quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Usuários devem se livrar do Java com urgência, diz expert da Microsoft

De acordo com pesquisadores, a linguagem Java, usada em todos os sistemas operacionais, é um perigo crescente à segurança dos dados.

Na semana passada, o pesquisador Matt Oh, do Microsoft Malware Protection Center, postou um artigo no TechNet sobre como se proteger de malware baseado em Java. Para enfatizar o ponto, ele deu uma palestra na Black Hat 2012, no mesmo dia, dizendo que a situação com o Java está se deteriorando - e não apenas no Windows.

"Vemos mais e mais vulnerabilidades Java exploradas livremente... uma vulnerabilidade Java pode levar a ataques em várias plataformas", disse Oh.

O principal ponto de preocupação são violações da sandbox (método para executar aplicações protegendo o SO). Se os autores de malware podem escapar da sandbox do Java/JRE, podem assumir o controle de um sistema, seja Windows, Mac OS X, ou Unix.

Uma única vulnerabilidade Java, do tipo "type-confusion" pode resultar em invasões bem-sucedidas que ignoram as defesas do sistema operacional.

"'Type-confusion' é uma vulnerabilidade que ocorre quando a verificação de segurança no Java Runtime Environment falha na verificação de instruções de trabalho com diferentes tipos", disse Oh.

Pior ainda, o fato de que o programa ser escrito em Java facilita a chamada ofuscação de código, tornando o malware mais difícil de ser detectado.

A recomendação do especialista da Microsoft é fazer o update do Java Runtime Environment (JRE) e desabilitá-lo sempre que possível. E, caso não use o Java, desinstalá-lo do sistema.

Internet em casa com fibras ópticas

Internet extremamente rápida, conexões mais robustas e um grande aumento na capacidade da rede, mesmo em áreas rurais, tudo com custo baixo.

É o tipo de fantasia que mantém os executivos das empresas de telecomunicações e os usuários da internet sonhando acordados ... até agora.

Uma nova tecnologia de fibras ópticas desenvolvida por um consórcio europeu promete tudo isso e muito mais.

O grupo de engenheiros de universidades, institutos de pesquisa, fornecedores de equipamentos e operadores de telecomunicações se uniu em torno do projeto SARDANA (Scalable advanced ring-based passive dense access network architecture).

Internet a velocidade da luz

O objetivo era desenvolver técnicas pioneiras para melhorar drasticamente a escalabilidade e a robustez das redes de fibras ópticas.

O grupo estava especialmente interessado em viabilizar a chegada das fibras ópticas até as residências, escritórios e empresas.

O projeto demonstrou a viabilidade de velocidades de conexão de até 10 Gigabits por segundo (Gbps) - cerca de 2.000 vezes mais rápido do que a maioria das conexões à internet de hoje.

Mais importante para que isso se torne uma realidade, os pesquisadores mostraram que tais velocidades podem ser atingidas com um custo extra relativamente modesto, usando a infraestrutura de fibras ópticas já existente e componentes já disponíveis no mercado.

Redes ópticas passivas

As redes de fibras ópticas que chegam até as residências (fibre-to-home networks), também conhecidas como redes ópticas passivas, têm uma estrutura em árvore, com o papel de raiz desempenhado por uma central de comutação.

O termo "passivo" refere-se à utilização de divisores ópticos que não precisam de energia adicional para funcionar.

Da central, um grosso tronco principal de cabos se espalha em ramos cada vez mais finos, até que uma única fibra chegue até as casas ou empresas.

As redes passivas convencionais usam o protocolo TDM (Time Division Multiplexing), um método de multiplexação no qual os sinais são transferidos de forma aparentemente simultânea, como sub-canais em um canal de comunicação. Mas, na realidade, eles estão fisicamente se revezando no canal.

Na prática, isso significa que uma conexão de 5 Gbps no escritório central pode se transformar em uma conexão de 30 Mbps na casa ou empresa do cliente. Pior do que isso é que a banda de subida, que transmite os dados do cliente para a internet, é apenas uma fração disso.

De árvores a anéis

Os pesquisadores do projeto Sardana estão propondo uma abordagem diferente e totalmente nova, permitindo não apenas conexões muito mais rápidas, mas também maiores capacidade e robustez.

