quarta-feira, 25 de julho de 2012

Biochip detecta dengue na hora

Cientistas de Cingapura criaram um biochip que consegue detectar a infecção por dengue em 30 minutos.

Apesar de progressos recentes, o diagnóstico preciso e seguro da dengue continua sendo uma questão complexa e controversa.

Além das observações clínicas, os médicos precisam de uma série de exames de laboratório, envolvendo amostras de sangue e urina, que podem demorar dias para ficarem prontos.

O novo biochip não apenas faz o exame na hora, como pode ser usado por qualquer pessoa, sem necessidade de treinamento.

Exame pelo RNA do vírus

O pequeno biochip contém um local para depositar uma gota de sangue, e todo o sistema eletrônico para analisar a amostra.

Ele extrai o RNA viral da amostra de sangue aplicando-a a um "cartucho" contendo diferentes reagentes.

Isso evita também a contaminação cruzada que frequentemente ocorre nos sistemas de detecção viral tradicionais, que exigem pipetagens manuais.

O sistema, totalmente autocontido, é descartável.

Li Zhang e seus colegas do Instituto de Microeletrônica de Cingapura, afirmam que agora vão avaliar o biochip para a detecção de outras doenças infecciosas além da dengue.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Como definir a segurança na estratégia de consumerização?

Muitos CIO e CSO já pararam de resistir à utilização dos dispositivos iOS e Android nas organizações que gerem. Em vez disso estão empregando as suas energias de outra forma: em descobrir como aceitar os aparelhos que estão transformando-se rapidamente em dispositivos de negócios.

Além de muito apelativas, dispositivos como o iPhone e o iPad são também cada vez mais capazes de responder às necessidades de segurança e gestão nas empresas. A revolução dos PCs, há 25 anos, obscureceu a distinção entre “trabalho” e “ambiente pessoal”. Hoje, os aparelhos móveis tornaram essa distinção ainda mais tênue. É hora de pensar em como tirar partido da revolução da consumerização.

As questões de segurança são ainda uma preocupação central na maioria das organizações. Ela pode ser feita a partir de uma matriz que divide as necessidades endereçadas pelo BYOD em quatro grupos.

As obrigações de segurança podem variar, mas é possível ajustar a estratégia para dispositivos móveis de acordo com elas. É preciso ter em mente que a mobilidade está em mutação.

As recomendações são baseadas apenas no que está disponível hoje. Espera-se entretanto que os fabricantes continuem a melhorar os seus produtos.

Que categoria de segurança será mais adequada para sua empresa?

Muitas histórias assustadoras sobre a segurança dos smartphones e tablets assumem a necessidade de manter estes dispositivos sob normas quase militares. Mas a maioria das empresas não exige esses níveis de segurança para todos os usuários.

E muitas empresas dos setores da defesa e da área financeira já descobriram como dar suporte a esses aparelhos, apesar das suas maiores necessidades de segurança. O Bank of America e o Citigroup são exemplos disso.

Muitas companhias exigirão uma mistura das quatro categorias descritas abaixo. Afinal, as organizações tanto podem suportar funcionários que têm necessidade de acesso a dados sensíveis, como funcionários para os quais o acesso a esses mesmos dados empresariais vitais é desnecessário.

A estratégia de segurança deverá refletir essa diversidade interna. A verdade universal sobre a mobilidade é que uma solução única não satisfaz todos os conjuntos de necessidades.

Uma nota importante: alguma coisa está errada se trata o uso dos dispositivos pessoais, provisionados ou não pela empresa, com o mesmo nível de requisitos de segurança do que aqueles empregados aos PCs.

Fazer isso representa ter um potencial de vulnerabilidade para corrigir já no patamar dos PC.

