terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sistema autônomo de navegação para veículos é desenvolvido no Brasil

O Grupo de Robótica Móvel do Laboratório de Mecatrônica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP está desenvolvendo um sistema de navegação autônomo a ser embarcado um veículo de passeio e que será testado inicialmente em ambiente controlado no campus de São Carlos (interior de São Paulo).

Equipamentos de navegação autônoma para automóveis estão sendo desenvolvidos pelas maiores universidades do mundo, existindo até mesmo competições com prêmios milionários, nas quais os veículos devem fazer trajetos predeterminados sem motorista e sem nenhum auxílio externo.

Tecnologias assistivas

Devido a complexidade em se desenvolver um sistema autônomo e assistivo, o projeto SENA foi dividido em três fases. A primeira, que é o estágio atual da pesquisa, consiste no desenvolvimento de sistemas assistivos para o motorista.

Baseado nos dados dos sensores embarcados, o conjunto de computadores de bordo da Gisa (veículo utilizado como protótipo) analisa o ambiente no entorno do veículo e alerta o motorista caso haja alguma situação de risco, como por exemplo um pedestre prestes a ser atropelado que está cruzando a frente do veículo, ou uma assistência na manobra de baliza.

Em 2010, a Europa irá colocar em teste várias dessas tecnologias assistivas - veja as tecnologias que serão avaliadas na reportagem Mil carros inteligentes começarão a ser testados na Europa.

Atuação autônoma

Na segunda fase, que deve terminar em dezembro de 2010, além de alertar o motorista sobre um risco iminente, os computadores da Gisa evitarão o acidente, caso o motorista não tome nenhuma atitude, e além disso, o protótipo poderá estacionar sozinho.

Por fim, na terceira fase, cuja conclusão está prevista para dezembro de 2012, acontecerá a navegação autônoma da Gisa, baseada nos dados dos sensores embarcados no Campus da USP em São Carlos, em ambiente urbano e rodoviário.

Veículos autônomos brasileiros

O projeto SENA possui atualmente três protótipos funcionais. Para testes e demonstrações em pequena escala, é utilizada a Navalha, protótipo originado de um quadriciclo elétrico infantil. Ela possui dimensões limitadas por um paralelepípedo de 0,6 x 1,2 x 0,7 m. Toda sua eletrônica foi desenvolvida pelo grupo de alunos de graduação em Engenharia Mecatrônica, de forma modular e adaptável. Assim, dentro das limitações físicas do protótipo, é possível fazer testes de novos algoritmos, sensores ou conceitos, além de demonstrações sem a necessidade de mobilizar algum dos outros dois protótipos que são de porte maior.

O projeto tem também a disposição um Fiat Palio, batizado como Michael, no qual é feito o desenvolvimento de sistemas eletromecânicos que possibilitam uma automação das tarefas de giro do volante, troca de marchas, aceleração e frenagem.

O terceiro protótipo é um Fiat Stilo 1.8 Dual-logic, chamado de Gisa. Nesse protótipo, toda a atuação mecânica sobre o carro pode ser feita diretamente na rede CAN (rede informatizada de troca de dados usada em veículos) já disponível no carro. Isso permite que haja um foco exclusivo no desenvolvimento dos algoritmos de navegação.

Sensores embarcados

Atualmente os sensores embarcados na Gisa são o Global Positioning System (GPS) utilizado para estimar a posição do veículo, o Inertial Measurement Unit (IMU), adotado para estimar velocidades e acelerações do veículo, dois sensores laser com um feixe giratório que permite detectar obstáculos a uma distância de 80 metros, e uma câmera colorida e infravermelha, utilizada para detectar e classificar obstáculos no caminho do veículo (por exemplo, pedestres, bicicletas etc.).

Além desses instrumentos, também estão embarcados seis sensores ultrassônicos de curta distância, empregados para manobras de baliza sem a atuação do motorista, e uma bússola eletrônica, utilizada para estimar a orientação (direção) do veículo.

