Pesquisadores do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, terminaram os testes da fase inicial de um estudo que pretende compactar em uma única pílula quatro medicamentos que previnem doenças cardiovasculares - consideradas a principal causa de mortes no Brasil e no mundo.
A pesquisa está sendo feita em sete países e, no Brasil, é coordenada pelo Hcor.
O estudo constatou que o novo medicamento reduz em 60% o risco de derrame ou infarto. Em quatro meses, começa a fase de testes em 22 hospitais do país.
Super pílula
A polipílula testada deverá prevenir problemas de risco cardiovascular moderado, reduzir a pressão arterial e controlar o colesterol.
Ela combina em um único comprimido os compostos da Aspirina (que previne entupimento dos vasos sanguíneos do coração), a Sinvastatina (controlador de colesterol) e de dois medicamentos para controle da pressão arterial: Lisinopril e Hidroclotiazida.
"Nesta primeira fase, com início em 2006, feita em sete países, 400 pacientes com risco médio de infarto ou derrame tomaram uma pílula por dia por quase cinco meses. Em todos esses países se viu uma redução de 60% no risco de a pessoa sofrer um derrame ou infarto no futuro, além da redução na pressão arterial e no colesterol", explica o coordenador da pesquisa no Brasil, o médico Otávio Berwanger.
De acordo com os pesquisadores, as vantagens desta polipílula para pacientes predispostos a problemas cardiológicos são a facilidade de manter o tratamento, já que é necessária uma única dose por dia, e custo inferior no valor dos quatro medicamentos somados.
Novos testes
No segundo semestre, a segunda fase da pesquisa começará a ser feita com pacientes em estados mais graves, que já tiveram acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. No Brasil, o estudo será coordenado pelo HCor em parceria com o Ministério da Saúde e irá envolver duas mil pessoas, em 22 hospitais do país.
Durante um ano e meio, oito mil pessoas em quatro estudos diferentes que já tiveram infarto ou derrame vão tomar o medicamento. "Só depois dessa nova pesquisa é que vai ser definida a eficácia da pílula em larga escala", explica Berwanger.
sábado, 2 de julho de 2011
iOS ou Android? Saiba qual sistema móvel é mais seguro
As plataformas rivais iOS, da Apple, e Android, da Google, são mais seguras do que sistemas operacionais tradicionais baseados em desktops, mas ainda são muito suscetíveis a muitas das categorias existentes de ataques, aponta um relatório de 23 páginas da fabricante de produtos de segurança Symantec.
A boa notícia é que a Apple e a Google desenvolveram seus respectivos sistemas com a segurança em mente. Mas é difícil manter-se atualizado com o cenário de ameaças sempre em mudança. Na pesquisa, chamada “A window into mobile device security”, a Symantec avaliou como os dois sistemas mobile se comportaram com ataques baseados na web e em redes, ataques de engenharia social, ataques contra a integridades dos dados do aparelho e malwares.
Os usuários de smartphones e tablets dos dois sistemas costumam sincronizar seus aparelhos com serviços da nuvem e com seus desktop/notebooks. Essa prática pode potencialmente expor dados sensíveis para sistemas fora do controle da empresa, segundo a Symantec.
Já contra os tradicionais malwares, as certificações de aplicativos e desenvolvedores da Apple protege seus usuários, segundo o estudo. Já o modo de certificação menos rigoroso da Google pode ter levado ao número crescente de malwares específicos para Android atualmente, afirma a empresa.
A abordagem mais aberta da Google têm sido uma das razões para o sucesso do seu sistema, afirma o diretor de pesquisas da CCS Insight, Bem Wood. Isso ajudou a empresa a aumentar rapidamente o número de aplicativos disponíveis. Até o momento, os apps infectados não tiveram um grande impacto sobre os usuários, mas o sentimento deles pode mudar rapidamente caso aconteçam ataques mais severos, diz Wood.
Como foi apontado por especialistas de segurança no passado, a confiança do Android no usuário para conceder algumas permissões é um ponto fraco. A maioria dos usuários simplesmente não está equipada de forma técnica para tomar essas decisões. Em contraste, o sistema da Apple simplesmente nega acesso, sob qualquer circunstância, a muitos dos subsistemas mais sensíveis do aparelho. No Android, um aplicativo malicioso apenas pede o conjunto de permissões que precisa para operar e, na maioria dos casos, os usuários as concedem alegremente.
Um ponto positivo da Google, segundo a Symantec, é que a empresa exige que os desenvolvedores paguem uma taxa e se registrem para poderem distribuir seus apps por meio da loja oficial Android Market.