Categoria 1: engloba informações comerciais de rotina

Motoristas de caminhões, representantes de vendas, funcionários de vendas, designers gráficos, programadores de aplicações, pessoal de manutenção, restauradores – as pessoas com essas profissões raramente lidam com informação muito sensíveis do ponto de vista pessoal ou legal. Se um smartphone usado por um desses profissionais for perdido ou roubado, o impacto passa apenas pela necessidade de reconstrução de alguns dados, e de garantir que o serviço de comunicações seja suspenso.

Há também o risco de o ladrão ter acesso à conta de e-mail do funcionário, e por isso torna-se necessário mudar imediatamente os dados de autenticação no servidor. Os mecanismos de segurança recomendáveis incluem o uso de um PIN para uso o dispositivo e o uso de uma senha.

Boas, mas não essenciais, as práticas de segurança e de gestão de capacidades englobam processos de expiração de senhas e requisitos complexos para obtenção das mesmas.

É importante garantir também a possibilidade de apagar os dados do dispositivo, remotamente, associada a uma política de eliminação de dados após certo número de tentativas.

Categoria 2: informações importantes de negócios

Gestores de vendas, assistentes pessoais, consultores, professores, editores, operadores de vídeo, programadores, gestores de nível médio – pessoas com estas funções ou profissões têm acesso a alguma informação pessoal e financeira que não vai destruir a empresa se for roubada. Mas que pode causar danos financeiros e de imagem que é importante  prevenir.

Também têm acesso a alguns sistemas internos por meio de senhas que poderão ser usadas por pessoas mal intencionadas. Se o dispositivo móvel for perdido ou roubado, o esforço para evitar as falhas de segurança vão além da eliminação de informação e exigem alteração de senhas partilhadas.

Podem exigir também informar os parceiros de negócios sobre o sucedido, e perder vantagens competitivas no curto prazo.

As capacidades necessárias de segurança e gestão incluem o uso de uma senha complexa para usar no dispositivo, processos de expiração dessas senhas, a possibilidade de eliminação de dados por via remota, e encriptação SSL de e-mail e outros dados.

A eliminação de dados após certo número de tentativas de autenticação falhas também é uma política importante. Não é essencial que sejam usadas redes VPN, e/ou a autenticação por dois fatores para acesso a dados e sistemas de armazenamento. Mas tal como a criptogtafia no próprio dispositivo, técnicas de criptografia dos dados serão muito úteis se disponíveis.

Categoria 3: informações comerciais confidenciais

Funcionários financeiros, auditores, banqueiros, médicos, pessoal de RH, advogados, agentes reguladores, gestores de produto, investigadores, gerentes de divisões, altos executivos de TI, gestores de marketing e chefes de vendas, executivos na maioria das empresas, e todos os seus assistentes – estes profissionais trabalham com informações muito sigilosas [legais, financeiras, de produtos e de RH].

E geralmente têm acesso aos principais sistemas internos de armazenamento de dados. Se os seus dispositivos forem perdidos ou roubados, pode haver sérias consequências financeiras devido e perdas competitivas se detalhes sobre as negociações comerciais, de salários ou dados semelhantes forem revelados.

As capacidades necessárias de segurança e gestão incluem a exigência de senhas complexas para uso no dispositivo móvel, um sistema de expiração de senhas e a capacidade de eliminar dados por via remota conjugada com limites de tentativas de autenticação. Envolve também a utilização de criptografia SSL de e-mail e de outros, além do uso de redes VPN e, ou, sistemas de autenticação de dois fatores para acesso aos sistemas e dados sensíveis.O uso de criptografia no dispositivo também é essencial. Menos importante, mas útil, é o controle de acesso a redes específicas, ou a capacidade de desligar a câmara, e o controlo sobre a instalação de aplicações.

Categoria 4: fornecer informações altamente sigilosas

Fornecedores da defesa, espiões, policiais, diplomatas, militares, responsáveis políticos e assistentes – pessoas com essas profissões e funções trabalham com informações confidenciais cuja exposição pode colocar vidas em risco.

