sexta-feira, 3 de maio de 2013

20 dicas para turbinar o armazenamento na nuvem

Armazenamento online não é só para fotos e documentos. Com as ferramentas e serviços certos, você pode fazer muito mais: organizar dados, automatizar uploads e downloads, sincronizar informações, ganhar espaço extra sem gastar um centavo, hospedar um site em um serviço na nuvem e até imprimir. 
E o melhor de tudo: a maioria dos serviços que mencionamos a seguir tem o mesmo preço: zero. Continue lendo para aprender como tirar proveito deles de formas que você nem sonhou que seriam possíveis.
1. IFTTT move seus dados de um lugar pra outro
O serviço online “If This Then That” (“Se isso, então aquilo” em tradução livre, ou IFTT para os íntimos) foi praticamente criado pensando em armazenamento online, e pode ser configurado para transportar dados de um serviço para outro. Por exemplo, há uma “receita” (nome dado aos conjuntos de ações) pronta queenvia automaticamente para o SkyDrive quaisquer fotos no Facebook onde você seja marcado. Outra receita arquiva mensagens do GMail numa conta no Box. Você pode até salvar todas as suas fotos do Instagram no Dropbox. Estas são só algumas das receitas criadas por outros usuários, mas você pode criar suas próprias baseadas em qualquer ação/reação que imaginar.
2. Um serviço para dominar os outros
Não é incomum um usuário ter arquivos espalhados por múltiplos serviços online. O problema com isso é encontrar o que você procura. O Otixo facilita a tarefa dando acesso ao Amazon S3, Box, Dropbox, SugarSync, Google Drive e outros serviços em um só local. Você pode fazer buscas em todas as contas, visualizar e compartilhar documentos e fotos e até mover ou copiar arquivos de uma nuvem para a outra. O Otixo custa U$ 4.99 mensais, ou US$ 47.90 por ano. 
3. Envie anexos para o seu disco virtual
Geralmente na hora de enviar um arquivo para um disco virtual é necessário usar uma interface web, ou um aplicativo no desktop ou dispositivo móvel. Mas há uma outra forma: e-mail. O Evernote e o SugarSync, por exemplo, criam um endereço de e-mail único para cada conta para onde você pode enviar arquivos como anexos. O Send to Dropbox é um serviço gratuito que faz a mesma coisa com o Dropbox, e o Drv.io (atualmente em beta) funciona de forma similar com o Google Drive.
4. Migre seus arquivos de um serviço para o outro
Se você esgotou o espaço em sua conta gratuita no Dropbox e quem migrar para algo mais “espaçoso” como o Skydrive, experimente o Mover, um app gratuito que o ajuda a transferir arquivos de um serviço para outro. Ele suporta o Box, Dropbox, Google Drive, SugarSync, servidores FTP e quase qualquer outro sistema de armazenamento online que você possa imaginar. Há um certo aprendizado envolvido, então talvez você precise da ajuda de um profissional de TI para começar.
5. Transforme a nuvem no destino padrão
Por padrão a maioria dos navegadores coloca os arquivos baixados em uma pasta Downloads, e daí você as envia para o seu serviço de armazenamento online favorito. Mas que tal eliminar o intermediário? Modifique a configuração de seu navegador e indique como pasta de download uma que esteja sendo automaticamente sincronizada com seu disco virtual. Agora você tem um backup automático de todos os arquivos que baixar.
6. Salve anexos do Gmail na nuvem
Attachments.me, uma extensão gratuita para o Chrome e Firefox, permite salvar anexos em mensagens do Gmail no Box, Dropbox, Google Drive ou SkyDrive com apenas um clique. Você também pode definir regras para que anexos em futuras mensagens de contatos específicos sejam enviados automaticamente para o serviço de sua escolha.
7. Sincronize pastas ilimitadas entre PCs
Cubby funciona de forma similar ao Dropbox, mas com uma vantagem: ele permite sincronizar um número ilimitado de pastas entre seus PCs. Você pode usar este recurso para compartilhar álbuns de fotos com familiares ou documentos com colegas de trabalho, ou para fazer o backup de dados importantes em um PC extra. Tudo o que você colocar em uma das pastas compartilhadas será automaticamente sincronizado com os sistemas remotos.
8. Sincronize qualquer pasta com sua conta no SkyDrive
O SkyDrive lhe dá 7 Gb de espaço online grátis, mas há um porém: só os arquivos armazenados dentro da pasta SkyDrive são sincronizados com o serviço. Mas o SkyShellEX, do desenvolvedor Jan Hannemann, faz alguns truques por debaixo dos panos e permite sincronizar qualquer pasta. O truque exige que você permita que o utilitário mova os arquivos de sua localização original, mas de seu ponto de vista, sua estrutura de pastas permanecerá a mesma. Leia o post de Hannemann em seu blog para uma explicação mais detalhada de como tudo funciona.
9. Sincronize a configuração do navegador entre vários dispositivos
Você provavelmente passou anos criando uma coleção de favoritos, então faz sentido ter um backup deles. Tanto o Chrome quanto o Firefox tem um sistema integrado para sincronização de favoritos, que irá preservá-los na nuvem (útil caso algo aconteça com seu PC e você perca dados) e também copiá-los para outros PCs rodando o mesmo navegador.
Se você usa o Internet Explorer ou Safari, ou usa navegadores diferentes em diferentes máquinas, experimente o Xmarks, um serviço gratuito que faz a mesma coisa, e também permite acessar uma lista com seus favoritos em qualquer aparelho com um navegador e uma conexão à internet.
Espaço e mais espaço
10. Consiga mais espaço