As possíveis fraquezas do iOS incluem sua criptografia, segundo a Symantec. A maior parte dos dados é criptografada de maneira que podem ser decodificados sem a necessidade de o usuário digitar a senha principal do aparelho. De acordo com o relatório da Symantec, isso significa que um invasor com acesso físico a um aparelho iOS pode potencialmente ler a maioria dos dados do aparelho sem saber o código de acesso. Vale lembrar que pesquisadores na Alemanha mostraram como fazer isso em seis minutos no último mês de fevereiro.
Além disso, ataques contra aplicativos específicos como o navegador do iOS, ainda que auto-contidos e impedidos de impactar sobre outros apps, podem causar danos significativos ao aparelho.
O Android recentemente começou a oferecer criptografia embutida em sua versão 3.0. No entanto, versões anteriores do sistema, que estão presentes em praticamente todos os smartphones Android do mercado, não possuem tal capacidade.
Até o momento, pesquisadores de segurança descobriram cerca de 200 vulnerabilidades diferentes em várias versões do iOS. Mas a grande maioria delas é de severidade menor. E até agora apenas quatro de 18 vulnerabilidades não foram solucionadas pela Google.
Jailbreak
A Symantec também tem um aviso para os usuários que possuem smartphones com jailbreak (“desbloqueio” para rodar aplicativos não permitidos e/ou piratas). Eles são um alvo atraente para invasores uma vez que são tão vulneráveis quanto computadores tradicionais, alega a empresa.
Em seu relatório, a Symantec ainda conclui que o iOS oferece melhor controle de acesso, proveniência/origem de aplicativos e criptografia. Já o Android oferece melhor isolamento de aplicativos e o controle de acesso baseado em permissão fica empatado. A empresa de Steve Jobs também se sai melhor com a proteção contra ataques de malware, ataques de serviço, perda de dados e ataques contra integridade de dados. Ambos os sistemas oferecem proteção completa contra ataques web, e nenhuma tecnologia de proteção contra ataques de engenharia social, como phishing ou spam.
A segurança nos smartphones é um desafio crescente que as fabricantes precisam tratar, afirma Wood. “Ataques em grande escala podem acabar tendo um efeito ruim para a popularidade desses aparelhos.”
A boa notícia é que a Apple e a Google desenvolveram seus respectivos sistemas com a segurança em mente. Mas é difícil manter-se atualizado com o cenário de ameaças sempre em mudança. Na pesquisa, chamada “A window into mobile device security”, a Symantec avaliou como os dois sistemas mobile se comportaram com ataques baseados na web e em redes, ataques de engenharia social, ataques contra a integridades dos dados do aparelho e malwares.
Os usuários de smartphones e tablets dos dois sistemas costumam sincronizar seus aparelhos com serviços da nuvem e com seus desktop/notebooks. Essa prática pode potencialmente expor dados sensíveis para sistemas fora do controle da empresa, segundo a Symantec.
Já contra os tradicionais malwares, as certificações de aplicativos e desenvolvedores da Apple protege seus usuários, segundo o estudo. Já o modo de certificação menos rigoroso da Google pode ter levado ao número crescente de malwares específicos para Android atualmente, afirma a empresa.
A abordagem mais aberta da Google têm sido uma das razões para o sucesso do seu sistema, afirma o diretor de pesquisas da CCS Insight, Bem Wood. Isso ajudou a empresa a aumentar rapidamente o número de aplicativos disponíveis. Até o momento, os apps infectados não tiveram um grande impacto sobre os usuários, mas o sentimento deles pode mudar rapidamente caso aconteçam ataques mais severos, diz Wood.
Como foi apontado por especialistas de segurança no passado, a confiança do Android no usuário para conceder algumas permissões é um ponto fraco. A maioria dos usuários simplesmente não está equipada de forma técnica para tomar essas decisões. Em contraste, o sistema da Apple simplesmente nega acesso, sob qualquer circunstância, a muitos dos subsistemas mais sensíveis do aparelho. No Android, um aplicativo malicioso apenas pede o conjunto de permissões que precisa para operar e, na maioria dos casos, os usuários as concedem alegremente.
Um ponto positivo da Google, segundo a Symantec, é que a empresa exige que os desenvolvedores paguem uma taxa e se registrem para poderem distribuir seus apps por meio da loja oficial Android Market.
As possíveis fraquezas do iOS incluem sua criptografia, segundo a Symantec. A maior parte dos dados é criptografada de maneira que podem ser decodificados sem a necessidade de o usuário digitar a senha principal do aparelho. De acordo com o relatório da Symantec, isso significa que um invasor com acesso físico a um aparelho iOS pode potencialmente ler a maioria dos dados do aparelho sem saber o código de acesso. Vale lembrar que pesquisadores na Alemanha mostraram como fazer isso em seis minutos no último mês de fevereiro.
Além disso, ataques contra aplicativos específicos como o navegador do iOS, ainda que auto-contidos e impedidos de impactar sobre outros apps, podem causar danos significativos ao aparelho.