Os seus dispositivos devem suportar a utilização de senhas complexas, sistemas de senhas expiráveis, a eliminação remota de informação, criptografia com nível militar de dados de email e outros. Os processos de eliminação de informação depois de seguidas tentativas de autenticação falhas devem ser de nível militar.

E os dispositivos devem usar redes de acesso por VPN a sistemas internos, além de suportarem autenticação de dois fatores físicos. O dispositivo também deve suportar encriptação de grau militar no próprio equipamento e as normas MIME e FIPS 140.

Deve possibilitar também o controle e bloqueio discreto sobre o acesso a redes e a instalação de aplicações.

IPEN recebe sistema de tomografia com nêutrons

As técnicas convencionais de radiografia, como de raios-X e radiação gama, apresentam algumas limitações que impossibilitam visualizar com maior nível de detalhe a estrutura interna de materiais como água, sangue, óleo, borracha e explosivos.

Um sistema digital para tomografia com nêutrons, que entrou em operação no Instituto de Pesquisas Energéticas (Ipen), permite visualizar em duas e três dimensões a estrutura interna destes materiais ricos em hidrogênio, mesmo quando envoltos por espessas camadas de alguns metais, como alumínio, ferro, aço e chumbo.

O equipamento também possibilita inspecionar materiais radioativos, como elementos de reatores nucleares.

E pode ter aplicações para o estudo da estrutura interna de materiais de diversas áreas, tais como da aeroespacial, arqueológica, médica, biológica e automotiva.

"A implementação desta nova técnica estimulará a abertura de novas linhas de pesquisa na área de imageamento de materiais empregando nêutrons como radiação penetrante", disse Reynaldo Pugliesi.

Radiografia e de tomografia

De acordo com o pesquisador, o sistema já é utilizado para realização de ensaios não-destrutivos de materiais de diversas áreas, como componentes pirotécnicos de engenharia aeroespacial, pás de turbinas de aviões, protótipo de coração artificial e objetos arqueológicos.

E deve ser aprimorado de modo a também permitir inspecionar células de combustível para geração de energia elétrica.

"O sistema de tomografia com nêutrons complementa e amplia os campos de aplicação das técnicas convencionais de radiografia e de tomografia", avaliou Pugliesi.

A inspeção da estrutura interna de materiais utilizando a técnica é realizada irradiando a amostra do material em um feixe uniforme de nêutrons (partículas atômicas que não possuem carga elétrica).

Como funciona a tomografia com nêutrons

Um conversor, composto por elementos químicos com elevada capacidade para absorver nêutrons, como gadolínio, disprósio, boro e lítio, transforma a intensidade de luz transmitida pela amostra em outra radiação, como de elétrons, alfas, prótons e fótons, capaz de sensibilizar um filme convencional para raio X, de modo a formar a imagem da estrutura interna do material.

Ao utilizar um conversor cintilador, a luz emitida pela amostra pode ser capturada por um sensor de uma câmera de vídeo, que possibilita obter e visualizar projeções em duas dimensões da estrutura interna do material analisado em tempo real.

"Por meio deste sistema é possível realizar a análise de processos dinâmicos de líquidos em tempo real", destacou Pugliesi.

Para obter imagens da estrutura interna do material inspecionado em três dimensões é usado uma sistema similar ao de tempo real, mas que captura imagens individuais (tomos) da amostra sob diferentes ângulos, que são armazenadas em um computador e reconstruídas por um software.

Um programa possibilita visualizar detalhes da estrutura interna da amostra do material estudado em um filme tridimensional, a partir do qual é possível localizar, dimensionar ou quantificar espacialmente qualquer detalhe interno de interesse da amostra.

Reator de pesquisas

Segundo Pugliesi, atualmente o equipamento permite realizar algumas poucas tomografias de amostras de material diariamente, mas a ideia é expandir sua utilização.