Versão 2.0

Até o final de 2009, o projeto receberá mais um pacote de sensores que incluirá, radares de curta (~ 2m), média (~ 300m) e longa distância (~ 1km), um giroscópio óptico (para estimar velocidades e acelerações do veículo), e dois novos sensores laser com 4 feixes cada, para detectar veículos a até 300m de distância.

Esse pacote de sensores permitirá a navegação da Gisa em rodovias.

O protótipo também conta com um conjunto de computadores embarcados que são responsáveis por processar todas as informações dos sensores embarcados e atuar no veículo, controlando-o.

Envie seu currículo

Para que as tecnologias desenvolvidas no projeto sejam adotadas em produtos comerciais é necessário interesse das montadoras, dos consumidores e regulamentação governamental (normas de segurança). O grupo de pesquisadores tem enviado projetos a agências financiadoras (CNPq, Capes e Fapesp) solicitando bolsas de estudos e verbas para desenvolvimento do projeto.

Atualmente o grupo precisa de novos alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado interessados em desenvolver pesquisas na área. Maiores informações sobre a seleção estão em www.eesc.usp.br/ppg-em/

Impacto de meteoro na Índia pode ser a causa da extinção dos dinossauros

Uma misteriosa cratera submarina nas costas da Índia pode ser a maior cratera de impacto da Terra. E, se um novo estudo a seu respeito estiver correto, ela pode ter sido a responsável pela extinção dos dinossauros, 65 milhões de anos atrás.

Uma equipe de pesquisadores, liderada por Sankar Chatterjee, da Universidade Técnica do Texas, nos Estados Unidos, fez o primeiro estudo detalhado da gigantesca cratera de Shiva, uma depressão submersa a oeste da Índia que é intensamente minerada por suas ricas reservas de petróleo e gás natural.

Algumas crateras complexas estão entre os locais mais produtivos de hidrocarbonetos da Terra.

Expondo o manto da Terra

"Se estivermos corretos, esta é a maior cratera de impacto conhecida em nosso planeta," diz Chatterjee. "Um bólido desse tamanho, talvez de 40 quilômetros de diâmetro, criou seu próprio movimento tectônico."

Para comparação, o objeto que atingiu a Península de Yucatan, criando a cratera que atualmente é apontada como o ponto de impacto que causou o extermínio dos dinossauros, tinha entre 8 e 10 quilômetros de diâmetro.

É difícil imaginar e descrever um cataclisma dessas proporções. Mas, se os pesquisadores estiverem corretos, o impacto de Shiva vaporizou a crosta da Terra no ponto da colisão, deixando no local nada menos do que um buraco onde emergiu o material ultra quente do manto da Terra.

Os pesquisadores acreditam que o impacto acelerou as erupções vulcânicas em uma linha que cobre a maior parte do oeste da Índia. E mais, o impacto separou as ilhas Seicheles da placa tectônica indiana, fazendo-as derivarem em direção à África.

Cratera submersa

As evidências geológicas são dramáticas. O anel externo da cratera de Shiva tem 500 quilômetros de diâmetro, abraçando o pico central, conhecido como Elevado de Bombaim, que tem 4.800 metros de altitude a partir do fundo oceânico.

A maioria da cratera fica submersa na plataforma continental da Índia, mas onde ela emerge é marcada por pico altos e agudos e depressões acentuadas. O impacto parece ter destruído ou desgastado a maior parte da camada de granito de 48 quilômetros de espessura presente na costa oeste da Índia.

Impressões digitais do meteoro

Para confirmar as descobertas, a equipe do Dr. Chatterjee tem uma expedição agendada para o próximo mês, com o objetivo de coletar amostras de rochas do centro da cratera, que poderão fornecer as evidências definitivas de que se trata de uma cratera de impacto.

"Rochas da base da cratera irão nos dar os sinais definitivos do impacto. E nós queremos ver se são rochas heterogêneas, quartzo com sinais de impacto e se há anomalias para irídio," explica Chatterjee.