O Android recentemente começou a oferecer criptografia embutida em sua versão 3.0. No entanto, versões anteriores do sistema, que estão presentes em praticamente todos os smartphones Android do mercado, não possuem tal capacidade.
Até o momento, pesquisadores de segurança descobriram cerca de 200 vulnerabilidades diferentes em várias versões do iOS. Mas a grande maioria delas é de severidade menor. E até agora apenas quatro de 18 vulnerabilidades não foram solucionadas pela Google.
Jailbreak
A Symantec também tem um aviso para os usuários que possuem smartphones com jailbreak (“desbloqueio” para rodar aplicativos não permitidos e/ou piratas). Eles são um alvo atraente para invasores uma vez que são tão vulneráveis quanto computadores tradicionais, alega a empresa.
Em seu relatório, a Symantec ainda conclui que o iOS oferece melhor controle de acesso, proveniência/origem de aplicativos e criptografia. Já o Android oferece melhor isolamento de aplicativos e o controle de acesso baseado em permissão fica empatado. A empresa de Steve Jobs também se sai melhor com a proteção contra ataques de malware, ataques de serviço, perda de dados e ataques contra integridade de dados. Ambos os sistemas oferecem proteção completa contra ataques web, e nenhuma tecnologia de proteção contra ataques de engenharia social, como phishing ou spam.
A segurança nos smartphones é um desafio crescente que as fabricantes precisam tratar, afirma Wood. “Ataques em grande escala podem acabar tendo um efeito ruim para a popularidade desses aparelhos.”
Fonte: IDG Now!
Fenômeno físico explica tigelas cantantes do Tibete
Cientistas tentam desvendar os segredos das tigelas tibetanas cantantes que emitem sons ao serem enchidas com água e tocadas com uma baqueta de couro.
Um vídeo em câmera lenta mostra o que acontece dentro da tigela, com partículas de água pulando sobre a superfície.
A pesquisa, publicada na revista científica Nonlinearity, conseguiu produzir um modelo matemático que pode revelar como determinados processos envolvendo fluidos acontecem, como injeções de combustível.
Ondas de Faraday
Os cientistas estudaram ondas de Faraday, que surgem quando fluidos vibram, mas são restringidos por uma barreira, como a tigela.
Quando a frequência do girar da baqueta ao redor da tigela atinge o ponto natural de vibração, as bordas começam a mudar de formato de forma ritmada.
A energia destas mudanças se transfere para a água, e uma série de padrões começa a surgir na medida em que a força aplicada à baqueta se intensifica.
Em um determinado momento, a água fica instável e pequenas partículas começam a pular e dançar caoticamente sobre a superfície.
Um vídeo em câmara lenta mostra a forma como os padrões irregulares de ondas surgem, e como elas se chocam umas com as outras.
Inspiração
Este comportamento - chamado de "instabilidade de Faraday" - já é conhecido pelos cientistas. O cientista John Bush, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), disse que em 2009 apresentou um programa no canal de televisão Discovery Channel sobre o fenômeno.
"Uma mulher chamada Rosie Warburton viu o programa e me mandou um e-mail dizendo que tinha observado o mesmo comportamento nas tigelas tibetanas cantantes", disse Bush à BBC. "Este e-mail me inspirou a estudar o fenômeno."
Mas ao observar o comportamento nas experiências com as tigelas cantantes, Bush disse que detectou padrões estranhos, até mesmo para especialistas em dinâmica de fluidos.
Bush e o outro autor do estudo, Denis Terwagne, da Universidade de Liege, na Bélgica, desenvolveram um modelo matemático para como a água se comporta nas tigelas.
Um vídeo em câmera lenta mostra o que acontece dentro da tigela, com partículas de água pulando sobre a superfície.
A pesquisa, publicada na revista científica Nonlinearity, conseguiu produzir um modelo matemático que pode revelar como determinados processos envolvendo fluidos acontecem, como injeções de combustível.
Ondas de Faraday
Os cientistas estudaram ondas de Faraday, que surgem quando fluidos vibram, mas são restringidos por uma barreira, como a tigela.
Quando a frequência do girar da baqueta ao redor da tigela atinge o ponto natural de vibração, as bordas começam a mudar de formato de forma ritmada.
A energia destas mudanças se transfere para a água, e uma série de padrões começa a surgir na medida em que a força aplicada à baqueta se intensifica.
Em um determinado momento, a água fica instável e pequenas partículas começam a pular e dançar caoticamente sobre a superfície.
Um vídeo em câmara lenta mostra a forma como os padrões irregulares de ondas surgem, e como elas se chocam umas com as outras.
