quinta-feira, 23 de maio de 2013

Hardware livre: um supercomputador por $99

Há mais um participante de peso no mundo do hardware livre, um esforço para compartilhar projetos de equipamentos que qualquer um possa fabricar, usar ou vender.
Sem patentes e sem royalties, os ativistas dessa Era das Máquinas Livres acreditam que será possível contar com equipamentos mais robustos e mais baratos, tornando-os acessíveis a camadas maiores da população e tornando as pessoas independentes de empresas ávidas por lucros trimestrais.
O campo da eletrônica e da informática conhece o sistema de hardware livre há tempos, com o Arduino e o Raspberry Pi sendo os exemplos mais famosos, ocupando espaço equivalente ao que o Linux ocupa no campo do software livre.
O novo membro da turma é o Parallella, um computador completo baseado em uma plataforma projetada para ter múltiplos núcleos e múltiplos processadores.
O grande atrativo da plataforma são processadores maciçamente paralelos, baseados na tecnologia RISC, com 16 ou 64 núcleos, capazes de atingir impressionantes 45 GHz.
Hardware livre: um supercomputador por $99
O grande atrativo da plataforma são os processadores Epiphany, maciçamente paralelos. [Imagem: Parallella]
Mais impressionante ainda é o consumo desse verdadeiro supercomputador do tamanho de um cartão de crédito: ele consome meros 5 Watts de energia.
Tudo livre
O pacote completo é pouco maior do que um cartão de crédito, e já vem com Linux Ubuntu e rodando as linguagens de programação C, C++ e Python.
Com seu alto poder de processamento, o "supercomputador Parallella", como seus criadores o chamam, deverá conquistar áreas como a visão de máquina, controle de robôs, processamento de imagens etc.
Os idealizadores do projeto levantaram recursos por meio do site de doações KickStater - eles pediram US$750 mil e doadores anônimos de todo o mundo contribuíram com quase US$900 mil.
Os primeiros kits do Parallella deverão estar à venda em breve, pelos prometidos US$99,00.

Mineração de ouro é feita com açúcar em vez de cianeto

Encontrar uma mina de ouro nem sempre significa riqueza imediata.
Embora existam os chamados aluviões, locais raros onde o ouro se acumula na forma de pepitas, nas grandes minas o precioso metal não ocorre puro, mas associado com outros elementos, sobretudo o enxofre.
É aí que os problemas começam, porque a separação do ouro desses chamados minérios sulfetados é feita com o supertóxico e perigosíssimo composto chamado cianeto.
Mas as coisas podem começar a mudar.
Zhichang Liu e seus colegas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, descobriram uma forma promissora de substituir o cianeto por um açúcar derivado do amido de milho.
A técnica para a produção de um ouro mais verde não apenas extrai o ouro do minério bruto, como o faz de maneira mais eficiente, deixando para trás outros metais que normalmente contaminam o ouro, exigindo novas etapas de purificação.
Além disso, o novo processo poderá ser usado para extrair ouro do lixo eletrônico, os produtos eletrônicos de consumo que chegam ao fim da sua vida útil.
Garimpo no laboratório
Como acontece com os garimpeiros de sorte, Liu descobriu sua mina de ouro por acaso.
Ele estava tentando sintetizar uma estrutura cúbica tridimensional que pudesse ser utilizada para armazenar gases e pequenas moléculas.
Inesperadamente, ao misturar sais de ouro com uma espécie de açúcar chamado alfa-ciclodextrina - uma fibra alimentar solúvel com seis unidades de glicose -, o pesquisador verificou a formação quase imediata de "agulhas" de ouro.
Mineração de ouro verde é feita com açúcar em vez de cianeto
"Há um bocado de química empacotada nesses nanofios." [Imagem: Liu et al./Nature Communications]
Depois da decepção inicial de não ver seu experimento produzir cristais em forma de cubo, o pesquisador se deu conta de que a reação estava produzindo um resultado muito mais interessante - ela estava extraindo o ouro dos sais de auratos.
Em vez dos perigosos rejeitos da lixiviação por cianeto, o novo processo produz sais metálicos alcalinos que são relativamente benignos em termos ambientais.
E a técnica poderá render também outras aplicações além da mineração - sobretudo na emergente ciência dos nanofios.
Os nanofios supramoleculares produzidos na reação têm, individualmente, 1,3 nanômetro de diâmetro.
Em cada nanofio, o íon de ouro fica no meio de quatro átomos de bromo, enquanto o íon potássio é cercado por seis moléculas de água - todos esses íons estão dispostos de forma entre anéis de alfa-ciclodextrina.
"Há um bocado de química empacotada nesses nanofios," disse o professor Fraser Stoddart, orientador de Liu, indicando que novos estudos poderão revelar quais são as propriedades dessas estruturas até agora desconhecidas.
Veja alguns resultados recentes envolvendo o comportamento peculiar de vários tipos de nanofios:

Aparelho portátil identifica tuberculose e bactérias resistentes

Um aparelho portátil de exames originalmente desenvolvido para diagnosticar o câncer foi adaptado para diagnosticar rapidamente a tuberculose (TB) e outras bactérias infecciosas.
O trabalho foi feito por uma equipe multidisciplinar do Hospital Geral de Massachusetts (EUA), ligado à Universidade de Harvard.
O aparelho não apenas diagnostica infecções graves, como também determina a presença de cepas bacterianas resistentes a antibióticos.
O laboratório portátil combina a tecnologia microfluídica presente nos biochips com a ressonância nuclear magnética.
De acordo com Ralph Weissleder, coordenador da equipe, "Estes métodos nos permitem fazer o exame em um tempo de duas a três horas, uma grande melhoria sobre a técnica padrão de cultura, que pode levar até duas semanas para fornecer um diagnóstico."
Identificação e contagem de bactérias

Originalmente, os pesquisadores haviam desenvolvido um biochip capaz de detectar biomarcadores do câncer presentes no sangue ou em amostras de tecido muito pequenas.

Os biomarcadores - células ou moléculas indicativas da doença - são inicialmente marcadas com nanopartículas magnéticas. A seguir, a amostra passa através de um microssistema de ressonância nuclear magnética capaz de detectar e quantificar os níveis dessas células ou moléculas.

Para adaptar o sistema para identificar bactérias, a equipe passou a procurar sequências de DNA específicas, indicativas dos patógenos.

O aparelho foi testado em amostras colhidas de pacientes já diagnosticados com tuberculose e de indivíduos de controle, sem a doença.

O biochip identificou todas as amostras positivas em menos de três horas e não apresentou nenhum falso positivo.

O exame é tão sensível que consegue detectar uma ou duas bactérias em uma amostra de 10 ml de sangue.

Ele também estima com precisão a carga bacteriana e identifica as espécies de bactérias.

Outra vantagem é que, durante os testes, o aparelho detectou duas espécies de bactérias que não tinham sido identificadas com a técnica padrão de cultura bacteriana em laboratório.

Segundo os cientistas, o aparelho agora precisará de um desenvolvimento adicional para incorporar todas as etapas do exame em dispositivos independentes e selados, para reduzir o risco de contaminação.

Qual é a melhor técnica para estudar e aprender?