"Hoje, os maiores usuários desta técnica de tomografia com nêutrons são universidades e instituições de pesquisa. A aplicação rotineira dela exigirá não apenas uma adequação do equipamento, mas também sua aceitação como uma ferramenta de ensaio não destrutivo", avaliou Pugliesi.

O sistema foi instalado em um dos canais do reator nuclear de pesquisa IEA-R1, que já está operando em sua potência máxima, a 5 megawatts, o que possibilitará aumentar o fluxo de nêutrons nas posições de irradiação de amostras, onde são produzidos radioisótopos.

Os radioisótopos são utilizados para produção de radiofármacos para diagnóstico nas áreas de oncologia, cardiologia e neurologia, além de na agricultura, indústria e pesquisa.

USP recebe estação de nanofabricação para semicondutores

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da USP, acaba de receber um "Focused Ion Beam" (FIB), um equipamento utilizado para produzir, processar e caracterizar as propriedades de materiais em escala nanométrica.

O aparelho é considerado uma "estação de nanofabricação" completa e permitirá o desenvolvimento de novas tecnologias, como a dos computadores quânticos.

Feixe de íons

O FIB é usado prioritariamente para produção de materiais semicondutores, como os usados em processadores de computador, LEDs, células solares e em toda a eletrônica em geral.

O aparelho de íons focalizados opera de maneira semelhante a um microscópio eletrônico de varredura (MEV), mas com um importante diferencial: enquanto este último se utiliza de um feixe de elétrons para construir imagens de uma amostra, o FIB utiliza um feixe de íons.

Para entender a importância desse avanço, é necessário compreender o funcionamento do feixe de elétrons.

O bombardeamento de elétrons gera energia, ou seja, quando eles são acelerados e concentrados em um feixe, forma-se uma energia muito intensa. Isso produz energia térmica, com altíssimas temperaturas, capazes de fundir qualquer metal (a parte fundida é, posteriormente, transformada em vapor).

Já o feixe de íons, com objetivos similares, é mais pesado que o de elétrons e, por esse motivo, é destrutivo, podendo remover materiais da superfície de amostras, o que permitirá que se esculpa, por exemplo, imagens tridimensionais sob a superfície das mesmas.

"O feixe de íons tanto pode ser usado para construir uma imagem quanto para fazer o processamento de uma amostra," explica Haroldo Araraki, engenheiro do Grupo de Semicondutores do IFSC.

O FIB é capaz de escrever em superfícies em escala nanométrica. Para se ter uma ideia, um fio de cabelo é mil vezes maior do que a escrita que o feixe de íons do FIB pode entalhar.

Nanofabricação de semicondutores

No laboratório de semicondutores, o FIB será utilizado, entre outras coisas, para desenvolver nanomateriais.

"As propriedades dos nanomateriais são diferentes dos micro ou macromateriais", explica o professor Euclydes Marega Júnior. "Quando uma nanoestrutura interage com a luz, por exemplo, ela altera as propriedades ópticas e elétricas do material. Nessa escala de tamanho, a condução elétrica não é a mesma da de um fio de um chuveiro elétrico."

Agora, com a "estação nanométrica" à disposição, os pesquisadores poderão não apenas explorar as propriedades de diferentes tipos de nanomateriais, mas também criar novos.

"Enquanto que, pelo processo tradicional de feixe de elétrons, um dispositivo demoraria um dia todo para ser feito, além de exigir uma grande infraestrutura, com o feixe de íons o dispositivo fica pronto em alguns minutos", afirma Araraki.

O equipamento já é utilizado na indústria de semicondutores em aplicações como análise de defeitos em materiais em escala nanométrica, modificação de circuitos, reparação de máscaras, etc.

Saber lidar com esse tipo de maquinário, contudo, pode significar a construção da tecnologia do futuro.

"Produzir corrente elétrica em escala nanométrica é muito mais fácil, por isso produzem-se efeitos que geram ondas eletromagnéticas. Muitos estudos são voltados para a produção de luz, nesses meios, e não eletricidade. Ou seja, em vez de transmitir informações por elétrons, tais informações serão transmitidas por fótons", prevê o professor do IFSC.