Os asteroides são ricos em irídio, e essas anomalias são vistas como uma espécie de impressão digital do impacto de um meteoro.

Ômega 3 protege o cérebro durante crises epilépticas

Estudos têm apontado inúmeros efeitos benéficos do ômega 3, incluindo a prevenção de doenças como Alzheimer e depressão.

Agora, uma pesquisa feita por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de outras instituições indica que o ômega 3 também pode ser um forte aliado no combate à epilepsia.

Com testes experimentais feitos em ratos, os pesquisadores verificaram que esse tipo de ácido graxo é capaz de minimizar a morte de neurônios durante crises epilépticas, além de ajudar na regeneração do tecido cerebral.

Captura do cálcio

O estudo, publicado na revista Epilepsy & Behavior, demonstrou que o ômega 3 aumenta a produção de proteínas que "capturam" a entrada do cálcio no neurônio e, por conta disso, ajuda a diminuir a morte das células cerebrais.

Na pesquisa, um grupo de dez ratos recebeu 85 miligramas de ômega 3 por quilo de peso durante 60 dias, enquanto foi administrada uma substância inócua a um número igual de animais, que serviu de grupo controle.

Os pesquisadores verificaram que os ratos que receberam ômega 3 apresentaram significativa preservação do tecido cerebral após a simulação de crises epilépticas, em relação aos demais.

Efeito anti-inflamatório do ômega 3

Também foi observado que o ômega 3 desempenhou importante papel anti-inflamatório, uma vez que o tecido cerebral dos animais com epilepsia apresentava anteriormente um processo inflamatório crônico.

"Temos resultados que mostram que o ômega 3 é neuroprotetor e desempenha atividade 'antiepiléptica'", disse o coordenador da pesquisa, Fulvio Alexandre Scorza.

"Essa pesquisa foi muito importante por ter sido a primeira a mostrar uma ação cerebral do ômega 3 relacionada à epilepsia", disse. Os outros autores do artigo são Roberta Cysneiros (Universidade Presbiteriana Mackenzie), Vera Terra e Hélio Machado (Universidade de São Paulo, USP), Ricardo Arida, Marly de Albuquerque, Carla Scorza e Esper Cavalheiro (Unifesp).

Morte súbita

Scorza conta que, apesar de haver apenas outros seis grupos no mundo que estudam a morte súbita nas epilepsias, esse não é um evento raro. "As chances de os pacientes com muitas crises morrerem subitamente é de três a quatro vezes maior do que em indivíduos que não têm epilepsia", disse.

Os principais fatores de risco nesse caso são crises contínuas, início precoce da epilepsia, pacientes que estão tomando muitos medicamentos para controle das crises e idade (de 27 a 39 anos).

"Como o principal tratamento é o medicamento, nossa proposta é o uso de ômega 3 por meio da alimentação", afirmou. O pesquisador da Unifesp adverte, no entanto, que as pessoas com epilepsia não podem abdicar de seus remédios. "O ômega 3 é só mais uma forma de minimizar as crises da doença", salientou.

O que é epilepsia

A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico que atinge cerca de 1% da população em geral. Causas comuns são traumas durante o parto e tumores no sistema nervoso central.

No Brasil, a principal causa é o parasitismo, principalmente a neurocisticercose provocada pela ingestão de água e alimentos contaminados. "Tem-se a ideia errônea de que esse parasita vem da carne de porco. É fato que se o animal estiver contaminado pode passar para as pessoas. No entanto, o principal foco de contaminação da larva (Cysticercus cellulosae) está na verdura e na água contaminada", explicou Scorza.

O cientista ressalta que a epilepsia é uma doença neurológica, e não psiquiátrica. "Essa observação é importante porque elimina o preconceito em torno daqueles que têm o problema. A saliva não transmite doença e não é infecciosa. Outro mito é que não precisa puxar língua. Sempre ensinamos isso para a população", disse.

