quarta-feira, 22 de junho de 2011

Buraco na nuvem: Falha no Dropbox permite acesso sem senha

O popular serviço de armazenamento de arquivos na nuvem Dropbox permitiu por algumas horas que qualquer um tivesse acesso às contas de usuários do serviço, sem a necessidade de senhas.

A falha grave foi confirmada pela empresa. Segundo a companhia, ainda não se sabe exatamente quantos usuários foram afetados pelo problema.

Em um comunicado, a companhia disse que “durante quatro horas no dia 20/6, uma falha em seu sistema de autenticação pode ter permitido que alguns usuários tenham se conectado sem a senha correta”.

E continua: “um número muito pequeno de usuários (menos de 1%) se conectaram durante esse período”. De acordo com o serviço, como precaução, foram encerradas todas as conexões realizadas nesse horário. A companhia está investigando as causa do bug.

Esta não é a primeira vez que o Dropbox enfrenta problemas de acesso indevido. Em abril, um pesquisador de segurança apontou uma brecha que permitia o acesso a pastas e até a sincronização de dados em contas de outros usuários.

Segundo a empresa de segurança Tenable Network Security, o serviço não é uma opção segura. Ela recomenda que ele seja utilizado apenas para arquivos criptografados.

Fonte: IDG Now!

Brechas em software industrial chinês podem facilitar ciberataque

Duas vulnerabilidades encontradas em um sistema de controle industrial desenvolvido na China e usado mundialmente poderia permitir que fosse atacado remotamente por hackers, de acordo com o informativo emitido na quinta-feira (17/6) pela agência americana Industrial Control Systems Cyber Emergency Response Team (ICS-CERT).

As falhas foram encontradas em dois produtos da Sunway Force Control Technology, fornecedora de software tipo SCADA (supervisão de controle e aquisição de dados, na sigla em inglês) para indústrias de diversas áreas, como defesa, petroquímica, energia, água e manufatura, afirmou a agência.

Os produtos da Sunway são muito usados na China, mas também estão presentes nas Américas, na Ásia e na África. Entre os riscos possíveis estão ataques de negação de serviço ou a exploração remota do código nos servidores ForceControl 6.1 e pNetPower AngelServer. Ambas as vulnerabilidades foram encontradas por Dillon Beresford, que trabalha na empresa de testes de segurança NSS Labs.

A Sunway disponibilizou correções para as falhas em 20/5 e agradeceu Beresford por sua pesquisa. O ICS-CERT afirmou que não existem tentativas de ataque conhecidas, mas especialistas em segurança recomendam a atualização do sistema o mais rápido possível.

O ICS-CERT acrescentou que é improvável que alguém construa um código que explore esses dois problemas e que o hacker precisaria ter habilidades de nível “intermediário” para conseguir isso.

Softwares do tipo SCADA tem atraído a atenção de pesquisadores de segurança, já que não são feitas auditorias rigorosas de segurança apesar de gerenciar infraestruturas ou processos de fabricação críticos. Os sistemas SCADA estão cada vez mais conectados à Internet, o que aumenta a possibilidade de hackers realizarem um ciberataque.

Em 2010, pesquisadores descobriram um worm altamente sofisticado chamado Stuxnet que mais tarde foi encontrado no software de controle industrial da Siemens, o WinCC. Ao redor do mundo, acredita-se que o Stuxnet tenha sido criado para prejudicar o programa nuclear do Irã.

Fonte: IDG Now!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Rodas voadoras deixam carros híbridos mais leves

A próxima geração de carros híbridos pode receber um impulso de uma tecnologia antiga, mas que vem amadurecendo aos poucos - as rodas voadoras, ou flywheels.

Substituindo as pesadas baterias dos veículos elétricos híbridos por uma roda voadora leve, e que usa uma nova técnica de engrenagens magnéticas, uma empresa britânica afirma que é possível alcançar a mesma economia de combustível a um custo muito menor.

Rodas voadoras

Uma flywheel é um meio muito mais eficiente de armazenamento de energia do que uma bateria.

Girando no vácuo, ela perde apenas entre 5 e 10 por cento da energia que recebe, conseguindo reverter todo o restante para uso, enquanto uma bateria de última geração chega a perde 20% de sua energia em seus processos químicos internos.