Uma conta gratuita no Dropbox lhe dá 2 GB e espaço em disco. Já o SugarSync oferece 5 GB. Nada mal, mas espaço em disco nunca é demais, e felizmente ambos os serviços permitem que você consiga espaço extra sem abrir a carteira. Por exemplo, indique o SugarSync a um amigo e, se ele criar uma conta, você ganha mais 500 MB. O Dropbox também oferece isso, mas lhe dá ainda mais espaço se você completar uma lista de tarefas chamada “Getting Started”, conectá-lo a suas contas no Twitter ou Facebook e realizar outras tarefas.
11. Crie seu próprio serviço de armazenamento na nuvem
Se você mantém um site, pode ter uma boa quantidade de espaço online sobrando. O OwnCloud ajuda a transformar este espaço em um “Dropbox privado”, com a capacidade de sincronizar e compartilhar arquivos, calendários, notas e mais. Você pode usá-lo com um domínio já existente ou até mesmo em um servidor Linux que esteja sobrando em casa ou na empresa, e a partir daí o céu é o limite. A configuração exige um pouco de conhecimento técnico, mas o site LifeHacker tem um ótimo tutorial detalhando o processo.
12. Compartilhe espaço para ganhar espaço
Symform trabalha com a idéia de que você deve oferecer um pouco de espaço para ganhar mais espaço. Cada usuário começa com 10 GB, e você pode aumentar esse limite “doando” alguns gigabytes de seu HD para uso por outros membros da rede. Se você doar 100 GB de seu HD, por exemplo, ganhará mais 50 GB em sua conta. Tudo de forma segura, criptografada e gratuita.
13. Salve conteúdo para ler depois.
Acontece o tempo todo: você nota um artigo interessante em um site, mas não tem tempo para lê-lo agora. Mas se você for usuário do Instapaper ou do Pocket, basta um clique para “clipar” a página e guardá-la para depois. Ambos os serviços também são capazes de reformatar o conteúdo, eliminando distrações, destacando o texto e facilitando a leitura em dispositivos móveis.
14. Liberte suas músicas
Mande sua coleção de músicas para a nuvem e você poderá acessá-la em qualquer lugar, e de quebra ganha um backup. Uma das melhores opções é o Google Play Music, que permite que você armazene gratuitamente até 20 mil músicas - incluindo aquelas compradas no iTunes - e as acesse em outros PCs ou aparelhos através de uma interface web ou apps como o Play Music em smartphones e tablets Android. Você pode até baixar as músicas lá armazenadas de volta para o seu PC se quiser. 
Para criar uma conta no Google Play Music você precisa estar conectado à internet em um PC com um endereço de IP norte-americano, já que o serviço não está disponível oficialmente no Brasil. É possível contornar este problema usando um serviço de VPN como o Hide My Ass. Mas depois de criar a conta você pode fazer o upload e download de músicas, e escutá-las, a partir de qualquer aparelho, sem restrição de região.
15. Publique um blog ou um site
Se você precisar de um site pra já e não quer pagar taxas de hospedagem e domínio, dê uma olhada noPancake.io. Este utilitário gratuito transforma arquivos texto em páginas web e as envia para o Dropbox, que funciona como “servidor”. Quem tem mais experiência com a web vai gostar de ver que o Pancake.io também tem suporte a arquivos CSS, PDFs, GIFs e outros tipos de arquivos.
16. Faca backup de seu blog ou site
É fundamental ter um backup de seu site, seja ele um blog pessoal ou o site de sua empresa. Você nunca sabe quando um hacker vai atacar, ou quando um problema no servidor pode acontecer. Se você usa o Wordpress, instale o plugin Wordpress Backup to Dropbox para automatizar o processo. Já oBackup Box pode arquivar sites do Drupal, Joomla, Wordpress e outros gerenciadores de conteúdo em quase qualquer serviço de armazenamento online. Ambas as opções são gratuitas.
Trabalhe offline
17. Acesse seus documentos do Google Docs mesmo offline
O Google Docs é ótimo para criar e editar documentos de vários tipos, mas se você ficar sem acesso à internet, ficará sem acesso a eles, certo? Errado: o Google Drive for Windows sincroniza seu disco online com o disco local, tornando seus documentos disponíveis mesmo quando você não tem acesso à internet. 
18. Acesse seus documentos do Dropbox mesmo offline
Você usa o app do Dropbox em seu smartphone ou tablet? Pois saiba que existe uma forma de deixar alguns documentos disponíveis para acesso offline. Basta abrir o documento e clicar no ícone da estrela para adicioná-lo à sua lista de favoritos. O app armazena os favoritos localmente, então você pode acessá-los mesmo quando não há conexão à internet.
Escaneando e imprimindo
19. “Imprima” documentos do iPhone no Dropbox
O software para Windows FingerPrint, da Collobo, permite a um iPhone ou iPad imprimir em qualquer impressora conectada a uma rede, mas também permite a “impressão virtual” em serviços online como o Dropbox ou Evernote. Com isso você pode enviar quase qualquer e-mail, foto, página web ou item que possa ser impresso direto de seu tablet ou smartphone para seu disco virtual. Só há um detalhe: o FingerPrint custa US$ 19,95.
20. Transforme seu smartphone ou tablet em um scanner
A câmera integrada ao seu smartphone ou tablet provavelmente tem resolução suficiente para capturar documentos. Tudo o que você precisa é do app certo para enviar o resultado para o seu serviço online favorito. Por exemplo, tanto o Doc Scan (grátis no iOS), Genius Scan (US$ 1,59 para Android) e Handyscan(US$ 2,99 para Windows Phone) são capazes de fotografar um documento, convertê-lo para PDF se necessário e enviar o resultado para o Dropbox, Google Drive, SkyDrive ou serviço similar.
Fonte: Pc World

