segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pílulas inteligentes mostram sua saúde no celular

Estão chegando ao mercado as primeiras "pílulas inteligentes".

A empresa Proteus Biomedical, dos Estados Unidos, anunciou o início da comercialização do seu "produto de saúde digital".

Inicialmente, o comprimido eletrônico começará a ser vendido no Reino Unido, a partir de Setembro.

O que diferencia o chamado comprimido inteligente das cápsulas comuns é que ele contém um chip capaz de monitorar o uso do medicamento e outros indicadores da saúde do paciente.

Uso correto dos medicamentos

Usar adequadamente os medicamentos não é uma questão trivial, sobretudo em condições como a tuberculose, cujo tratamento envolve o desenvolvimento de resistência aos antibióticos, caso a receita não seja seguida até o fim.

A pílula inteligente, chamada Helius, possui sensores que são fabricados no mesmo processo que as cápsulas, no interior das quais vai o medicamento propriamente dito.

Segundo Andrew Thompson, presidente da Proteus, o equipamento foi testado em "centenas de pacientes em várias áreas terapêuticas. Ele foi testado em tuberculose, saúde mental, problemas cardíacos, hipertensão e diabetes".

Comprimido digital

Os sensores a bordo dos comprimidos inteligentes são ativados pelo ácido estomacal.

A energia necessária para fazê-los funcionar é gerada da mesma forma que os experimentos feitos em aulas de ciência, onde dois eletrodos de metal são enfiados em uma batata para produzir eletricidade.

Os eletrodos de metal do sensor são pequenas quantidades de cobre e magnésio.

Saúde no celular

Segundo Thompson, o sinal digital captado pelos sensores é detectado por um pequeno receptor, que precisa ser colocado sobre a pele do paciente, como se fosse um curativo.

Esse receptor funciona também como um sensor adicional, monitorando os batimentos cardíacos, a respiração e a temperatura corporal.

As informações como um todo são transmitidas para o telefone celular do paciente.

Computadores realmente melhoram rendimento de alunos

Quase todas as escolas se vangloriam de oferecer um computador por aluno.

Mas será que a informática está realmente ajudando a melhorar a educação e o aprendizado dos alunos.

Definitivamente sim, afirmam cientistas da Universidade de Concórdia, no Canadá.

Conteúdo e assimilação

O grupo realizou a mais exaustiva pesquisa sobre o assunto já feita até hoje, fazendo uma retrospectiva de 40 anos sobre o impacto da tecnologia nas salas de aula.

Rana Tamim e seus colegas reuniram dados de 60.000 estudantes, do ensino fundamental à universidade, comparando o aproveitamento nas classes que usaram computadores com classes tradicionais, que não usaram a tecnologia.

Os resultados sugerem que a tecnologia melhora o conteúdo oferecido e dá suporte a uma melhor assimilação desse conteúdo por parte do aluno.

Nas classes onde os computadores foram usados para apoiar o ensino, a tecnologia teve um impacto positivo de pequeno a moderado, tanto sobre o aprendizado quanto sobre a atitude dos alunos.

"Nós deduzimos que o impacto será maior se observarmos durante toda a experiência educacional de um aluno," diz o professor Richard Schmid, coautor do estudo.

Pensamento crítico

Os cientistas descobriram que a tecnologia funciona melhor quando os estudantes são encorajados a pensar criticamente e a se comunicar de forma efetiva.

"Uma simples apresentação de PowerPoint provavelmente não vai melhorar a experiência do aprendizado," diz Schmid.

No prosseguimento da pesquisa, os cientistas planejam avaliar quais tecnologias funcionam melhor para quais matérias.

Nova técnica de fertilização usa DNA de duas mães e um pai

Cientistas dizem estar preparados para fazer uma reprodução assistida onde um bebê terá três pais - provavelmente duas mães e um pai.

A técnica substitui material genético defeituoso no óvulo para eliminar doenças raras presentes na mitocôndria, um componente celular que tem a presença de material genético.