Convulsão febril

O estudo atualmente prossegue em uma abordagem clínica com humanos, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, em que estão sendo analisadas crianças com epilepsias refratárias.

Outro projeto de pesquisa, segundo ele, pretende avaliar a convulsão febril cerebral durante a infância para avaliar se o ômega 3 pode reverter o quadro. "Em geral, algumas crianças que têm crises convulsivas na infância quando chegam à adolescência desenvolvem as primeiras manifestações epilépticas", disse.

Peixes na dieta

Os ácidos graxos ômega 3 são gorduras essenciais para o funcionamento do organismo e podem ser encontrados em alimentos, principalmente peixes e na linhaça. "O ômega 3 não tem efeito colateral, mas, como suas cápsulas são caras, a recomendação é a ingestão semanal de peixe", disse Scorza.

Segundo ele, três porções de peixe por semana é o recomendado. Salmão, atum, anchova e sardinha são as espécies mais indicadas. Mas, segundo o pesquisador, é preciso ter algumas precauções, uma vez que alguns peixes são ricos em ômega 3, mas também possuem quantidades consideráveis de mercúrio.

"Isso é ruim principalmente para crianças e mulheres gestantes, porque o mercúrio é neurotóxico. Apesar de ter muito ômega 3, o atum é rico em mercúrio. Para a população em geral, o mais viável economicamente, e mais indicado, é a sardinha", disse.

Caso o peixe seja predador de espécies menores, poderá ter mais mercúrio. Outro aspecto é que existem espécies que têm pouco ômega 3, mas muito ômega 6, como a tilápia. "É claro que precisamos de ambos, mas, enquanto o ômega 3 é anti-inflamatório, o ômega 6 é pró-inflamatório, ou seja, facilita o processo inflamatório. O ideal é um balanço", explicou.

Sobre a melhor dose de ômega 3 para ser ingerida diariamente, veja a reportagem Quanto ômega-3 é necessário para evitar doenças cardiovasculares?.

Pesquisadores farão melhoramento genético de frutas amazônicas

Um projeto para fazer melhoramento genético de frutas amazônicas acaba de ter financiamento aprovado pelo governo federal. O foco inicial são o camu-camu, o taperebá e o araçá, todas frutas com alto teor de vitamina C.

Como explica o coordenador Edvan Alveso, da Embrapa, o trabalho inclui a criação de um banco de germoplasma - um pomar com diversos exemplares de cada espécie, que permitirá a seleção e cruzamento visando à criação de plantas mais apropriadas para a agricultura comercial. “Até o momento não há nada definido para técnicas de propagação (cultivo) dessas espécies. Ainda é extrativismo. Não existe um sistema de produção para essas fruteiras”, aponta.

Também será feita a análise genética dos vegetais, permitindo conhecer a variabilidade de cada espécie e, posteriormente, o emprego da biotecnologia para obter espécimes mais resistentes e produtivos.

“Conhecer a variabilidade genética é importante para o melhoramento”,

observa Alves. Segundo ele, a pesquisa é uma forma de avançar na domesticação das frutas, que hoje são exploradas ainda de forma rudimentar em comparação a outras espécies melhor dominadas pelo homem. O camu-camu, por exemplo, é encontrado na natureza com teor de vitamina C entre 2000 a 6000 miligramas por 100 gramas de fruta. Com a pesquisa, será possível ter plantas padronizadas com teor máximo da vitamina.

Outro passo fundamental da pesquisa, explica o funcionário da Embrapa, será a criação de condições para a produção de mudas em laboratório, proporcionando maior produtividade e qualidade para seu cultivo.

A adaptação das plantas aos diferentes ambientes de Roraima – floresta tropical, cerrado e áreas de transição entre ambos biomas – também será observada. Alves salienta, no entanto, que os resultados obtidos serão úteis para agricutores em toda a Amazônia.