Fonte: USP

Cartucho jato de tinta inspirado no olho humano nunca entope

Uma nova tecnologia inspirada no olho humano promete acabar para sempre com os entupimentos dos cartuchos das impressoras jato de tinta.

Para limpar os bicos entupidos, a maioria das impressoras usa um "disparo" de tinta fresca para romper a crosta de tinta seca que se forma quando a máquina não é utilizada constantemente.

Ao longo do tempo, esta operação de limpeza desperdiça uma grande quantidade da tinta, reduzindo a vida útil dos caríssimos cartuchos - sem contar que, algumas vezes, a operação de desentupimento não tem sucesso, e então o cartucho é perdido de vez.

A nova tecnologia elimina o desperdício ao dispensar o esguicho de tinta.

Cartucho que pisca

A invenção utiliza uma gotícula de óleo de silicone para cobrir a abertura de cada um dos bocais de saída de tinta quando eles não estão em uso.

O mecanismo é semelhante à película finíssima de óleo que impede a camada de lágrimas de se evaporar do olho. Quando piscamos, as pálpebras espalham e uniformizam essa película de óleo sobre a camada de lágrimas.

Contudo, na escala minúscula de cada um dos bocais de jato de tinta - que disparam picolitros de tinta -, obturadores mecânicos que tentassem imitar as pálpebras não iriam funcionar, porque eles ficariam presos no lugar pela tensão superficial.

Riberet Almeida e Jae Wan Kwon, da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, tiveram uma ideia melhor - eles criaram uma "piscada elétrica".

Em vez de um dispositivo mecânico, uma gotícula de silicone é movida para cima e para fora do bocal por um campo elétrico. A coordenação precisa dos movimentos garante que o "olho da impressora" estará sempre aberto quando necessário, mas sempre protegido quando fora de uso.

"O olho e um bocal de cartucho de jato de tinta têm um problema em comum: eles precisam permanecer abertos, mas não podem secar. Nós usamos a biomimética, a imitação da natureza, para resolver um problema humano," disse Kwon.

Impressoras 3D que não entopem

A tecnologia poderá ter outros usos, além das tradicionais impressoras jato de tinta.

"Outros equipamentos de impressão utilizam mecanismos semelhantes às impressoras jato de tinta," explica Kwon.

O pesquisador refere-se sobretudo aos equipamentos de prototipagem rápida e fabricação aditiva.
Inicialmente utilizados por engenheiros e projetistas, eles hoje já permitem a fabricação de aviões, implantes médicos, ossos artificiais e até robôs.

Essas chamadas impressoras 3D disparam correntes de plástico líquido através de bicos, em um sistema similar ao de uma impressora jato de tinta.

O líquido é espesso e pegajoso, inviabilizando até mesmo o sistema de "disparo" de gotas para limpeza.

Quando entopem, o jeito é substituir o bico. Um bico que saiba "piscar", usando a nova tecnologia, poderá durar muito mais.

LEDs brancos construídos sobre papel vão iluminar suas paredes

Já pensou em acender a cortina, em vez de abri-la? Ou mudar o brilho e a cor do seu papel de parede? Ou acender o teto inteiro, em vez de apenas uma lâmpada?

Estas são as propostas agora tornadas realidade pelo trabalho do paquistanês Gul Amin, atualmente na Universidade Linkoping, na Suécia.

Ele desenvolveu uma técnica que permite que LEDs brancos sejam fabricados diretamente sobre papel ou outras fibras.

Os nanoLEDs, que emitem uma luz branca muito pura, foram construídos com minúsculas barras de óxido de zinco, depositadas juntamente com um polímero condutor, diretamente sobre uma folha de papel.

O pesquisador demonstrou também que é possível fabricar os nanoLEDs por impressão. Nesse experimento, ele usou um papel de parede comum.

