Batizados de mesocosmos, esses supertubos de ensaio, contendo mais de 60.000 litros de água do mar cada um, serão utilizados para avaliar as mudanças oceânicos e simular os oceanos do futuro sob as condições mais realísticas possíveis.
Estratificação dos ecossistemas
Cada um dos seis tubos de ensaio oceânicos utilizados no experimento é um cilindro que se estende por 20 metros abaixo da superfície, ancorado em um rack que serve para controle de flutuação e estabilidade. Acima da superfície pode-se ver apenas uma pequena parte da estrutura, protegida por um teto plástico. Aí estão também os sinalizadores e transmissores de rádio e todo o sistema eletrônico que permite que os cientistas coletem os dados dos experimentos.
A grande vantagem dos tubos oceânicos é que eles permitem que os cientistas estudem toda a biologia marinha, e a própria água do mar, seguindo as condições naturais de temperatura, estratificação e ecossistema de cada profundidade.
Acidificação dos oceanos
A primeira missão dos cientistas será pesquisar o impacto a acidificação dos oceanos. "Os oceanos absorvem mais de um terço do dióxido de carbono produzido pelos humanos. Como consequência, o pH diminui e o oceano se torna mais ácido," explica o professor Ulf Riebesell, do Instituto Leibniz, na Alemanha.
Agora os cientistas querem descobrir como essa acidificação impacta os ecossistemas marinhos.
O experimento será um piloto para uma outra experiência, em maior escala e com maior número de tubos, que deverá começar em 2010, no Mar Báltico.
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