Inspiração
Este comportamento - chamado de "instabilidade de Faraday" - já é conhecido pelos cientistas. O cientista John Bush, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), disse que em 2009 apresentou um programa no canal de televisão Discovery Channel sobre o fenômeno.
"Uma mulher chamada Rosie Warburton viu o programa e me mandou um e-mail dizendo que tinha observado o mesmo comportamento nas tigelas tibetanas cantantes", disse Bush à BBC. "Este e-mail me inspirou a estudar o fenômeno."
Mas ao observar o comportamento nas experiências com as tigelas cantantes, Bush disse que detectou padrões estranhos, até mesmo para especialistas em dinâmica de fluidos.
Bush e o outro autor do estudo, Denis Terwagne, da Universidade de Liege, na Bélgica, desenvolveram um modelo matemático para como a água se comporta nas tigelas.
Fonte: BBC
IBM apresenta memória 100 vezes mais rápida que flash
Vários grupos de pesquisadores vêm trabalhando com afinco nas memórias de mudança de fase, ou PCM (Phase Change Memory).
Como as memórias flash usadas em virtualmente todos os eletrônicos portáteis, as memórias PCM não perdem os dados quando desligadas - com a vantagem de consumir menos energia e ter potencial para serem muito mais rápidas.
Agora, pela primeira vez, cientistas da IBM conseguiram armazenar múltiplos bits em uma mesma célula PCM, de forma confiável e duradoura.
Deriva de resistência
Os cientistas da IBM em Zurique, na Suíça, usaram avançadas técnicas de modulação para contornar o problema da chamada deriva de resistência nas células de memória PCM.
Esse problema faz com que os níveis de resistência armazenados mudem ao longo do tempo, o que gera erros de leitura.
Até agora, a retenção de dados confiável só havia sido demonstrada para um único bit por célula PCM.
Na prática, o avanço consiste na utilização de um software para corrigir os erros, que continuam ocorrendo.
Múltiplos bits por célula
Como seu nome indica, uma memória de mudança de fase armazena os bits pela alteração de fase - amorfa ou cristalina - do material usado em sua construção, uma liga de vários elementos.
Esse material é colocado entre dois eletrodos. A mudança de fase, e sua reversão, é induzida pela aplicação de uma tensão ou de pulsos de corrente de diferentes intensidades.
Dependendo da tensão, mais ou menos material entre os eletrodos é submetido à mudança de fase, o que afeta diretamente a resistência da célula.
Os cientistas exploraram esse aspecto para guardar não apenas um bit, mas vários bits por célula.
Usando quatro níveis de resistência distintos foi possível armazenar as combinações de bits "00", "01", "10" e "11".
Usando os dois melhoramentos, os cientistas da IBM conseguiram anular a deriva de resistência e demonstrar a retenção a longo prazo dos bits armazenados em um chip com 200.000 células PCM, fabricado com tecnologia CMOS de 90 nanômetros.
Memória 100 vezes mais rápida
Há muito se procura uma tecnologia de memória universal, não-volátil - que não perde dados quando a energia é desligada - com um desempenho superior à flash, a tecnologia de memória não-volátil mais usada hoje.
Isto permitirá que os computadores inicializem instantaneamente, além de melhorar significativamente o desempenho global dos sistemas de TI.
A memória PCM é um dos candidatos nessa corrida, bastante promissora por ser capaz de gravar e recuperar dados 100 vezes mais rápido do que as memórias flash.
Outra vantagem é que as memórias PCM são muito mais resistentes do que as flash, podendo suportar pelo menos 10 milhões de ciclos de escrita, em comparação 30.000 ciclos das flash de categoria empresarial ou 3.000 ciclos das flash de categoria consumidor, como as que equipam câmeras fotográficas e pendrives.
Enquanto 3.000 ciclos supera a vida útil de muitos equipamentos eletrônicos de consumo, 30.000 ciclos é muito pouco para aplicações empresariais.
Os pesquisadores estimam que as memórias PCM poderão estar no mercado dentro de cinco anos.
Como as memórias flash usadas em virtualmente todos os eletrônicos portáteis, as memórias PCM não perdem os dados quando desligadas - com a vantagem de consumir menos energia e ter potencial para serem muito mais rápidas.
Agora, pela primeira vez, cientistas da IBM conseguiram armazenar múltiplos bits em uma mesma célula PCM, de forma confiável e duradoura.
Deriva de resistência
Os cientistas da IBM em Zurique, na Suíça, usaram avançadas técnicas de modulação para contornar o problema da chamada deriva de resistência nas células de memória PCM.
Esse problema faz com que os níveis de resistência armazenados mudem ao longo do tempo, o que gera erros de leitura.
Até agora, a retenção de dados confiável só havia sido demonstrada para um único bit por célula PCM.
Na prática, o avanço consiste na utilização de um software para corrigir os erros, que continuam ocorrendo.