O projeto começa a ser realizado em novembro em Boa Vista por meio de uma parceria da Embrapa Roraima e da Embrapa Amazônia Oriental com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), a Universidade Federal de Roraima, a Universidade Estadual de Roraima e a Escola Agrotécnica de Roraima.

Fonte: G1

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conheça as especificações do novo padrão Wi-Fi Direct

Os dispositivos com padrão Wi-Fi de comunicação sem fio, em breve, poderão trafegar dados entre si sem a necessidade de um hotspot ou roteador. Como na tecnologia Bluetooth, notebooks, celulares e outros gadgets que tenham circuito Wi-Fi terão uma conexão chamada Wi-Fi Direct.

Para isso, a Wi-Fi Alliance, organização que define os padrões para este tipo de comunicação wireless, prepara uma certificação (prevista para meados de 2010) para essa nova especificação de conectividade. Essa organização rege o padrão Wi-Fi desde 1999 e, qualquer fabricante que desenvolva ou aperfeiçoe o padrão Wi-Fi, deve ser certificado por ela.


Mas os dispositivos existentes irão funcionar com a nova especificação? Os recentes protocolos (802.11 a/b/g/n) serão compatíveis? Será preciso um novo hardware? A Wi-Fi Alliance divulgou um documento esclarecendo essas dúvidas em forma de simples perguntas e respostas.


O que é exatamente o programa Certified Wi-Fi Direct?
O Wi-Fi Direct vai trabalhar em velocidades típicas do padrão Wi-fi e protegido por protocolos de segurança WPA2, incluindo WMM. Apenas empresas que façam parte da Wi-Fi Alliance serão capazes de oferecer essa tecnologia embutida em seus produtos.


As especificações para o Wi-Fi Direct foram desenvolvidas no âmbito da Aliança Wi-Fi por empresas associadas. Ela opera em dispositivos com o padrão Wi-Fi 802.11 e não vai alterar nenhum protocolo padrão 802.11.


Quando estará no mercado?
A Wi-Fi Alliance espera que as empresas comecem a desenvolver e testar produtos Wi-Fi Direct no início de 2010 e começar a certificação na metade do desse mesmo ano.


Compatibilidade
O Wi-Fi Direct será capaz de fazer as conexões de dispositivo para dispositivo (ponto a ponto) com padrões 802.11 a / b / g / n certificados. O Wi-Fi Direct não requer novo hardware para funcionar. Os fabricantes poderão fornecer o software para os dispositivos tradicionais. A certificação requer que a interoperabilidade entre os dispositivos Wi-Fi Direct e dispositivos antigos seja um elemento-chave.


Qual será o desempenho?
Será o mesmo dos padrões já existentes. No caso do padrão 802.11n, as taxas de transmissão podem ultrapassar 250 Mbps (megabits por segundo) e nos padrões 802.11 a / b / g podem chegar a 54 Mbps.


Quantos dispositivos pode ser conectados?
A organização ainda não fornece um número específico, apenas informa no documento que vários computadores poderão se conectar, mas estima-se que o número de dispositivos em uma rede Wi-Fi Direct deverá ser menor que o número suportado pelos tradicionais pontos de acesso e roteadores.


Um dispositivo poderá se conectar a uma rede Wi-Fi Direct e a uma rede Wi-Fi tradicional simultaneamente?
Todos os produtos com Wi-Fi Direct poderão se conectar em uma rede Wi-Fi Direct ou em uma rede Wi-Fi tradicional. Mas nada impede que sejam desenvolvidos produtos que se conectem nas duas redes ao mesmo tempo.


Um dispositivo Wi-Fi Direct poderá usar a rede Wi-Fi tradicional para acesso a internet?
Sim. Além disso, um único computador da rede Wi-Fi Direct poderá compartilhar a conexão com outros computadores da rede Wi-Fi Direct. Quanto à segurança, o domínio da rede Wi-Fi Direct opera separadamente do domínio da rede Wi-Fi tradicional.