Conheça as cinco principais fraudes de e-mail usadas por cibercriminosos

E-mails com solicitação para mudança de senhas, confirmação de falsas reservas em restaurantes ou hotéis legítimos, sobre tragédias que ganharam a mídia nos últimos dias, que informam o usuário sobre fotos ou vídeos que ele apareceu ou mesmo de sites legítimos - mas com links arbitrários. Esses são os cinco temas mais comuns usados por cibercriminosos em golpes por e-mail (também conhecidos como phishing), de acordo com um estudo divulgado nessa terça-feira (30) pela Kaspersky Lab.

Ainda segundo a pesquisa, cerca de 4% de todos os e-mails que circularam pela web em 2012 possuiam anexos maliciosos e as chances de essas mensagens serem abertas pelos alvos é enorme, porque a maioria delas são de remetentes conhecidos, como amigos, colegas de trabalho e familiares - todos que chegaram a acessar tal conteúdo infectado e acabaram por infectar suas máquinas.

O cenário fica ainda mais grave com o uso de spam, que representou 74,3% de todo o tráfego de e-mails no ano passado.

Conheça mais detalhes sobre os golpes mais populares usados em e-mails:

1. Mudança de senha: a vítima recebe uma notificação através de uma plataforma online avisando que sua conta foi atacada e que precisa modificar as suas credenciais de acesso. Para atender ao pedido, os usuários têm que abrir um arquivo anexado onde introduzem seus dados pessoais. Com isso, além de roubar todas as informações solicitadas, o cibercriminoso consegue obter acesso a qualquer dado armazenado no equipamento infectado.

2. Reservas falsas: a Kaspersky identificou que, nos últimos tempos, cibercriminosos enviam falsos e-mails em nome de companhias aéreas ou hotéis para confirmar reservas. Nessas mensagens, eles pedem que os usuários entrem em um link e se registrem em uma página falsa, que possui um código malicioso oculto - o que permite ao cracker atacar a máquina da vítima.