Múltiplos bits por célula
Como seu nome indica, uma memória de mudança de fase armazena os bits pela alteração de fase - amorfa ou cristalina - do material usado em sua construção, uma liga de vários elementos.
Esse material é colocado entre dois eletrodos. A mudança de fase, e sua reversão, é induzida pela aplicação de uma tensão ou de pulsos de corrente de diferentes intensidades.
Dependendo da tensão, mais ou menos material entre os eletrodos é submetido à mudança de fase, o que afeta diretamente a resistência da célula.
Os cientistas exploraram esse aspecto para guardar não apenas um bit, mas vários bits por célula.
Usando quatro níveis de resistência distintos foi possível armazenar as combinações de bits "00", "01", "10" e "11".
Usando os dois melhoramentos, os cientistas da IBM conseguiram anular a deriva de resistência e demonstrar a retenção a longo prazo dos bits armazenados em um chip com 200.000 células PCM, fabricado com tecnologia CMOS de 90 nanômetros.
Memória 100 vezes mais rápida
Há muito se procura uma tecnologia de memória universal, não-volátil - que não perde dados quando a energia é desligada - com um desempenho superior à flash, a tecnologia de memória não-volátil mais usada hoje.
Isto permitirá que os computadores inicializem instantaneamente, além de melhorar significativamente o desempenho global dos sistemas de TI.
A memória PCM é um dos candidatos nessa corrida, bastante promissora por ser capaz de gravar e recuperar dados 100 vezes mais rápido do que as memórias flash.
Outra vantagem é que as memórias PCM são muito mais resistentes do que as flash, podendo suportar pelo menos 10 milhões de ciclos de escrita, em comparação 30.000 ciclos das flash de categoria empresarial ou 3.000 ciclos das flash de categoria consumidor, como as que equipam câmeras fotográficas e pendrives.
Enquanto 3.000 ciclos supera a vida útil de muitos equipamentos eletrônicos de consumo, 30.000 ciclos é muito pouco para aplicações empresariais.
Os pesquisadores estimam que as memórias PCM poderão estar no mercado dentro de cinco anos.
Observatório desafia física pós-Einstein
O Telescópio de Raios Gama Integral, da Agência Espacial Europeia, revelou novos resultados que vão afetar drasticamente a busca pela chamada "física pós-Einstein".
Os dados do observatório espacial mostraram que qualquer "granulação" quântica do espaço deve ter uma escala muito menor do que se previa.
Granularidade do espaço
A Teoria Geral da Relatividade de Einstein descreve as propriedades da gravidade e assume que o espaço é um tecido suave e contínuo.
No entanto, a teoria quântica sugere que o espaço deve ser granulado quando visto em uma escala suficientemente pequena, como a areia em uma praia.
Uma das maiores ocupações dos físicos na atualidade está na tentativa de casar estes dois conceitos, criando uma única teoria da gravitação quântica.
Agora, o Integral colocou novos limites muito mais rigorosos para o tamanho desses "grãos" quânticos no espaço, mostrando que eles devem ser muito menores do que algumas ideias sobre a gravidade quântica vinham sugerindo.
Polarização da luz
Segundo os cálculos, os minúsculos grãos poderiam afetar a forma com que os raios gama viajam pelo espaço.
Os grãos devem "torcer" os raios de luz, mudando a direção na qual eles oscilam - uma propriedade chamada polarização.
Os raios gama de alta energia devem ser torcidos mais do que os raios gama de energias mais baixas, e a diferença na polarização pode ser usada para estimar o tamanho dos grânulos do espaço.
Explosão de raios gama
Philippe Laurent e seus colegas usaram dados do instrumento IBIS, a bordo do observatório Integral, para procurar diferenças de polarização entre raios gama de alta e baixa energia, emitidos durante uma das mais poderosas explosões de raios gama (GRBs) já vistas.
As GRBs vêm de algumas das explosões mais energéticas conhecidas no Universo. Acredita-se que a maioria delas ocorra quando estrelas muito maciças, durante uma supernova, colapsam para formar estrelas de nêutrons ou buracos negros.
Esse colapso gera um gigantesco pulso de raios gama, com duração de poucos segundos até alguns minutos - mas, durante esse tempo, o pulso ofusca o brilho de galáxias inteiras.
O GRB 041219A ocorreu em 19 de dezembro de 2004 e foi imediatamente classificado no topo da lista dos GRBs em brilho. Ele foi tão brilhante que o Integral foi capaz de medir a polarização dos seus raios gama com precisão.
Tamanho dos grãos do espaço
Os cientistas então procuraram diferenças na polarização a diferentes energias, mas não encontraram nenhuma dentro dos limites de precisão dos dados.