A nova roda voadora, chamado Kinergy, fabricada pela empresa Ricardo, começará a ser testada em ônibus a partir desta semana. A expectativa é de uma economia de combustível de 13% em relação aos ônibus híbridos que armazenam a energia em baterias.

O armazenamento de energia em ônibus e trens usando flywheels vem sendo testado há décadas. Mas os dispositivos fabricados até hoje têm-se mostrado muito grandes e pesados para serem práticos.

60.000 rpm

Agora, os engenheiros da Ricardo construíram uma roda voadora com apenas 23 centímetros de diâmetro e pesando apenas 4,5 quilogramas - mas com uma capacidade de fornecer 30 kilowatts de potência para a transmissão de um veículo.

A Kinergy usa um volante de fibra de carbono girando a até 60.000 rotações por minuto para armazenar energia recuperada a partir do motor e da frenagem.

Esta velocidade só pode ser alcançada porque o volante central da flywheel gira no vácuo - a resistência do ar e o calor gerado pelo atrito simplesmente destruiriam o volante.

Acoplamento magnético

Outro ponto crítico de uma roda voadora é o ponto de contato do eixo - os engenheiros usaram um sistema de acoplamento magnético em que o eixo principal da flywheel se apoia sem nenhum contato mecânico.

Um conjunto de poderosos ímãs permanentes é incorporado no eixo do volante e outro conjunto é montado em um eixo externo.

No meio, um anel de segmentos de aço interfere com os campos magnéticos de tal forma que, quando um eixo gira, o outro gira a uma velocidade diferente.

Com uma redução de rotação de 10 para 1, apesar da altíssima velocidade do volante principal, o sistema pode ser acoplado a uma transmissão convencional de um veículo.

Competidores

A Ricardo não está sozinha nesse campo.

A Volvo anunciou na semana passada que também está desenvolvendo carros híbridos que usam rodas voadoras, com uma economia de combustível de até 20%.

Alguns carros de Fórmula 1 também já usam flywheels em seu sistema KERS.

Células vivas criam "manto da invisibilidade" para medicamentos

A busca por melhores formas de encapsular os medicamentos para que eles possam atingir as partes doentes do corpo tem levado os cientistas a desenvolver várias estratégias para que o organismo não rejeite o carregador e impeça que o medicamento chegue ao seu destino.

O Dr. Dayang Wang e seus colegas do Instituto Max Planck, na Alemanha, afirmam ter criado agora um verdadeiro "manto da invisibilidade biológico".

Em vez de nanopartículas e revestimentos biocompatíveis, eles decidiram usar células humanas vivas para revestir e proteger suas nanocápsulas.

As biocápsulas aparecem então para o corpo como virtualmente "naturais", ou seja, pertencentes ao próprio organismo, o que inibe qualquer processo de rejeição ou de efeitos colaterais causados pelas substâncias presentes no próprio carreador.

Revestimentos biocompatíveis

As nanocápsulas, totalmente envoltas por células vivas, possuem microcanais para a liberação das drogas ou de agentes de diagnóstico.

Até agora, a técnica mais eficiente para a criação de superfícies biocompatíveis consiste na aplicação de um polímero protetor, o polietileno glicol, ou PEG.

Embora fazendo avançar as pesquisas com nanocarreadores mesmo em organismos vivos, esses revestimentos sintéticos não conseguem escapar da ação dos macrófagos ou do sistema renal, podendo também aumentar o risco de efeitos colaterais químicos.

"As membranas celulares oferecem uma abordagem genérica e muito mais natural para os desafios de encapsulamento e entrega in vivo," escrevem os pesquisadores.

É por isso que Wang e seus colegas chamaram sua técnica de "manto da invisibilidade biológico".

É como se o revestimento mantivesse a nanocápsula "invisível" ao sistema de defesa do organismo.

Com isso, o sistema consegue manter as substâncias no organismo por muito mais tempo, um tempo suficiente para que elas atinjam seu alvo e cumpram seu papel terapêutico ou de análise.

Biocompatibilidade

A biocompatibilidade é de suma importância para a entrega de medicamentos, para a marcação de tumores para que eles apareçam nas imagens médicas e na aplicação in vivo de biossondas nanométricas.