Em vez de uma única grande árvore, eles estão propondo usar várias árvores menores ramificando até os usuários finais a partir de um anel principal.

O anel transmite os sinais bidirecionalmente a partir da central utilizando o protocolo WDM (Wave Division Multiplexing), uma tecnologia de multiplexação que permite o transporte simultâneo de diferentes sinais na mesma fibra óptica, utilizando diferentes comprimentos de onda de laser - lasers de várias cores.

Em nós remotos ao longo do anel, os sinais são separados em árvores de fibras únicas que irão até as residências e empresas, utilizando a tecnologia TDM.

A abordagem do anel bidirecional aumenta a robustez da rede, porque se o cabo for interrompido em qualquer ponto no anel WDM, o sinal continuará chegando até os usuários finais pelo outro lado. Ele também resulta em aumentos maciços na velocidade de conexão.

Embora ainda em fase experimental, se implantada comercialmente, a tecnologia marcaria um grande salto no desempenho das redes totalmente ópticas, solucionando um dos maiores desafios atualmente enfrentados pelos prestadores de serviços e pelos consumidores: maior velocidade e segurança na manutenção dos sinais.

Cortiça melhora compósitos aeroespaciais em 250%

A cortiça é um material natural que historicamente tem sido relegado a usos não associados com a tecnologia, como rolhas de garrafas e bases de quadros para fixação de avisos.

Mais recentemente se demonstrou que a cortiça é o melhor material disponível para a construção de pára-choques de automóveis.

Isso mostra que a cortiça pode começar a dar a volta por cima.

Compósito com cortiça

Agora, os compósitos, símbolos máximos dos materiais de alta tecnologia, tiveram seu desempenho multiplicado por várias ordens de grandeza com o auxílio de um material que vem sendo desprezado pela tecnologia, apesar de seu baixo custo e de suas propriedades mais do que interessantes.

Engenheiros descobriram que a cortiça pode ser a melhor opção para formar os "sanduíches" que são a marca registrada desses materiais compósitos usados em aviões e aplicações aeroespaciais.

"A cortiça é um produto natural com propriedades intrigantes," concorda Jonghwan Suhr, da Universidade de Delaware.

"Ela é absorvedora de energia, leve, resistente a impactos e tem excelentes propriedades de amortecimento vibracional e acústico. Sua organização celular única também resulta em boas propriedades termais, e ela é impermeável à umidade," lista ele.

Ruído em aviões

Suhr e seus colegas se interessaram pela cortiça quando procuravam por um material que pudesse diminuir o ruído no interior dos aviões.

Os compósitos usados em aplicações aeroespaciais são estruturas em camadas, misturando fibras e espumas sintéticas, ou materiais com estrutura em forma de colmeia, entre placas de fibras de carbono incorporadas em resinas.

O resultado é um material imbatível em termos de resistência e leveza.

Infelizmente, esses materiais são também muito bons em conduzir ruídos, o que é um enorme inconveniente em um avião.

A solução adotada hoje consiste em forrar o espaço entre as estruturas externa e interna do avião com uma parede de 10 a 15 centímetros de fibra de vidro. Isso, contudo, aumenta o peso e reduz o espaço interno da aeronave.

Anti-ruído de cortiça

Os pesquisadores então tiveram a ideia de criar uma camada adicional com compósito - uma camada de cortiça natural.

E os resultados superaram as expectativas.

"Nós obtivemos uma melhoria de 250% no isolamento acústico usando a cortiça, sem qualquer sacrifício das propriedades mecânicas," conta Suhr. "Além disso, a cortiça é sustentável e ambientalmente amigável porque sua produção não envolve a emissão de carbono."

A tecnologia já está sendo negociada com uma empresa fabricante de isolamentos termais e acústicos, sediada em Portugal.

Governo dará dinheiro para empresas inovarem

A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) vai lançar um pacote de editais com recursos da Subvenção Econômica, que serão aplicados nos próximos três anos, no valor de R$ 1,2 bilhão.

Essa modalidade de apoio financeiro consiste na aplicação de recursos públicos não reembolsáveis - que não precisam ser devolvidos - diretamente em empresas, para compartilhar com elas os custos e riscos inerentes a atividades de inovação e incremento da competitividade.