3. Tragédias midiáticas: este caso é bem similar ao das reservas falsas. Os cibercriminosos aproveitam situações que ganharam destaque em veículos de comunicação (como o ataque que ocorreu na maratona de Boston) para mandar e-mails maliciosos, apelando para a curiosidade e estados emocionais das potenciais vítimas.

4. Te vi nesse vídeo: quando viola-se uma conta do Twitter ou do Facebook, normalmente são enviadas em seguida mensagens a outros usuários para que cliquem num link que supostamente exibirá um "vídeo onde aparecem”, por exemplo. Os cibercriminosos pedem para as vítimas que atualizem seu leitor de vídeos, mas ao realizar o download da "atualização", um malware é baixado com o intuito de roubar as informação armazenadas no dispositivo.

5. Site legítimo, link malicioso: a Wikipedia e a Amazon foram os últimos sites legítimos onde os analistas da Kaspersky Lab encontraram links maliciosos, por meio dos quais as vítimas são redirecionadas para outras páginas com códigos ocultos que tentam acessar qualquer informação do computador. Ainda que os sites oficiais eliminem os falsos com regularidade, é preciso ter muito cuidado.

Para evitar cair nestas armadilhas a dica é manter a máquina protegida com softwares antivírus e mantê-los sempre atualizados. Os updates valem também para navegadores e sistemas operacionais.

Além disso, evite abrir e-mails de remetentes desconhecidos; ou, quando a mensagem recebida for de algum conhecido, mas parecer suspeita, sempre cheque a veracidade do envio antes de abrir tal e-mail.
Fonte: IDG Now!

Falhas em firmware de roteador permitem a cracker "espionar" vítima

Se você usa câmeras de vídeo IP da D-Link, pode querer prestar atenção a isso. Tais dispositivos, usados para vigilância, têm vulnerabilidades no firmware que poderia permitir a um cracker interceptar o fluxo de vídeo, de acordo com pesquisadores de segurança.
A empresa de segurança Core Security, especializada em detecção de vulnerabilidade e pesquisa, publicou na segunda-feira (29) detalhes sobre cinco falhas encontradas no firmware da D-Link, que é implementado em pelo menos 14 produtos da empresa.
A D-Link fabrica uma variedade de câmeras conectadas à Internet e as vende para empresas e consumidores. Os dispositivos podem gravar imagens e vídeos e ser controlados por meio de paineis de controle web. Transmissões ao vivo pode ser vistas em alguns dispositivos móveis.
Um dos modelos mais vulneráveis​​, o DCS-5605/DCS-5635, tem um recurso de detecção de movimento - que a D-Link recomenda em seus marteriais de marketing para uso em bancos, hospitais e escritórios.
Os pesquisadores da Core Security identificaram que era possível acessar, sem autenticação, um fluxo de vídeo ao vivo via RTSP (protocolo de streaming em tempo real), bem como uma saída ASCII de um fluxo de vídeo nos modelos afetados. O RTSP é um protocolo de nível de aplicação para a transferência de dados em tempo real, de acordo com a Internet Engineering Task Force.
Os pesquisadores também encontraram um problema no painel de controle web, que permitiria a um cracker dar comandos arbitrários. Em outra falha, as credenciais de login fortemente codificadas no firmware da D-Link "efetivamente serve como um backdoor, que permite que atacantes remotos acessem o stream de vídeo RTSP", disse a Core Security em comunicado.
Os detalhes técnicos estão descritos em um post no fórum Full Disclosure, juntamente com uma lista dos produtos afetados conhecidos, alguns deles eliminados pela D-Link.
A empresa de segurança notificou a D-Link sobre o problema em 29 de março, de acordo com um registro da interação das duas companhias anexado à postagem no Full Disclosure.
A D-Link teria informado que os patches estavam prontos e seriam liberados "nos próximos dias" no seu site. No entanto, a empresa não respondeu imediatamente a pedidos para comentar sobre o caso e não ficou claro a partir de fórum de suporte da empresa, se as atualizações de firmware foram liberadas ao público.
A Core Security creditou seus pesquisadores Francisco Falcon, Nahuel Riva, Martin Rocha, Juan Cotta, Pablo Santamaria e Fernando Miranda por encontrar os problemas.
Fonte: IDG  Now!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

NIC.br oferece curso a distância de IPv6 para profissionais de rede

O NIC.br agora oferece uma versão de seus cursos de IPv6 usando a metodologia de EaD (Educação a Distância), por meio do CEPTRO.br (Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologias de Redes e Operações).