"Aqui aproveitamos pela primeira vez células vivas como 'fábricas' para produzir membranas celulares em cápsulas para o armazenamento e entrega de medicamentos, nanopartículas, e outros biomarcadores," escrevem os pesquisadores.

"Além disso, demonstramos que os canais protéicos incorporados nas novas cápsulas podem ser utilizados para a liberação controlada dos reagentes encapsulados," concluem eles.

Avião hipersônico transforma viagem em turismo espacial

Poucos dias depois que a Airbus apresentou seu conceito futurista de avião, sua controladora, a EADS, apresentou o conceito de um avião hipersônico.

Embora lembre muito o Concorde, a ideia é de voos mais altos.

Capaz de voar a até 32 km de altitude, o avião hipersônico pretende dar um gostinho de turismo espacial aos seus passageiros.

Como a aceleração máxima do avião não passará de 1,2 G, os passageiros não precisarão dos treinamentos exigidos por empresas como a Virgin Galactic - como a nave SpaceShip superará os 100 km de altitude, os viajantes estarão mais para astronautas do que para passageiros de avião.

A Lynx também pretende levar turistas espaciais saindo de um aeroporto comum, levando apenas um passageiro de cada vez e atingindo até 62 km de altitude.

Avião hipersônico

O conceito de avião hipersônico da EADS chama-se ZEHST - Zero Emission High Speed Transport, transporte de alta velocidade com emissão zero.

O avião decolará de um aeroporto comum, levando entre 50 e 100 passageiros, usando turbinas comuns.

Em uma segunda etapa da ascensão, serão ligados motores-foguetes, que levarão o ZEHST até 32 km de altitude.

Nesse ponto, onde as turbinas já estarão desligadas - o ar é rarefeito demais para que elas funcionem - e o motor-foguete já terá consumido o seu combustível, entrarão em ação motores estatojato, que manterão o avião acima de Mach 4, ou quatro vezes a velocidade do som.

A aproximação final do pouso será feita com o ZEHST planando, como fazem os ônibus espaciais. A uma determinada altitude as turbinas serão religadas para que o pouso seja feito de forma normal.

A EADS anunciou que deverá ter um protótipo funcional do ZEHST em escala reduzida em 2020. Voos comerciais não são esperados antes de 2050.

Zero emissão

Ao contrário do Concorde, que consumia combustível demais e fazia barulho excessivo, o ZEHST leva o termo "emissão zero" estampado no próprio nome.

Turbinas e motores-foguetes estão longe de qualquer coisa como emissão zero, mas os engenheiros esperam diminuir sua pegada de carbono alimentando as turbinas com bioquerosene de aviação e os motores-foguete com hidrogênio e oxigênio.

Mas os ganhos virão sobretudo em relação ao barulho.

Ao ultrapassar a velocidade do som, os aviões geram um estrondo conhecido como "boom sônico" - o barulho é tão alto que o Concorde só podia ultrapassar a velocidade do som quando estava voando sobre o oceano, sob risco de quebrar vidros e janelas e causar acidentes no solo.

Como voará muito mais alto, os projetistas do ZEHST afirmam que ele não emitirá o desconfortável estrondo.

Em guerra com autoridades, LulzSec 'entrega' suspeitos ao FBI

No meio da guerra declarada que o LulzSec está envolvido, tiros estão voando para todos os lados. O grupo hacker, envolvido em ataques a várias empresas, divulgou um comunicado há pouco "entregando", segundo eles, dois cibercriminosos ao FBI. "Esses idiotas ficaram a noite toda nos pedindo perdão após terem vazado dados de alguns de nossos afiliados. Não há perdão no Lulz", diz o texto.

De acordo com o texto, Marshal Webb (codenome m_nerva), envolvido na quebra do código do jogo DeusEX e "incontáveis outros cibercrimes" tentou delatar membros do grupo, e agora está tentando fugir dos EUA. "Vão atrás deles", diz o comunicado. Outro possível cracker "dedurado" pelo grupo é Michael Dean Major (codenome Hann).

Em ambos os casos, o grupo publicou endereço e fotos dos acusados.

Fonte: IDG Now!

Opinião: Por que o reconhecimento facial do Facebook é uma ameaça?

No fim deste ano, a população mundial deve chegar aos 7 bilhões. É um número enorme, mas não é nada se comprado com os quase 100 bilhões de fotos que o Facebook informou armazenar em seus servidores.