Esse novo padrão irá acabar com os hotspots e roteadores?
Não. A intenção do Wi-Fi Direct é fornecer um caminho mais fácil e rápido para conectar dois produtos com padrão Wi-Fi. Hotsposts e roteadores ainda serão o caminho para acessar internet.


Em qual faixa de frequência o Wi-Fi Direct irá trabalhar?
Pode operar tanto em 2,4 GHz quanto em 5 GHz. Apenas dispositivos que operam nessas faixas (em uma ou ambas) poderão ser certificados.


Como a rede Wi-Fi Direct funciona?
O padrão conecta os dispositivos usando técnica semelhante aos pontos de acesso tradicionais. Um dispositivo Wi-Fi Direct irá fornecer a conexão a outros participantes de uma rede Wi-Fi Direct no lugar de um ponto de acesso. Como foi dito, o Wi-Fi Direct não exige hardware especial em relação ao ponto de acesso Wi-Fi tradicional.


Qual dispositivo Wi-Fi Direct irá criar e gerenciar uma conexão?
Os dispositivos irão realizar uma negociação para determinar qual deles é mais adequado. Isto pode ser determinado considerando uma série de fatores, como número de conexões aceitas, capacidade da interface de usuário e serviços oferecidos. O dispositivo Wi-Fi Direct que oferece a conexão, gerencia a criação, a permissões de acesso e a desconexão de qualquer dispositivo que fizer parte da rede.


Todos os dispositivos podem iniciar uma rede Wi-Fi Direct?
Sim, mas é mais provável que os dispositivos com mais capacidade de computação irão gerenciar a rede.


Como será a segurança da rede Wi-Fi Direct?
Terão proteção de chave WPA2, mas serão gerenciados separadamente do sistema de segurança na rede baseada na AP (casa, empresa, hotspot). Isso significa que tanto o Wi-Fi Direct e as redes de infra-estrutura são protegidos, mas os usuários de uma rede tradicional não precisam de credenciais para se conectar à rede Wi-Fi Direct.


O Wi-Fi Direct vai funcionar em ambientes corporativos?
Sim, a especificação foi escrita para funcionar em empresas e abrange funções de gerenciamento importantes. Dispositivos Wi-Fi Direct serão reconhecidos nos pontos de acesso de infra-estrutura. Pontos de acesso também serão capazes de desligar os dispositivos Wi-Fi Direct e / ou configurar os seus parâmetros, incluindo o canal de operação. O Wi-Fi Direct permitirá transferência de arquivos, impressão e visualização sem a necessidade de acesso à rede da empresa, aumentando a produtividade.


Como o Wi-Fi Direct vai se diferenciar do modo Ad-hoc (conexão de dois dispositivos já existente hoje)?
O Wi-Fi Direct possui a característica de descoberta de outro dispositivo, sem a necessidade de configuração. Além disso, oferece taxa de transferência maior do que uma conexão ad-hoc e um protocolo que fará melhor gerenciamento de energia para conexão ponto a ponto, além de seguir a qualidade de serviços WMM (Wi-Fi multimídia), que trata das especificações para manipulação de arquivos.


Como será o gerenciamento de energia?
Muitos dispositivos terão controle sobre demanda. Dispositivos Wi-Fi Direct vão se apoiar no gerenciamento de energia do WMM e, além disso, a especificação também vai definir novos modos de gerenciamento de energia.


Como vai funcionar o serviço de descoberta de rede?
Como todas as tecnologias Wi-Fi, o Wi-Fi Direct cria redes baseadas em uma faixa de endereços IP distribuída entre os dispositivos. Wi-Fi direto define um novo método de pré-descoberta de associação, dando aos dispositivos Wi-Fi Direct a capacidade de descobrir os dispositivos e informações limitadas sobre os serviços antes da associação (e antes de fornecer um endereço IP). A Pré-descoberta melhora a experiência do usuário, que irão saber se um serviço desejado (impressão, por exemplo) estará disponível na rede Wi-Fi Direct antes de fazer a conexão.