Antonio Moreiras, gerente da área de Projetos do NIC.br, esclarece que a oferta desses cursos foi ampliada por conta da proximidade do esgotamento do IPv4, prevista para 2014. “É necessário implantar o IPv6 nas redes e serviços corporativos, em especial naqueles expostos na internet, como sites, serviços de e-commerce, e-banking, e-gov, e-mail. Por isso criamos mais essa opção, agora em EaD ", observa.

Os cursos são indicados aos profissionais de redes de empresas ou instituições usuárias da internet, além de professores e estudantes da área, e terão duração de sete semanas. Haverá duas aulas online ao vivo, com duração de uma hora e meia cada, nas quais a participação é obrigatória. 

Além disso, os participantes são orientados a ter cerca de 6 horas extras por semana para que possam estudar o material, realizar os exercícios teóricos, ter prática no laboratório virtual e participar das discussões por e-mail.

Se o aluno tiver 75% de presença nas aulas ao vivo e participação satisfatória nas demais atividades, receberá um certificado emitido pelo NIC.br. A primeira turma terá início no dia 7 de maio, e mais informações podem ser obtidas em http://ipv6.br/ead.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Redes Wi-Fi no Aeroporto de Guarulhos são vulneráveis, diz empresa

A empresa de seguraça AirTight Networks realizou uma varredura de redes no ambiente do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e  identificou três tentativas de acesso a dados particulares.

Os técnicos da empresa realizaram uma varredura na rede do aeroporto utilizando um equipamento WIPS (Wireless Intrusion Prevention System). O teste foi realizado entre às 20h e 21h de uma quarta-feira no mês de março e identificou 110 access points, todos eles com baixo nível de proteção contra intrusos - o que evidencia um ambiente altamente vulnerável para quem se conecta a essas redes, diz a empresa.

"Mesmo sem empregar nenhum tipo de ferramenta sofisticada de varredura, nossa equipe localizou nada menos que três access points móveis realizando operações impróprias, como a falsificação de identidades de usuários de rede móvel (SSIDs) para invadir os dispositivos dos usuários", afirma Fernando Neves, presidente da AirTight Brasil.

Durante o teste, a AirTight Networks também identificou ao menos oito usuários com seus equipamentos sem qualquer proteção e outros dois dispositivos protegidos apenas por senha WPA (Wi-Fi Protected Access) e WEP (Wired Equivalent Privacy), ambas consideradas fracas, segundo a empresa.

A análise também constatou a existência de 304 clientes conectados às redes móveis no período e identificou, inclusive, 17 deles pertencentes às redes da Infraero e da SITA (empresa responsável pelo tráfego de dados dos aeroportos).

De acordo com Neves, ambientes com múltiplas redes Wi-Fi e com este nível de vulnerabilidade colocam em risco a privacidade dos dados do usuário local, diretamente conectados. "Essas conexões inseguras funcionam como enormes portas de entrada para que os cibercriminosos alcancem as redes empresariais acessadas por meio de notebooks, tablets e smartphones do usuário", disse.

Fonte: IDG Now!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Falha grave no Java 7 atinge desktops e servidores, dizem pesquisadores

Alguns "caçadores" de vulnerabilidades Java da empresa de segurança polonesa Security Explorations afirmam ter encontrado uma nova vulnerabilidade que afeta as versões para desktop e servidores do Java Runtime Environment (JRE).

A brecha está localizada no componente API Reflection do Java e pode ser usada para contornar por completo a sandbox (dispositivo de segurança) do software e executar um código arbitrário em computadores, disse o CEO da Security Explorations, Adam Gowdiak, na segunda-feira (22) em uma mensagem enviada ao fórum Full Disclosure.

A falha afeta todas as versões do Java 7, incluindo o Java 7 Update 21 e o novo pacote Server JRE - ambos lançados pela Oracle na última terça-feira.

Como o nome sugere, o JRE Server é uma versão do Java Runtime Environment projetado para implementações de servidor Java. De acordo com a Oracle, o Server JRE não contém o plug-in do navegador (alvo frequente de exploits baseados na web), o componente de autoatualização ou o instalador encontrado no pacote JRE regular.

Embora a Oracle esteja ciente de que as vulnerabilidades do Java também podem ser exploradas em implantações em servidores por meio do fornecimento de entrada maliciosa nas APIs (interfaces de programação de aplicativos) de componentes vulneráveis, a empresa tem respondido que a maioria das falhas do software afeta apenas o plug-in do navegador ou que os cenários de exploração de falhas em servidores são improváveis, disse Gowdiak na terça-feira, via e-mail.