Os métodos mais comuns de se preparar para provas escolares podem não ser os que garantem os melhores resultados para os estudantes.
Universidades e escolas sugerem aos estudantes uma grande variedade de formas de ajudá-los a lembrar o conteúdo dos cursos e garantir boas notas nos exames.
Entre elas estão tabelas de revisão, canetas marcadoras, releitura de anotações ou resumos, além do uso de truques mnemônicos ou testar a si mesmo.
Mas segundo o professor John Dunlosky, da Universidade Estadual Kent, em Ohio, nos Estados Unidos, ainda não se sabe o suficiente sobre como a memória funciona e quais as técnicas são mais efetivas.
Para tentar descobrir, ele e seus colegas avaliaram centenas de pesquisas científicas que estudaram dez das estratégias de revisão mais populares, e verificaram que oito delas não funcionam - ou mesmo, em alguns casos, atrapalham o aprendizado.
Por exemplo, muitos estudantes adoram marcar suas anotações com canetas marcadoras.
"Quando os estudantes estão usando um marcador, eles comumente se concentram em um conceito por vez e estão menos propensos a integrar a informação que eles estão lendo em um contexto mais amplo", diz ele. "Isso pode comprometer a compreensão sobre o material."
Mas ele não sugere o abandono dos marcadores, por reconhecer que elas são um "cobertor de segurança" para muitos estudantes.
Resumos e mnemônicos
Os professores regularmente sugerem ler as anotações e os ensaios das aulas e fazer resumos.
"Para nossa surpresa, parece que escrever resumos não ajuda em nada," diz Dunlosky. "Os estudantes que voltam e releem o texto aprendem tanto quanto os estudantes que escrevem um resumo enquanto leem."
Outros guias para estudo sugerem o uso de truques mnemônicos, técnicas para auxiliar a memorização de palavras, fórmulas ou conceitos.
Dunlosky afirma que eles podem funcionar bem para lembrar de pontos específicos, como "Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Seno A Cosseno B, Seno B Cosseno A" - para lembrar a fórmula matemática do seno da soma de dois ângulos: sen (a + b) = sena.cosb + senb.cosa.
Mas ele adverte que eles não devem ser aplicados para outros tipos de materiais: "Eles não vão te ajudar a aprender grandes conceitos de matemática ou física".
O que funciona?
Então, quais técnicas realmente funcionam?
Somente duas das dez técnicas avaliadas se mostraram efetivas - testar-se a si mesmo e espalhar a revisão em um período de tempo mais longo.
Qual é a melhor técnica para estudar?
A melhor estratégia é uma técnica chamada "prática distribuída", de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados. [Imagem: Diário da Saúde]
"Estudantes que testam a si mesmos ou tentam recuperar o material de sua memória vão aprender melhor aquele material no longo prazo", diz Dunlosky.
"Comece lendo o livro-texto e então faça cartões de estudo com os principais conceitos e teste a si mesmo. Um século de pesquisas mostra que a repetição de testes funciona", recomenda o pesquisador.
Isso aconteceria porque o estudante fica mais envolvido com o tema e menos propenso a devaneios da mente.
"Testar a si mesmo quando você tem a resposta certa parece produzir um rastro de memória mais elaborado conectado com seus conhecimentos anteriores, então você vai construir (o conhecimento) sobre o que já sabe", diz o pesquisador.
Prática distribuída
Porém, a melhor estratégia é uma técnica chamada "prática distribuída", de planejar antecipadamente e estudar em espaços de tempo espalhados - evitando, assim, deixar para estudar de uma vez só na véspera do teste.
Dunlosky diz que essa é a estratégia "mais poderosa".
"Em qualquer outro contexto, os estudantes já usam essa técnica. Se você vai fazer um recital de dança, não vai começar a praticar uma hora antes, mas ainda assim os estudantes fazem isso para estudar para exames", observa.
"Os estudantes que concentram o estudo podem passar nos exames, mas não retêm o material", diz. "Uma boa dose de estudo concentrado após bastante prática distribuída é o melhor caminho."
Então, técnicas diferentes funcionam para indivíduos diferentes? Dunlosky afirma que não, que as melhores técnicas funcionam para todos.
Fonte: BBC

Vírus que se propaga pelo Skype atingiu mais de 80 mil pessoas na AL

Um novo vírus que se propaga via Skype foi identificado pela empresa de segurança ESET e já atingiu mais de 80 mil pessoas em toda a América Latina. No mundo, a ameaça atingiu cerca de 300 mil usuários.
A vítima recebe por meio de mensagem via chat um link encurtado pela ferramenta do Google (goo.gl), que a redireciona a outro serviço de armazenamento de arquivos – como 4shared, por exemplo. É lá que o vírus é baixado e instalado na máquina. O texto é a típica mensagem relacionada a fotos, para incentivar o alvo a abrir o link malicioso.
"Temos motivos para pensar que são novas versões de uma ameaça que começou a circular em março deste ano e também estamos confirmando que novas variantes se propagam pelo Gtalk, o chat do Google", alerta Sebastián Bortnik, Gerente de Educação e Serviços da ESET América Latina. “Não é normal ver ameaças que se propaguem na velocidade desse worm”, complementa.
O vírus foi identificado como Win32\Kryptik.BBKB.
Fonte: IDG Now!

Pesquisadores descobrem nova operação de ciberespionagem mundial

Pesquisadores de segurança da Trend Micro identificaram uma operação de ciberespionagem ativa que, até agora, comprometeu computadores pertencentes a órgãos governamentais, empresas de tecnologia, meios de comunicação, instituições de pesquisas acadêmicas e ONGs de mais de 100 países.

A operação, que a Trend Micro apelidou de SafeNet, atinge potenciais vítimas usando e-mails phishing com anexos maliciosos. Os pesquisadores da empresa publicaram uma pesquisa.

A investigação mostrou dois conjuntos de servidores de comando e controle (C&C) usados ​​para o que parecem ser duas campanhas de ataque distintas, que possuem diferentes alvos - mas usam o mesmo malware.

Uma das campanhas usa e-mails phishing com conteúdo relacionado ao Tibete e à Mongólia. As mensagens contêm anexos ".doc", que exploram uma vulnerabilidade do Word corrigida pela Microsoft em abril de 2012.