Fonte: PC World

Remova o lixo escondido e que ocupa espaço em seus pendrivres

Diversos softwares, incluindo o Windows, criam ou indexam arquivos temporários nas unidades de armazenamento. Um exemplo disso é o arquivo thumbnail que o Windows cria para as imagens que são mostradas. Com os discos rígidos cada vez mais espaçosos, tais arquivos praticamente não fazem diferença. Já em um dispositivo portátil tipo pendrive, estes bytes desperdiçados podem fazer falta, dependendo da sua utilização.

Se este é o seu caso, saiba que existem utilitároi que vasculham o pendrive em busca desses arquivos. Um deles, o gratuito USBDriveFresher, localiza e apaga automaticamente tais arquivos para permitir que se mantenha o máximo possível de espaço livre.


Leia também:
>> Que tal um backup para o Windows a la Time Machine?
>> Saiba o que é e como fazer backups em imagem ISO
>> Qual o tamanho ideal para um HD externo?


As opções de configuração padrão do programa são simples, mas você pode definir suas próprias regras, se preferir. Além disso, não há muito que configurar no USBDriveFresher.


usbdrivefresher_tela.jpg


Instale, rode e, se precisar, adicione um tipo de arquivo para a extensa lista do que deve ser apagado. É possível rodar o programa manualmente, ou configurá-lo para abrir junto com o Windows. Uma opção do programa faz todo o trabalho silenciosamente ou solicita sua autorização antes de fazer a faxina.


Fonte: PC World

Brasil precisa aumentar número de satélites, diz diretor da AEB

O Brasil precisa investir mais em tecnologia espacial para aumentar o número de seus satélites de comunicação.

A afirmação foi feita Thyrso Villela, diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), evento organizado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

"Se compararmos com outros países, o Brasil possui apenas três satélites em operação, enquanto os Estados Unidos da América possuem 400, a Rússia 85 e a China 55", comparou.

Melhor plataforma de lançamento do mundo

O pesquisador comentou que o Brasil dispõe de apenas uma plataforma de lançamento, localizada na Base de Alcântara, no Maranhão. No entanto, de acordo com Villela, ela é a melhor base do mundo, devido à sua posição geográfica.

Em sua palestra ele se ocupou também em demonstrar como a tecnologia espacial está presente no cotidiano e como os satélites são essenciais para a vida moderna.

"O que vocês acham que a área espacial tem a ver com a vida de vocês?", perguntou Villela antes de demonstrar que as que dependem da área espacial todas as tecnologias ligadas às telecomunicações, como internet, telefonia celular e televisão. "Sem os satélites, essas comodidades da vida moderna não seriam possíveis".

Villela também enfatizou a importância dos satélites para o monitoramento do território, das fronteiras e da costa brasileira. "O Brasil precisa da área espacial. Não é apenas uma aventura, nós precisamos dela," destacou.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia foi encerrada neste final de semana. Pela tenda armada na Esplanada dos Ministérios e pelos demais eventos que ocorreram em outras partes do país, o governo estima que passaram cerca de 100 mil pessoas.

A semana contou com mais de 22 mil eventos cadastrados, em ações em todo o País. Participaram do evento cerca de 650 instituições espalhadas por mais de 430 municípios.

Em 2008, foram realizadas 10.859 atividades, em 445 cidades e com a participação de aproximadamente 755 instituições de ensino e pesquisa e entidades diversas em todo o País.

Neste ano, a sexta edição da SNCT teve como tema Ciência no Brasil e homenageou os 300 anos do primeiro voo de balão de ar quente, uma iniciativa do padre Bartolomeu de Gusmão .

Também foram comemorados o centenário da educação profissional e tecnológica e a descoberta do mal de Chagas pelo sanitarista Carlos Chagas e os 150 anos de nascimento do naturalista suíço Emílio Goeldi, que dá nome a uma das principais instituições de pesquisa do país, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Museu Emílio Goeldi, no Pará.