Algumas teorias sugerem que a natureza quântica do espaço - sua "granularidade" - deve manifestar-se na chamada escala de Planck: a 10-35 metro. Para comparação, um milímetro, a menor divisão que se pode ver em uma régua escolar, equivale a 10-3 metro.
No entanto, as observações do Integral são cerca de 10.000 vezes mais precisas do que qualquer medição anterior e mostram que qualquer grão quântico deve estar na casa dos 10-48 metro ou menor.
"Este é um resultado muito importante em física fundamental e descarta algumas teorias das cordas e teorias da gravidade quântica em loop," afirmou o Dr. Laurent.
Agora, a bola volta para os teóricos, que deverão reexaminar suas teorias à luz deste novo dado.
Os dados do observatório espacial mostraram que qualquer "granulação" quântica do espaço deve ter uma escala muito menor do que se previa.
Granularidade do espaço
A Teoria Geral da Relatividade de Einstein descreve as propriedades da gravidade e assume que o espaço é um tecido suave e contínuo.
No entanto, a teoria quântica sugere que o espaço deve ser granulado quando visto em uma escala suficientemente pequena, como a areia em uma praia.
Uma das maiores ocupações dos físicos na atualidade está na tentativa de casar estes dois conceitos, criando uma única teoria da gravitação quântica.
Agora, o Integral colocou novos limites muito mais rigorosos para o tamanho desses "grãos" quânticos no espaço, mostrando que eles devem ser muito menores do que algumas ideias sobre a gravidade quântica vinham sugerindo.
Polarização da luz
Segundo os cálculos, os minúsculos grãos poderiam afetar a forma com que os raios gama viajam pelo espaço.
Os grãos devem "torcer" os raios de luz, mudando a direção na qual eles oscilam - uma propriedade chamada polarização.
Os raios gama de alta energia devem ser torcidos mais do que os raios gama de energias mais baixas, e a diferença na polarização pode ser usada para estimar o tamanho dos grânulos do espaço.
Explosão de raios gama
Philippe Laurent e seus colegas usaram dados do instrumento IBIS, a bordo do observatório Integral, para procurar diferenças de polarização entre raios gama de alta e baixa energia, emitidos durante uma das mais poderosas explosões de raios gama (GRBs) já vistas.
As GRBs vêm de algumas das explosões mais energéticas conhecidas no Universo. Acredita-se que a maioria delas ocorra quando estrelas muito maciças, durante uma supernova, colapsam para formar estrelas de nêutrons ou buracos negros.
Esse colapso gera um gigantesco pulso de raios gama, com duração de poucos segundos até alguns minutos - mas, durante esse tempo, o pulso ofusca o brilho de galáxias inteiras.
O GRB 041219A ocorreu em 19 de dezembro de 2004 e foi imediatamente classificado no topo da lista dos GRBs em brilho. Ele foi tão brilhante que o Integral foi capaz de medir a polarização dos seus raios gama com precisão.
Tamanho dos grãos do espaço
Os cientistas então procuraram diferenças na polarização a diferentes energias, mas não encontraram nenhuma dentro dos limites de precisão dos dados.
Algumas teorias sugerem que a natureza quântica do espaço - sua "granularidade" - deve manifestar-se na chamada escala de Planck: a 10-35 metro. Para comparação, um milímetro, a menor divisão que se pode ver em uma régua escolar, equivale a 10-3 metro.
No entanto, as observações do Integral são cerca de 10.000 vezes mais precisas do que qualquer medição anterior e mostram que qualquer grão quântico deve estar na casa dos 10-48 metro ou menor.
"Este é um resultado muito importante em física fundamental e descarta algumas teorias das cordas e teorias da gravidade quântica em loop," afirmou o Dr. Laurent.
Agora, a bola volta para os teóricos, que deverão reexaminar suas teorias à luz deste novo dado.
Fonte: ESA
Células solares são impressas por jato de tinta
As impressoras jato de tinta, uma tecnologia de baixo custo que está presente em virtualmente todas as casas e escritórios, poderá em breve oferecer seus benefícios para o futuro da energia solar.
Jato de tinta solar
Engenheiros descobriram uma maneira de fabricar um tipo especial de célula solar, conhecida como CIGS, usando a tecnologia da impressão por jato de tinta - bastando substituir a tinta pelas soluções semicondutoras adequadas.
A técnica reduz o desperdício de matéria-prima em 90 por cento em relação ao processo tradicional, o que poderá reduzir significativamente o custo de produção dessas células solares flexíveis.
"Isto é muito promissor e pode ser uma importante nova tecnologia no campo da energia solar", disse Chang Chih-hung, engenheiro da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. "Até agora, ninguém tinha sido capaz de criar células solares CIGS funcionais com tecnologia jato de tinta."
As células solares CIGS já são produzidas em larga escala, mas por outros meios.