Embora raras, essas síndromes podem causar a morte prematura das crianças.

Para isso, é necessário coletar material genético de uma terceira pessoa, além dos pais.

O que você acham?

A nova técnica de fertilização in vitro é tão polêmica que o governo britânico decidiu levar o assunto para discussão pública.

O governo afirma que a aprovação ou não da "fertilização in vitro de três pessoas" vai depender do que a sociedade disser.

O método atualmente é usado apenas em pesquisas, mas agora os médicos afirmam estar prontos para aplicá-lo em humanos.

DNA mitocondrial

A mitocôndria é considerada a usina de energia das células.

Como os núcleos das células, a mitocôndria contém DNA, ainda que em pequenas quantidades.

Em média, 1 em cada 5.000 bebês nasce com problemas hereditários em seu DNA mitocondrial.

A proposta da nova técnica é eliminar esses problemas genéticos substituindo a mitocôndria defeituosa.

A técnica consiste no uso de dois óvulos - um da mãe do feto e outro de uma doadora. O núcleo do óvulo doado é removido e substituído pelo núcleo do óvulo da mãe.

Em princípio, o embrião resultante teria uma mitocôndria saudável, sem o problema genético da mãe.

Fonte: BBC

Quatro dicas para manter sua conta do Facebook protegida

Em dezembro do ano passado, o perfil do próprio fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, foi invadido. Dezenas de fotos pessoais foram compartilhadas no site Imgur, com a seguinte legenda: “Está na hora de corrigir essas falhas de segurança”.

A rede social, mais tarde, confirmou o problema, mas defendeu que ele só existiu por um curto espaço de tempo e que já fora corrigido. A polêmica surgiu uma semana após a empresa chegar a um acordo com o governo dos Estados Unidos quanto às configurações de privacidade da plataforma.

O fim de ano, portanto, não foi agradável para o Facebook, mas, segundo Mike Geide, pesquisador de segurança da Zscaler ThereatLabZ, em 2011 a segurança do portal foi bastante modificada, embora, certamente, “ainda haja espaço para melhorias”.

“Os hackers estão ficando promovendo ataques cada vez mais sofisticados”, afirma. “Credenciais roubadas do Facebook são vendidas a um preço alto no submundo, tal qual endereços de e-mails”.

À medida que os cibercriminosos melhoram suas táticas, os usuários também precisam aumentar suas precauções. Para garantir a segurança de suas contas e, consequentemente das informações pessoais que elas possuem, falhas de julgamento não podem ocorrer. A seguir, veja quatro importantes recomendações para não cair em armadilhas.

Criptografia SSL

No passado, o Facebook só utilizava o HTTPS – protocolo mais seguro que o tradicional HTTP – na página em que se preenchia nome de usuário e senha. Trata-se de um procedimento semelhantes às das lojas online. Basta notar que sempre que você vai acessar sua conta, um pequeno cadeado aparece na extremidade do navegador.

Agora, porém, a rede social aplica a criptografia SSL a todas as partes de sua plataforma e, principalmente se você tiver o costume de utilizá-la em computadores públicos, o recurso é bastante útil.

Para ativá-lo, visite as configurações de sua conta e selecione “Segurança” à esquerda. Você verá se a “Navegação segura” está habilitada ou não. Clique em “Editar” para ligá-la.

Saiba, porém, que páginas criptografadas demoram mais para abrir e que alguns aplicativos não a suportam. De qualquer forma, vale a pena pelo menor testar o recurso, já que ele aumenta consideravelmente a proteção sobre seus dados.

Facebook now applies SSL encryption to all browsing done on the site, and it is strongly recommended if you use public computers or access points, such as at coffee shops, airports or libraries.

Cuidado com o que compartilha

As informações que você deixa visíveis no seu perfil podem parecer inofensivas, mas são ótimas dicas para hackers. Veja, por exemplo, a data de seu aniversário: em muitos casos, lembra Geide, ela é perguntada ao usuário quando ele solicita reenvio da senha. Deixá-la visível representa, sim, um risco.