LEDs de óxido de zinco

Ao descobrir que nanofios de óxido de zinco poderiam emitir luz, pesquisadores criaram recentemente uma nova categoria de LEDs, ainda menores e mais eficientes que os LEDs comuns.

Amin e seu colega Naved ul Hassan Alvi estavam pesquisando várias técnicas para cultivar diferentes nanoestruturas de óxido de zinco sobre diferentes materiais.

O papel mostrou-se um substrato perfeito, além de abrir caminho para uma grande variedade de aplicações práticas imediatas.

O papel deve ser inicialmente recoberto com uma camada protetora muito fina de uma resina chamada cicloteno, tornando-se impermeável.

A seguir são depositados os componentes ativos, uma malha de nanofios de zinco, dispersos em uma fina camada do polímero PFO (polidietilfluoreno).

Métodos químicos

A técnica foi patenteada e já está licenciada para uma empresa criada por seu professor, Magnus Willander.

"Esta é a primeira vez que alguém foi capaz de construir componentes semicondutores fotônicos inorgânicos diretamente sobre papel usando métodos químicos," disse o cientista-empresário.

Brasileiros identificam relação entre proteína e crescimento de tumores

Pesquisadores brasileiros descobriram como uma proteína - a glutaminase C (GAC) - participa no desenvolvimento de células tumorais associadas ao câncer.

O trabalho poderá facilitar a produção de inibidores do crescimento de tumores.

O estudo acaba de ser publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), nos Estados Unidos, por uma equipe do do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e do Instituto de Física de São Carlos, da USP.

Vício em glicose

A pesquisa segue uma linha que tem sido desenvolvida internacionalmente para encontrar inibidores capazes de combater células tumorais, baseados no "vício" dessas células por glicose e glutamina, sem prejudicar as células saudáveis.

Os pesquisadores utilizaram diversas técnicas para estudar proteínas consideradas "chave" no desencadeamento do câncer, e se depararam com a glutaminase C (GAC), que a comunidade científica considera um "combustível" essencial para manter a proliferação exagerada das células tumorais.

"As células tumorais consomem alta quantidade de glutamina, isso é fato. E grande parte dessa glutamina vem de fontes externas, por meio da alimentação, ou de proteínas que ficam armazenadas nos músculos do corpo, por exemplo", conta Sandra Gomes Dias.

"Normalmente, o nível de glutamina no sangue já é alto, sendo importante para alimentação de células saudáveis. Ao mesmo tempo, servem de combustível para as células tumorais e, consequentemente, para o seu crescimento".

Inibição da proteína

A importância da glutaminase já era conhecida por alguns cientistas, mas os pesquisadores brasileiros fizeram algumas descobertas importantes.

Primeiro, eles conseguiram encontrar um composto - o 968 - que inibe a ação da glutaminase. "Participamos de uma publicação, elaborada na Universidade de Cornell (EUA), onde realizamos o nosso pós-doutoramento, que falava sobre esse inibidor", diz a pesquisadora.

Mesmo assim, ainda era nebulosa a relação direta da glutaminase com tumores celulares.

Foi quando Sandra e seu colega André Ambrósio separaram as três variantes da enzima e encontraram na GAC um "destaque" maior.

"As outras duas variantes não se mostraram como 'chave' para o desencadeamento de tumores. A GAC seria a variante mais presente na mitocôndria, local da célula onde acontece o processamento da glutamina", detalhou Sandra.

Estrutura cristalográfica

Finalmente, a dupla documentou a estrutura cristalográfica da GAC, algo que os cientistas não conheciam até agora.

"Essa informação é extremamente poderosa para a busca de inibidores da GAC, o que vários grupos de pesquisa já estão tentando encontrar", conta Sandra.

"Nossa descoberta aumenta as chances de encontrarmos mais e melhores inibidores para o controle, e até mesmo cura para alguns tipos de câncer", afirma Sandra.

Fonte: IFSC