A iniciativa, anunciada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, durante Reunião Anual da SBPC, apresenta três eixos:
  • chamadas centralizadas pela financiadora;
  • editais em parceria com outras instituições;
  • chamadas contemplando a integração de instrumentos financeiros, como a própria subvenção, o crédito e apoio a instituições científicas e tecnológicas (ICTs).
No caso dos editais descentralizados, a Finep repassará verbas para que parceiros se responsabilizem pela organização e seleção dos projetos de acordo com as demandas regionais, totalizando cerca de R$ 200 milhões.

Já entre os editais centralizados (em torno de R$ 700 milhões), serão contempladas áreas como defesa, nanotecnologia e materiais, biotecnologia, TICs e tecnologia assistiva.

Brasil Sustentável

O "Brasil Sustentável" - conjunto de iniciativas voltado à aplicação de R$ 2 bilhões (recursos reembolsáveis e não reembolsáveis) em projetos "verdes" -, também terá chamadas organizadas pela FINEP com recursos provenientes da Subvenção Econômica.

Criado no ano passado por intermédio de uma parceria com o BNDES, seu objetivo é fomentar projetos que visem ao desenvolvimento, à produção e à comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa a partir da cana-de-açúcar.

A expectativa em relação ao PAISS é combinar os recursos da Subvenção com as linhas de crédito da Financiadora. Está na pauta, ainda, um novo programa na área de Petróleo e Gás, que também promoverá a combinação de diferentes instrumentos da FINEP. Os dois programas movimentarão cerca de R$ 300 milhões em três anos.

Fonte: FINEP

Entropia produz a ordem e cria nanoestruturas complexas

O cientista brasileiro Pablo Damasceno é o principal autor de um estudo publicado no exemplar desta semana da revista Science que promete mudar o jogo no campo da nanotecnologia e da nanofabricação.

Cada vez em maiores apuros para manter o ritmo da miniaturização, sobretudo no campo da eletrônica, a indústria deposita suas esperanças na chamada fabricação "de baixo para cima", que torna possível alcançar uma precisão que não pode ser obtida pelas técnicas tradicionais "de cima para baixo".

Embora o conceito teórico proponha o uso de átomos e moléculas como blocos básicos de construção, o uso de nanopartículas é muito mais viável e realista, principalmente se baseado em técnicas de automontagem.

"Um dos maiores desafios em nanoengenharia química e de materiais hoje em dia é o de como criar novas estruturas - normalmente envolvendo arranjos complicados de nanopartículas - de uma forma completamente espontânea, auto-organizada, simplesmente seguindo as leis da termodinâmica," explica Damasceno.

"De fato, se quisermos continuar a criar eletrônicos com mais e mais transistores por centímetro quadrado, logo atingiremos o limite no qual será impossível organizar as partículas no padrão adequado devido a seu tamanho nanoscópico e à quantidade imensa. Um método de auto-organização, portanto, é o desejado," completou ele.

Sólidos complexos

Um método agora não apenas desejado, mas muito mais próximo da realidade, graças ao trabalho que o brasileiro e seu colega Michael Engel fizeram no laboratório da Dra. Sharon Glotzer, na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Eles desenvolveram um método capaz de prever como as nanopartículas dispersas em um fluido vão se organizar autonomamente para formar um sólido com base em apenas dois parâmetros: o formato das partículas e a quantidade de vizinhos presentes no fluido.

O mais promissor, contudo, é que, em vez de nanopartículas esféricas, com as quais a quase totalidade dos grupos de pesquisas ao redor do mundo trabalha hoje, Damasceno trabalhou com poliedros de formatos muito complexos.

Enquanto nanopartículas esféricas costumam se aglomerar em estruturas cristalinas simples, sem grandes aplicações práticas, formatos sólidos bem definidos podem gerar estruturas em macroescala igualmente bem definidas, abrindo a possibilidade de fabricação de peças e materiais complexos.

Ordem pela entropia

E, em vez de um complexo processo de fabricação, tudo o que é necessário fazer com as nanopartículas é deixar que as coisas aconteçam por si sós, levadas pela entropia.