O especialista também recomenda ao usuário desabilitar o recurso que permite a ele e seus amigos fazerem check-ins em lugares. Para isso, vá até “Configurações de privacidade” e selecione “Editar” na opção “Como funcionam as marcações”. Desligue a última caixa.

A questão, de acordo com Geide, é que hackers utilizam os lugares em que você esteve para formular golpes. Podem, por exemplo, enviar uma mensagem lembrando uma conferência em que você esteve a fim de convencê-lo a clicar em um link malicioso.

Use aplicativos e games com moderação

No passado, aplicativos maliciosos encheram o Facebook de spam e invadiram muitas contas. Desde então, rede social criou protocolos de segurança de modo a evitar que pragas como essas se espalhassem.

Uma das boas ferramentas para aumentar sua proteção é ir até a aba “Segurança” nas configurações da conta e clicar em “Senha de aplicativos”. Lá, você conseguirá códigos exclusivos para os programas que utiliza, assim você não terá que utilizá-los com sua conta da rede social.

Geide também recomenda que o usuário verifique com atenção as permissões que cada aplicativo solicita. Especialmente os que pedem autorização para escrever nos murais de amigos, pois isso serve para propagar um suposto golpe. Atenção também com os dados a que eles pedem acesso, como fotos ou mensagens a amigos.

“Pense sobre as expectativas que você tem em relação ao aplicativo”, sugere o pesquisador. “Se o nível de acesso requerido não for necessário para seu devido funcionamento, há a possibilidade de que ele faça algo que prefere não informar”.

Saia de sessão quando terminar

Quando terminar de usar a rede social tenha a certeza de que você fez o log off. “Isso serve como precaução contra pragas, como “likejacking”, que acessam contas que estejam abertas do Facebook”.

Likejacking é um tipo de clickjacking. Ele induz o internauta a clicar e um link que, automaticamente, é compartilhado em sua página na rede, como se ele tivesse o curtido. Esse golpe é comum na rede social e, por vezes, é fácil identifica-lo ao perceber que inúmeras pessoas estão curtindo a mesma coisa – um vídeo suspeito, por exemplo.

Caso você se esqueça de sair da sessão em um computador, uma boa solução é fazê-lo remotamente. Vá até a aba segurança novamente e selecione “Sessões Ativas”. Você verá em que máquinas seu perfil está ativo. Clique nas que gostaria de sair.

Fonte: IDG Now!

Saiba como proteger seu PC usando uma 'sandbox'

Se vírus e malware são um problema constante, ou se você teme que seu antivírus não seja o suficiente, você pode adicionar uma camada extra de segurança ao seu PC usando um aplicativo para criar uma “caixa de areia” (sandbox, em inglês). Um conjunto de aplicativos propriamente isolados pode protegê-lo de malware que passa desapercebido pelos antivírus, mantendo seu PC e suas informações pessoais mais seguros enquanto você faz compras online ou visita sites potencialmente suspeitos.

Sandboxing é uma forma de virtualização de software que permite que programas e processos rodem em um ambiente isolado do restante do sistema. Sob este regime, os programas tem acesso limitado aos seus arquivos e ao restante do sistema, e não podem fazer mudanças permanentes. Ou seja, tudo o que acontece em uma sandbox fica dentro dela.

Existem aplicativos dedicados à implementação desta técnica, mas alguns programas antivírus também trazem este recurso. Explorarei as duas opções neste artigo. Os detalhes variam entre os programas, mas estes são alguns dos usos comuns:

Rodar automaticamente ou manualmente um programa desconhecido em uma sandbox, como proteção caso ele contenha vírus, spyware ou malware.
Rodar o navegador dentro de uma sandbox para se prevenir contra danos causados por possíveis infecções enquanto você navega, que é a origem mais comum do malware.
Rodar o navegador dentro de uma sandbox para impedir malware que eventualmente esteja alojado em seu computador de capturar seus dados de login ou detalhes de pagamento em bancos e sites de compras.

