quando elas são submetidas à radiação ultravioleta e combinadas com água e amônia, podem produzir aminoácidos e outros componentes essenciais para o desenvolvimento da vida.
"Dois anos atrás", conta a pesquisadora, "encontramos a prova da existência de uma outra molécula orgânica, o naftaleno, no mesmo lugar. Então tudo indica que nós descobrimos uma região de formação estelar rica em química pré-biótica."
Anti-inflamatório
A nova descoberta sugere que uma boa parte dos componentes-chave na química pré-biótica terrestre podem estar presentes na matéria interestelar.
Até agora, o antraceno havia sido detectado apenas em meteoritos - nunca no meio interestelar.
Formas oxidadas dessa molécula são comuns em sistemas vivos e são bioquimicamente ativas. Na Terra, o antraceno oxidado é um componente básico da planta aloé, com propriedades anti-inflamatórias.
Bandas espectrais
Desde a década de 1980, centenas de bandas encontradas no espectro do meio interestelar - conhecidas como bandas espectrais difusas - têm sido associadas com a matéria interestelar, mas sua origem não havia sido identificada até agora.
A nova descoberta indica que elas podem se originar de formas moleculares baseadas em antraceno ou em naftaleno. Como elas estão largamente distribuídas no espaço interestelar, podem ter desempenhado um papel fundamental na produção de muitas das moléculas orgânicas presentes no momento da formação, por exemplo, do Sistema Solar.
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