Embora normalmente associada a uma tendência à desordem, a entropia também pode causar a ordem, fazendo os objetos se organizarem - basta restringir o espaço disponível para que esses objetos se rearranjem.

Quando postas em um espaço pequeno o suficiente, em vez de se espalharem aleatoriamente, as partículas começam a formar estruturas ordenadas, de forma similar à que acontece quando os átomos se organizam para formar cristais.

Em 2010, outra pesquisa do mesmo grupo mostrou a possibilidade de que tetraedros se organizassem para formar quasicristais, as incríveis estruturas que valeram o Prêmio Nobel de Química de 2011 ao persistente Dr. Dan Shechtman.

Mas Damasceno não se contentou com tetraedros e fez os cálculos para verificar as possibilidades de auto-organização de 145 formatos diferentes de nanopartículas - ele estudou poliedros platônicos, de Archimedes, de Johnson, de Catalan, entre outros.

Isso foi suficiente para mostrar que existem correlações claras entre a forma das nanopartículas e as estruturas que elas geram.

"Não só isto, mas as correlações foram tão claras que nos proporcionaram a possibilidade de predizer, para qualquer poliedro convexo, qual o tipo de estrutura no qual ele irá se auto-organizar," explicou Damasceno.

Cristais ou vidros

Quase 70% dos formatos estudados resultaram em estruturas do tipo cristalino criadas apenas pela atuação da entropia - eles obtiveram até uma complicadíssima estrutura cristalográfica conhecida como gamma-Brass, formada por unidades repetitivas de 52 partículas cada uma.

"Esta é uma estrutura cristalina extraordinariamente complexa mesmo para átomos, o que dirá para partículas isoladas, que não podem se ligar quimicamente," comentou a professora Glotzer.

Além de cristais normais, as partículas podem formar cristais líquidos, como os usados em telas de TV e monitores de computador, e cristais plásticos, nos quais as partículas podem girar sobre si mesmas sem sair do lugar. Sem contar as estruturas totalmente desordenadas, semelhantes aos vidros.

"Com isso, qualquer pesquisador interessado em criar um determinado tipo de estrutura usando nanopartículas poderá consultar nossa tabela e então tentar sintetizar a nanopartícula que irá dar origem a tal estrutura," resume Damasceno.

E também poderão fazer o inverso: partindo das propriedades desejadas do material que desejam construir, poderão calcular o formato da partícula necessária para a tarefa.

O piauiense Pablo Damasceno fez sua graduação na Universidade Federal de São Carlos (SP) e está há três anos no grupo da professora Sharon Glotzer, na Universidade de Michigan, em Ann Arbor.

Vendo onde a luz não chega e onde a vista não alcança

Cientistas descobriram uma maneira nova e mais simples de obter imagens através do espalhamento óptico - ou difusão - gerado por materiais como um vidro fosco ou a pele humana.

A exemplo de demonstrações anteriores, a tecnologia permite até mesmo "ver o que está além da esquina".

Nos últimos anos, a maior parte das pesquisas tem-se concentrado na correção da dispersão da luz, principalmente para aplicações médicas.

Mas a nova técnica é rápida, simples e usa a luz natural, em vez de lasers, usando uma abordagem do tipo "se não pode ir contra ele [o espalhamento], então junte-se a ele".

Modulador espacial de luz

Os pesquisadores usaram um dispositivo chamado modulador espacial de luz para "desfazer" o espalhamento da luz que torna os objetos opacos.

Uma câmera capaz de ver além da esquina ganhou muita atenção recentemente, quando pesquisadores usaram uma série de pulsos de laser para iluminar uma cena e descobrir o que havia "além da curva" analisando a temporização das reflexões.

Aquele protótipo é apenas um dentre vários esforços de pesquisa que tentam resolver o problema do espalhamento óptico.

Mas, para algumas aplicações, essa abordagem de "tempo de voo" que a câmera a laser utiliza não é suficiente.

"Se você quer visualizar um embrião em desenvolvimento dentro de um ovo, mas a casca do ovo dispersa tudo, ou se você quer olhar através da pele, o espalhamento é o maior inimigo, e tempo de voo não é uma boa solução," explicou Yaron Silberberg, orientador do novo estudo.