"Tentamos fazer com que os usuários estejam cientes de que as alegações da Oracle estão incorretas com relação ao impacto das vulnerabilidades do Java SE", disse Gowdiak. "Nós provamos que os erros avaliados pela Oracle como afetando apenas o plug-in podem também afetar os servidores."

Problemas em servidores

Em fevereiro, a Security Explorations publicou um exploit prova-de-conceito para uma vulnerabilidade Java classificada como "baseada em plug-in", que poderia ser usada para atacar o software em servidores usando o protocolo RMI (Remote Method Invocation), disse Gowdiak. A Oracle corrigiu o vetor de ataque RMI na atualização do Java na semana passada, mas existem outros métodos de atingir as implementações em servidores, disse o especialista.

Os pesquisadores em segurança da Security Explorations não verificaram se a nova vulnerabilidade contra JRE Server pode ser explorada com sucesso, mas eles listaram APIs e componentes conhecidos que poderiam ser utilizados para carregar ou executar código Java arbitrário em servidores.

Se um vetor de ataque existir em um dos componentes mencionados na Guideline 3-8 "Secure Coding Guidelines for a Java Programming Language", então as implementações de servidor Java podem ser atacadas por meio de uma vulnerabilidade como a que foi reportada à Oracle na segunda-feira, disse Gowdiak.
Esta nova falha é um exemplo típico das fraqueza da API Reflection, disse o especialista. "A API Reflection não se encaixa muito bem no modelo de segurança do Java e, se usados ​​de forma inadequada, pode facilmente levar a problemas de segurança", disse.
Esta vulnerabilidade não deve estar presente no código Java 7, um ano após um problema de segurança genérico relacionado a API Reflection ser relatado à Oracle pela Security Explorations, disse.
Fonte: IDG Now!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Material adaptativo pode gostar ou não de água e de luz

Um material totalmente hidrofóbico - que repele água - pode ser muito útil, em tecidos antimancha que expulsam a sujeira e carros sem limpadores de pára-brisas, por exemplo.
Um material que possa tanto expulsar quanto reter a água, conforme a necessidade, terá muito mais utilidades.
E o material metamórfico criado por Xi Yao e seus colegas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, pode fazer ainda mais do que isso.
Além de ter sua afinidade com a água e outros líquidos ajustada conforme a necessidade, a transparência do material também pode ser configurada de acordo com a situação.
As aplicações são múltiplas.
Imagine, por exemplo, uma barraca de camping que bloqueie a luz durante um dia seco e quente, e se torne transparente e repelente à água durante dias nublados e chuvosos. Ou lentes de contato que se ajustam precisamente e limpam-se sozinhas.
A indústria também poderá tirar proveito, com tubulações que otimizem a velocidade dos fluidos dependendo do volume ou das condições externas.
"A beleza desse sistema é que ele é adaptativo e multifuncional," disse a Dra. Joanna Aizenberg, orientadora do estudo, ela própria uma especialista em materiais inteligentes que imitam a natureza, tendo entre seus feitos um revestimento gelobófico e o material mais escorregadio do mundo.
Material adaptativo pode gostar ou não de água e de luz
Qualquer deformação força uma alteração do filme líquido infundido no material, fazendo com que a gota de água (vermelha) escorra ou fique travada. [Imagem: Wyss Institute/Harvard University/SEAS]
Filme biomimético
O novo material adaptativo também é inspirado na natureza, mais especificamente em sistemas que cuidam de si mesmos e se autorrestauram, como o filme de lágrimas que recobre nossos olhos.
As gotículas individuais de lágrimas se juntam para formar um filme líquido dinâmico que, além da limpeza, tem a função óptica de manter a claridade.
O filme bioinspirado criado por Xi Yao e seus colegas consiste em uma película líquida infundida em um substrato elástico poroso.
Qualquer deformação no substrato induz uma mudança no tamanho dos nanoporos, o que faz com que a superfície líquida altere seu formato e, por decorrência, sua funcionalidade.
A funcionalidade do material decorre de sua sensibilidade: a deformação pode ser causada tanto por movimentos mais bruscos, como puxar ou esticar, quanto pela ação do calor ou da luz.
"Além da transparência e da molhabilidade, nós podemos ajustar basicamente qualquer coisa que possa responder a uma mudança na topografia da superfície, tais como comportamentos adesivos ou anti-incrustantes," disse Yao.