A maioria das ferramentas para sandboxing, como as que discutiremos aqui, pode rodar programas dentro da sandbox ao mesmo tempo em que outros programas do Windows. De forma geral, um programa executado dentro de uma sandbox tem a mesma aparência de um programa “normal”. Entretanto, algumas outras ferramentas exigem a carga de um ambiente separado e tem um visual e comportamento diferentes, e podem até mesmo exigir que você reinicie seu PC ao fim da seção.

Criando uma caixa de areia com o Comodo Internet Security

O Comodo Internet Security (CIS) é um pacote de ferramentas de segurança gratuito para usso pessoal e profissional. Além de um antivírus e firewall, ele também permite o sandboxing automático ou manual.

O CIS detecta automaticamente executáveis “não confiáveis” e os executa em um ambiente virtualizado. Mas você também pode rodar manualmente qualquer programa em uma sandbox, basta indicá-lo na janela principal do CIS, na aba Defense+.

Uma alternativa é clicar com o botão direito sobre o ícone do programa em qualquer lugar no Windows e escolher a opção “Run in COMODO Sandbox”. Mas esta opção não aparece quando você clica em um atalho para o programa, apenas quando você clica no executável, o que pode ser um incômodo.

O recurso de sandboxing no CIS é melhor para proteção automática, ou para a execução manual de um aplicativo suspeito. Se você quer colocar seu navegador em uma caixa de areia, considere um utilitário como o Avast ou Sandboxie, que discutiremos a seguir.

Leia mais clicando AQUI.

Fonte: IDG Now!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Solução para geladeiras verdes estava no micro-ondas

Os materiais termoelétricos são as grandes promessas para a criação de geladeiras de estado sólido e aparelhos de ar condicionado tão finos quanto uma TV de LED.

Materiais termoelétricos convertem eletricidade em uma ampla gama de temperaturas - do muito quente até o gelado.

Refrigeração térmica transforma calor em frio ou em eletricidade

Embora já existam geladeiras baseadas nesse princípio há décadas, elas são pequenas e ineficientes, não conseguindo concorrer com os sistemas de refrigeração baseados em motores e compressores.

Isso acontece porque os materiais termoelétricos disponíveis hoje são caros, por serem difíceis de fabricar em grandes quantidades, além de não possuírem uma combinação adequada de propriedades termais e elétricas.

Mas a solução já estava na própria cozinha - mais especificamente, em um forno de micro-ondas comum.

Receita termoelétrica

Engenheiros do Instituto Politécnico Rensselaer, nos Estados Unidos, descobriram uma técnica para criar materiais termoelétricos nanoestruturados que são muito mais eficientes e podem ser fabricados em grandes quantidades, potencialmente baixando seu custo.

A chave da descoberta está em uma técnica muito usada na microeletrônica, chamada dopagem, que consiste na adição de uma substância-traço em outra substância hospedeira.

Depois de adicionar pequenas quantidades de enxofre ao seu material, os pesquisadores puseram-no para cozinhar por alguns minutos em um forno de micro-ondas comum.

A receita fica pronta na forma de aglomerados do tamanho de ervilhas, com propriedades termoelétricas superiores às dos materiais atuais, que são muito mais difíceis de fabricar.

"Nossa descoberta tem verdadeiramente potencial para transformar a paisagem tecnológica da refrigeração, com um impacto real sobre nossas vidas," comemora Ganpati Ramanath, coordenador da pesquisa.

Além de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, a nova tecnologia poderá ser usada para resfriar processadores de computador.

EUA podem ter derrubado sonda russa que iria a Marte

Tudo começou com alegações de sabotagem, feitas por Vladimir Popovkin, presidente da agência espacial russa.

"As falhas frequentes de nossos lançamentos espaciais, que ocorrem em um momento quando eles estão voando sobre uma parte da Terra que não é visível da Rússia, onde nós não podemos ver as espaçonaves e não recebemos informações da telemetria, não estão claras para nós," afirmou ele.