Para estes tipos de problemas, o professor Silberberg e seus colegas levaram os moduladores espaciais de luz (MELs) além dos seus limites.

Vendo através de materiais opacos

Os MELs modificam aquilo que é conhecido como a fase de um feixe de luz. Como acontece quando as ondas no oceano atingem as rochas ou os surfistas, as ondas de luz podem ter sua velocidade diminuída ou serem redirecionadas quando batem em materiais não-transparentes.

Esses dispositivos são constituídos com uma matriz de pixels que podem corrigir seletivamente esse espalhamento brecando algumas partes do feixe e permitindo que outras passem intactas - quando um campo elétrico é aplicado a um pixel, ele altera a velocidade com que a luz passa através dele.

A equipe configurou seu "super modulador espacial de luz" para uma lâmpada comum cuja luz incidia em filme plástico fortemente translúcido, e permitiu que um software ajustasse o MEL automaticamente até que ele conseguisse obter uma imagem clara da lâmpada através do filme.

Mantendo o MEL com essa configuração, eles foram capazes de obter imagens nítidas de outros objetos através do filme - o modulador espacial de luz efetivamente transforma o filme em uma folha quase transparente.

"O que nós mostramos é que você não precisa de lasers. Todo o mundo estava fazendo isso com lasers, e nós mostramos que você pode fazê-lo com a luz incoerente de uma lâmpada, ou do sol - a luz natural," disse o pesquisador.

Vendo além da esquina

Mas a equipe percebeu que a mesma abordagem poderia funcionar para a reflexão - isto é, não com a luz passando através de um material de dispersão, mas sendo refletido para fora dele, como é o caso da luz refletida sobre uma parede.

Eles mostraram que a técnica funciona também quando a luz de um objeto é refletida por uma folha de papel.

O MEL consegue "aprender" como desfazer o efeito de dispersão do papel, tornando-se um refletor quase perfeito - é quase como se o papel virasse um espelho.

Segredos internos

"Você pode tomar um pedaço de parede e efetivamente transformá-lo em um espelho, e esta é a parte que faz todo mundo levantar uma sobrancelha," brinca o pesquisador.

No entanto, segundo ele, o principal uso para a técnica estará em estudos biológicos e médicos.

Além de exames não invasivos, a técnica abre a possibilidade de fazer imagens muito claras através da massa cinzenta do cérebro, criando uma classe totalmente nova de imagens neurológicas.

Fonte: BBC

Novo vírus H3N8 causa "gripe das focas"

Um novo vírus da gripe - classificado como H3N8 - foi descoberto por cientistas que tentavam descobrir a causa da mortandade de 162 focas nos EUA.

O vírus, derivado da gripe das aves, adaptou-se para infectar mamíferos, mas aparentemente ainda não é capaz de atingir os humanos.

A maioria das focas mortas eram filhotes com até seis meses de idade, diagnosticadas com pneumonia. Elas morreram em 2011 na região da Nova Inglaterra (EUA).

Ao decodificar o DNA do H3N8, os cientistas da Universidade de Colúmbia descobriram que se trata de uma mutação de um vírus que circula entre aves aquáticas da América do Norte desde 2002.

Gripe das focas

As análises indicam que as mutações aumentaram a virulência do H3N8, que passou apresentar sintomas mais severos do que uma gripe comum.

O temor dos cientistas é que as focas, e eventualmente outros animais selvagens, possam estar servindo como elo de ligação para que os vírus que atingem as aves cheguem aos humanos.

Isso aconteceu recentemente com os porcos, dando origem à chamada gripe suína, ou gripe A(H1N1).

Mutações induzidas

Nos últimos meses, um estudo sobre uma mutação do vírus da gripe aviária, induzida artificialmente por cientistas em laboratório, causou polêmica.

A própria comunidade científica se mostrou confusa com o experimento, e as revistas científicas Science e Nature inicialmente se recusaram a publicar os artigos.

O principal temor era que esses vírus manipulados pudessem "vazar" dos laboratórios e contaminar pessoas, intencionalmente ou não.

Depois de um longo debate, que envolveu a Organização Mundial da Saúde, os estudos foram finalmente publicados em Maio deste ano.