Os usuários da maior rede social do momento estão compartilhando compulsivamente imagens e o Facebook está feliz em aumentar sua base de dados.

Em dezembro de 2010, um pequeno grupo de usuários testou o recurso de reconhecimento facial do Facebook, mas no começo deste mês ele se tornou disponível para todos os internautas da rede nos Estados Unidos. A função parece inofensiva: sugerir tags para fotos compartilhadas baseando-se nos registros obtidos nos envios anteriores.

Isso não é inofensivo - é assustador.

Nem preciso ir ao fundo do poço com histórias assustadoras sobre o reconhecimento facial. Imagine: um cara vê uma mulher em um bar que ele acha que ela é bonita, tira uma foto com sua câmera de celular, e antes que você perceba, ele sabe quem ela é, onde vive e tudo o que ela pode ter compartilhado no Facebook - ou que seus amigos podem ter compartilhado sobre ela.

Não funciona assim. Nem você poderá entrar na Internet, clicar em uma foto aleatória e descobrir a identidade de qualquer um.

Então qual é o problema? Confiança. O Facebook não conseguiu isso. Há um enorme potencial para uso indevido das informações do recurso de reconhecimento facial e a rede social tem um longo histórico de usar indevidamente todos os tipos de informação.

Abuso de privacidade

O gigante das redes sociais nos enganou várias vezes, expondo alegremente informações privadas de usuários para qualquer anunciante que se interesse. É um drama cansado. Eles erram, são pegos, a mídia tem um surto, aí sim vem o pedido de desculpas.

E o ciclo recomeça, como aconteceu no ano passado, quando o Wall Street journal descobriu que não é apenas o Facebook que está coletando dados pessoais, mas os desenvolvedores de sua plataforma também. Esses dados - alguns responsáveis foram identificados - eram compartilhados com anunciantes e empresas de monitoramento de Internet. E o pacote incluída até mesmo informações de usuários que haviam habilitado a opção de privacidade na rede.

Por que o Facebook faria uma coisa dessas? Em uma palavra: dinheiro. Há uma relação de incríveis benefícios mútuos entre a rede social e os maiores desenvolvedores de aplicativos. Os apps tornam o uso da rede muito mais atrativo, de fato a proliferação de add-ons legais propulsionou o Facebook no passado, assim como o MySpace. E sem a rede social, os desenvolvedores estariam perdidos. Todos têm um incentivo para simplesmente se darrem bem e continuarem arrecadando dinheiro.

E, claro, há a questão interminável de configurações de privacidade do Facebook. De tempos em tempos, percebemos que algum dado está compartilhado pela configuração padrão da rede, o que quer dizer que a função que você habilitou, foi desarmada e as informações que você não queria compartilhar são exibidas explicitamente. Isso é exatamente o que está acontecendo com reconhecimento facial. O Facebook automaticamente escolheu por você, o que significa que seus amigos vão ver as sugestões de fotos para marcar você nos alguns deles, a menos que você mude a configuração.

Mesmo que o Facebook lidasse melhor com as informações de usuários, seu banco de dados é sucetível a ciberataques, considerando como parecem ser frágeis até mesmo a segurança de instituições financeiras como o Citigroup. Além disso há a questão da aplicação da lei. É muitos simples para federais e até mesmo a polícia local conseguir todos os tipos de registros que pensava que eram privados ou impossíveis de encontrar. Autoridades federais, por exemplo, pegaram dados de localização colhidos em torres de telefonia celular há algum tempo sem obter um ordem judicial.

Como eu disse, o Facebook não permite identificar informações de uma pessoa aleatória, com base na aparência. Mas isso não significa que não possa ser feito. Na verdade, Londres tem milhares de câmeras de vigilância espalhadas pela cidade e os policiais já encontraram maneiras de identificar rostos em multidões.

Mesmo admitindo que nada de repreensível seja feito com esses dados, mas e os governos estrangeiros? Lembre-se, o Facebook tem milhões de usuários ao redor do mundo. Será que agentes de Hosni Mubarak não gostariam de ter acesso às fotos de vigilância para montar um banco de dados e obter nomes de manifestantes na Praça do Cairo Tahir?

Fonte: IDG Now!