"Nós não queremos acusar ninguém, mas já existem dispositivos muito poderosos capazes de influenciar as espaçonaves. A possibilidade de que eles tenham sido usados não pode ser descartada," completou.

Radar culpado

A até então bizarra sugestão de que os EUA teriam danificado a sonda espacial russa Phobos-Grunt, provocando seu mau funcionamento e sua queda, agora se transformou em uma alegação um pouco menos estranha.

Um jornal russo informou que um radar de uma base militar dos EUA pode ter acidentalmente danificado a sonda, levando à sua perda.

A nave, lançada em 9 de novembro com o objetivo de buscar amostras de solo da superfície da maior lua de Marte, Fobos, misteriosamente não conseguiu disparar o último estágio do seu foguete, ficando encalhada na órbita da Terra até sua reentrada na atmosfera, no domingo.

Mas quão plausível é a sugestão de que um radar seja o culpado pelo fracasso da sonda?

Qual é a acusação?

Nesta terça-feira, o jornal russo Kommersant citou uma fonte não identificada que afirmou que estão sendo realizados testes na Rússia para determinar se feixes de radar emitidos a partir de uma base militar dos EUA poderiam ter causado uma falha no sistema de energia da Phobos-Grunt, o que impediu seus motores de disparar.

Quais feixes de radar?

A fonte não identificada aponta o dedo para a estação de radar militar dos Estados Unidos no atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, no Pacífico.

No momento do mau funcionamento da Phobos-Grunt, a fonte diz que a estação estava usando o seu radar para refletir sinais de asteroides, uma técnica padrão para produzir imagens de asteroides e medir suas distâncias.

Assim, qualquer dano infligido pelos EUA à Phobos-Grunt pode ter sido acidental, e não sabotagem, como havia sido sugerido anteriormente por Popovkin.

É possível que um radar danifique uma nave como a Phobos-Grunt?

De acordo com Boris Smeds, um ex-engenheiro de rádio da ESA (Agência Espacial Europeia), é altamente improvável.

Comunicações no espaço profundo, como as que se esperaria que a Phobos-Grunt usasse, usam frequências diferentes das frequências dos radares de observação do espaço, e receptores de naves espaciais são construídos para filtrar frequências indesejadas.

É apenas concebível que um receptor de rádio com filtros ruins na Phobos-Grunt tenha sido danificado por um feixe de radar da base militar dos EUA, mas é difícil imaginar como o dano poderia afetar o sistema de energia da nave.

Outras possibilidades para a culpa ser do radar

Smeds admite que um feixe de radar poderia interferir com a recepção de rádio, deixando uma nave espacial temporariamente "surda".

Ainda assim, o disparo do estágio superior da Phobos-Grunt deveria ser automático, pré-programado na nave espacial antes do lançamento, não dependendo da recepção de um sinal de rádio.

Será que algum dia vamos saber o que aconteceu com a Phobos-Grunt?

Yuri Koptev, presidente do conselho científico e técnico da Russian Technologies State Corporation e um ex-chefe da agência espacial russa, está presidindo uma investigação sobre a falha.

Os resultados deverão ser divulgados em 26 de Janeiro, e deverão ser submetidos a um pesado escrutínio.

A questão tornou-se politicamente tensa quando o presidente russo, Dmitry Medvedev, disse aos jornalistas no final de novembro que encargos financeiros, disciplinares, ou mesmo medidas criminais, poderiam ser usados para punir os responsáveis pelos fracassos recentes da Rússia no espaço.

Onde caiu?

Enquanto isso, as equipes de monitoramento ainda estão trabalhando para descobrir se a Phobos-Grunt atingiu a superfície, e se sim, onde.

As previsões iniciais da agência espacial russa afirmavam que a sonda cairia no Atlântico, a meio caminho entre o Brasil e a Europa.

Mas a reentrada deu-se mais de mil quilômetros a oeste do Chile, o que significa que destroços podem ter atingido qualquer ponto ao longo da América do Sul.