Células solares CIGS
Um "painel" de célula solar CIGS mais se parece com uma folha plástica, totalmente flexível, em comparação com os rígidos painéis solares feitos com células solares de silício.
O termo CIGS vem das iniciais dos elementos químicos que compõem o material fotossensível: cobre, índio, gálio e selênio.
O material geralmente é produzido a partir do mineral calcopirita, um sulfeto de cobre com pequenas quantidades de metais como índio e gálio, além de enxofre e selênio.
O composto CIGS tem eficiência fotoelétrica excepcional - uma camada de calcopirita com um ou dois micrômetros de espessura pode capturar a energia dos fótons de forma tão eficiente quanto uma camada de 50 micrômetros de espessura de silício.
Células solares impressas
As células solares CIGS são compostas de várias camadas, normalmente depositadas sobre vidro ou sobre um plástico flexível - daí a possibilidade de uso da impressão por jato de tinta.
Em vez de depositar compostos químicos sobre o substrato com a técnica tradicional de deposição de vapor químico, que desperdiça a maioria do material no processo, a tecnologia jato de tinta pode ser usada para criar padrões precisos, depositando apenas o material necessário.
"Alguns dos materiais com os quais queremos trabalhar para fazer células solares mais avançadas, como o índio, são relativamente caros," explica Chang. "Não podemos realmente nos dar ao luxo de desperdiçá-lo, e a abordagem jato de tinta quase elimina o desperdício."
Jato de tinta solar
Engenheiros descobriram uma maneira de fabricar um tipo especial de célula solar, conhecida como CIGS, usando a tecnologia da impressão por jato de tinta - bastando substituir a tinta pelas soluções semicondutoras adequadas.
A técnica reduz o desperdício de matéria-prima em 90 por cento em relação ao processo tradicional, o que poderá reduzir significativamente o custo de produção dessas células solares flexíveis.
"Isto é muito promissor e pode ser uma importante nova tecnologia no campo da energia solar", disse Chang Chih-hung, engenheiro da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. "Até agora, ninguém tinha sido capaz de criar células solares CIGS funcionais com tecnologia jato de tinta."
As células solares CIGS já são produzidas em larga escala, mas por outros meios.
Células solares CIGS
Um "painel" de célula solar CIGS mais se parece com uma folha plástica, totalmente flexível, em comparação com os rígidos painéis solares feitos com células solares de silício.
O termo CIGS vem das iniciais dos elementos químicos que compõem o material fotossensível: cobre, índio, gálio e selênio.
O material geralmente é produzido a partir do mineral calcopirita, um sulfeto de cobre com pequenas quantidades de metais como índio e gálio, além de enxofre e selênio.
O composto CIGS tem eficiência fotoelétrica excepcional - uma camada de calcopirita com um ou dois micrômetros de espessura pode capturar a energia dos fótons de forma tão eficiente quanto uma camada de 50 micrômetros de espessura de silício.
Células solares impressas
As células solares CIGS são compostas de várias camadas, normalmente depositadas sobre vidro ou sobre um plástico flexível - daí a possibilidade de uso da impressão por jato de tinta.
Em vez de depositar compostos químicos sobre o substrato com a técnica tradicional de deposição de vapor químico, que desperdiça a maioria do material no processo, a tecnologia jato de tinta pode ser usada para criar padrões precisos, depositando apenas o material necessário.
"Alguns dos materiais com os quais queremos trabalhar para fazer células solares mais avançadas, como o índio, são relativamente caros," explica Chang. "Não podemos realmente nos dar ao luxo de desperdiçá-lo, e a abordagem jato de tinta quase elimina o desperdício."
Anel de laser detecta e conta nanopartículas
Um minúsculo feixe de laser, em formato de anel, é a última maravilha da miniaturização.
Construído de silício, ele poderá se tornar uma ferramenta insubstituível em um mundo no qual as nanopartículas desempenham um papel cada vez maior.
Importância das nanopartículas
As partículas muito pequenas, sejam naturais ou sintéticas, desempenham um papel muito importante em nossa vida cotidiana.
Partículas de vírus nos deixam doentes, partículas em suspensão controlam a formação das nuvens, e partículas de fuligem que saem dos escapamentos, das chaminés e dos cigarros danificam nossos pulmões.
Por outro lado, nanopartículas sintéticas são cada vez mais importantes na construção de novos materiais super resistentes e no transporte de medicamentos diretamente para os locais onde eles são necessários, inibindo os efeitos colaterais causados quando esses medicamentos vão para lugares que não precisam deles.
Mas lidar com essas nanopartículas, que muitas vezes são tão pequenas que não podem ser vistas nem mesmo por microscópios ópticos, exige novas ferramentas.