Logs de acesso coletados a partir desta campanha revelaram um total de 243 endereços IP únicos de vítimas de 11 países diferentes. No entanto, os pesquisadores descobriram que apenas três vítimas ainda estavam ativas no momento da investigação com endereços IP da Mongólia e do Sudão.

Os servidores C&C correspondentes à segunda campanha de ataques registraram 11 563 endereços IP únicos de 116 países diferentes, mas o número real de vítimas é provavelmente bem menor, disseram os pesquisadores. Em média, 71 vítimas estavam se comunicando ativamente com este conjunto de servidores, em determinado momento durante a investigação, disseram.

Os e-mails utilizados na segunda campanha de ataque não foram identificados, mas o golpe parece ser maior em alcance e as vítimas mais amplamente dispersas - geograficamente falando. Os cinco principais países por contagem de endereços de IP de vítimas são a Índia, EUA, China, Paquistão, Filipinas e Rússia.

O malware instalado nos computadores comprometidos foi projetado principalmente para roubar informações, mas sua funcionalidade pode ser melhorada com módulos adicionais.

Os pesquisadores descobriram componentes com propósitos especiais nos servidores de comando e controle, bem como programas que podem ser usados ​​para extrair as senhas salvas do Internet Explorer e Firefox, e também credenciais do Remote Desktop Protocol armazenados no Windows.

"Enquanto determinar a intenção e a identidade dos crackers permanece difícil, determinamos que a campanha SafeNet é direcionada e utiliza o malware desenvolvido por um engenheiro de software profissional que pode estar conectado a cibercriminosos na China", disseram os pesquisadores.

Este indivíduo estudou em uma universidade técnica de destaque no mesmo país e parece ter acesso ao repositório de código-fonte de uma empresa de serviços de Internet."

Os operadores dos servidores C&C acessaram ​​eles com endereços IP de vários países, mas, na maioria das vezes, a partir da China e Hong Kong. "Vimos também o uso de VPNs e ferramentas de proxy, incluindo o Tor, o que contribuiu para a diversidade geográfica de endereços IP dos operadores.", afirmam.

Fonte: IDG Now!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Construído primeiro manto da invisibilidade para o calor

Há cerca de um ano, físicos teóricos causaram espanto ao demonstrar matematicamente que era possível construir um manto da invisibilidade para o calor.
O espanto se deve a que os mantos da invisibilidade são baseados na chamada óptica transformacional, que usametamateriais para manipular ondas - como a luz ou o som -, fazendo-as se comportar de maneiras inusitadas.
Ocorre que, enquanto a óptica e a acústica são baseadas na propagação de ondas, o calor é uma medida do movimento desordenado de átomos.
Ainda assim, a teoria está correta: Robert Schittny e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, seguiram a receita e construíram a manto da invisibilidade termal.
"De forma surpreendente, estes resultados revelam que as técnicas da óptica de transformação podem ser transferidos para a área radicalmente diferente da termodinâmica," comentou Martin Wegener, coautor do estudo.
Metamateriais termodinâmicos
O novo dispositivo circular faz para o calor o que os mantos da invisibilidade - sejam ópticosacústicos ou atéaquáticos - fazem para as ondas.
O calor é distribuído ao longo da camuflagem de forma normal, como em uma placa metálica - exceto no centro da superfície anelar, onde o calor não chega.
Qualquer objeto localizado no centro da camuflagem termal não sentirá qualquer efeito do calor. E o oposto também é verdadeiro, ou seja, o aparato pode ser configurado para concentrar o calor em um ponto definido.
Construído primeiro manto da invisibilidade para o calor
Os pesquisadores esperam que a técnica seja explorada em sistemas de aquecimento e resfriamento, para remover o calor dos processadores de computador, em câmeras de infravermelho e em concentradores de energia solar. [Imagem: R. Schittny et al./PRL]
A camuflagem termal foi fabricada com cobre e silício.
"Criando estruturas anelares de silício em uma fina placa de cobre, nós criamos um material que conduz o calor em várias direções, em velocidades variáveis. Deste modo, o tempo necessário para que o calor passe em torno de um objeto oculto pode ser compensado," explica Schittny.
Os pesquisadores esperam que a técnica seja explorada em sistemas de aquecimento e resfriamento, para remover o calor dos processadores de computador, em câmeras de infravermelho e em concentradores de energia solar.
"Eu espero que o nosso trabalho torne-se a base de muitos outros desenvolvimentos no campo dos metamateriais termodinâmicos," disse Wegener.