Sensor de microlaser
Lan Yang e seus colegas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, criaram uma dessas ferramentas, um microlaser, menor do que a ponta de um alfinete, capaz de detectar e contar todas essas nanopartículas, sejam aerossóis ou vírus.
O sensor pertence a uma categoria chamada ressonadores de galeria sussurrante, inspiradas na Catedral de São Paulo, em Londres, onde o som viaja mais longe do que o normal porque as ondas refletem ao longo de uma parede côncava.
Com a diferença de que, no anel de laser, em vez de ressonar as ondas sônicas, o sensor faz o mesmo com as ondas de luz.
A viajar pelo anel de laser, a luz é perturbada por qualquer partícula que caia no anel, o que provoca uma mudança em sua frequência. Essa alteração pode ser medida, servindo como uma "leitura" da nanopartícula.
Excitando mais do que um "modo" no anel de laser, os cientistas podem aumentar a precisão da medição, estabelecendo uma dupla contagem. E, alterando o meio de ganho de laser, é possível adaptar o sensor para água, em vez do ar.
Os "modos" são padrões de excitação no anel, com a mesma frequência, um viajando no sentido horário e outro no sentido anti-horário.
Detectando DNA
O novo sensor difere dos anteriores, também baseados em galerias sussurrantes, na medida que ele próprio é um laser em miniatura, em vez de uma cavidade de ressonância de um laser externo.
"A luz usada para a detecção é gerada no interior do próprio ressonador e, por isso, é mais pura do que a luz no sensor passivo," explicou Yang. "Quando a luz não é tão pura, você pode não ser capaz de ver mudanças de frequência muito sutis," o que representa uma queda na precisão das medições.
A equipe quer agora reprojetar a superfície desses minúsculos microlasers para que seja possível detectar DNA e outras moléculas biológicas.
Se o DNA for marcado com nanopartículas, o sensor de microlaser poderá contar moléculas individuais de DNA ou fragmentos delas.
Construído de silício, ele poderá se tornar uma ferramenta insubstituível em um mundo no qual as nanopartículas desempenham um papel cada vez maior.
Importância das nanopartículas
As partículas muito pequenas, sejam naturais ou sintéticas, desempenham um papel muito importante em nossa vida cotidiana.
Partículas de vírus nos deixam doentes, partículas em suspensão controlam a formação das nuvens, e partículas de fuligem que saem dos escapamentos, das chaminés e dos cigarros danificam nossos pulmões.
Por outro lado, nanopartículas sintéticas são cada vez mais importantes na construção de novos materiais super resistentes e no transporte de medicamentos diretamente para os locais onde eles são necessários, inibindo os efeitos colaterais causados quando esses medicamentos vão para lugares que não precisam deles.
Mas lidar com essas nanopartículas, que muitas vezes são tão pequenas que não podem ser vistas nem mesmo por microscópios ópticos, exige novas ferramentas.
Sensor de microlaser
Lan Yang e seus colegas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, criaram uma dessas ferramentas, um microlaser, menor do que a ponta de um alfinete, capaz de detectar e contar todas essas nanopartículas, sejam aerossóis ou vírus.
O sensor pertence a uma categoria chamada ressonadores de galeria sussurrante, inspiradas na Catedral de São Paulo, em Londres, onde o som viaja mais longe do que o normal porque as ondas refletem ao longo de uma parede côncava.
Com a diferença de que, no anel de laser, em vez de ressonar as ondas sônicas, o sensor faz o mesmo com as ondas de luz.
A viajar pelo anel de laser, a luz é perturbada por qualquer partícula que caia no anel, o que provoca uma mudança em sua frequência. Essa alteração pode ser medida, servindo como uma "leitura" da nanopartícula.
Excitando mais do que um "modo" no anel de laser, os cientistas podem aumentar a precisão da medição, estabelecendo uma dupla contagem. E, alterando o meio de ganho de laser, é possível adaptar o sensor para água, em vez do ar.
Os "modos" são padrões de excitação no anel, com a mesma frequência, um viajando no sentido horário e outro no sentido anti-horário.
Detectando DNA
O novo sensor difere dos anteriores, também baseados em galerias sussurrantes, na medida que ele próprio é um laser em miniatura, em vez de uma cavidade de ressonância de um laser externo.
"A luz usada para a detecção é gerada no interior do próprio ressonador e, por isso, é mais pura do que a luz no sensor passivo," explicou Yang. "Quando a luz não é tão pura, você pode não ser capaz de ver mudanças de frequência muito sutis," o que representa uma queda na precisão das medições.
A equipe quer agora reprojetar a superfície desses minúsculos microlasers para que seja possível detectar DNA e outras moléculas biológicas.
Se o DNA for marcado com nanopartículas, o sensor de microlaser poderá contar moléculas individuais de DNA ou fragmentos delas.
Assinar:
Postagens (Atom)