quarta-feira, 18 de julho de 2012

Substância natural produz protetor solar fotoativo

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP estão estudando um fotoprotetor inédito, com vários benefícios em relação aos protetores solares vendidos no comércio.

O novo produto oferece mais proteção solar e tem ação antioxidante, tendo em sua composição a substância natural rutina.

A rutina é encontrada em árvores de pequeno e médio porte nas regiões brasileiras do cerrado e da caatinga. A substância também está presente na cebola, na uva e no vinho tinto.

Já utilizada como antioxidante, a rutina também previne contra danos dos raios ultravioletas.

Flavonoide

"A rutina é um flavonoide , tradicionalmente utilizado como antioxidante e vasoprotetor, que eleva o tônus venoso e reduz a hipermeabilidade capilar e a formação de edemas. Ela também atua na prevenção dos danos causados pela radiação ultravioleta," explica o professor André Baby.

Os resultados indicam que o flavonoide teve a tendência de não penetrar o estrato córneo da epiderme, mantendo-se na superfície da pele.

Isto levou os pesquisadores a usar a rutina como adjuvante dos sistemas de protetores solares, já que ela apresenta estrutura química semelhante à dos filtros solares comerciais, e tende a não ser absorvida pela pele.

Protetores solares fotoativos

De acordo com o professor Baby, as propriedades da rutina identificadas por ele e seus colegas contribuíram fortemente para sua aplicação em protetores solares denominados protetores fotoativos.

"Eles apresentarem vantagens significativas no desempenho do produto com a incorporação da substância de origem natural", destaca.

Para Maria Valéria Robles Velasco, que participou das pesquisas, o desenvolvimento e a análise dos fotoprotetores bioativos estão em harmonia com a tendência mundial da utilização de substâncias de origem natural em produtos cosméticos.

"Ao mesmo tempo, elas funcionam como estratégia para elevação ou manutenção da eficácia fotoprotetora, mesmo com a redução da proteção dos filtros solares convencionais", aponta.

Filtros solares

A etapa atual da pesquisa está sendo direcionada para a associação do flavonoide com os filtros solares tradicionais como o p-metoxicinamato de metila, a benzofenona-3, o octocrileno e avobenzona, entre outros.

O próximo passo da pesquisa será a determinação da eficácia do protetor solar natural em seres humanos.

Fonte: USP

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cinco passos para melhorar o gerenciamento dos dados

O volume de dados gerado pelas empresas ao redor do mundo chega a 2,2 zettabytes. As grandes possuem cerca de 100 mil terabytes de informações, enquanto que os pequenos e médios negócios (PMEs) guardam aproximadamente 563 terabytes de informações. Esse número deverá crescer 67% nas grandes organizações e 178% nas PMEs este ano, segundo um novo relatório da Symantec.

Esses números podem ser difíceis de visualizar. Então imagine o seguinte: 10 kilobytes é o equivalente aos dados de um texto que preenchem uma única folha de papel tamanho A4. Se você fosse empilhar as folhas de papel, 1 milhão de terabytes (ou folhas de papel) daria uma pilha tão alta quanto o Empire State Building (1.454 pés) de Nova York. E 2,2 zettabytes seriam suficientes para fazer 1.287 pilhas do tamanho desse prédio ou uma distância equivalente a 374 quilômetros.

 “O aumento do volume de informações está se tornando muito crítico”, afirma C.J. Desai, vice-presidente sênior da divisão de Gerenciamento de Informação da Symantec. Os dados, ou o chamado Big Data, estão crescendo muito rapidamente e as organizações precisam uma compreensão completa de como, onde e porque eles estão se avolumando.

Desai informa que um CIO veterano de TI que atua no segmento financeiro disse que a quantidade de dados gerados diariamente pelo seu data center e maior que a que era  produzida em um ano inteiro na década de 90.

Custos do armazenamento


O motivo para as organizações terem que analisar com clareza o crescimento de suas informações são as despesas mundiais com dados empresariais que chegam a 1,1 trilhão de dólares por ano. Ao dividir esse valor pela quantidade de organizações, a Symantec estima que as grandes companhias gastam 38 milhões de dólares por ano com armazenamento das informações,,  enquanto a PMEs desembolsam em média 332 mil dólares.

A imensa quantidade de dados que as companhias produzem atualmente pode ajudá-las a atender melhor seus clientes e aumentar a produtividade, afirma Francis de Souza, vice-presidente da unidade Enterprise Products and Services da Symantec. Entretanto, as mesmas informações também podem se tornar um grande problema se não forem devidamente tratadas e protegidas.

Entre os entrevistados da pesquisa da Symantec, 49% disseram que suas informações são valiosas para os negócios. Isso significa que a perda em caso de algum incidente pode ser pode ser catastrófica. Elas podem também perder clientes, ter a imagem arranhada e sofrer prejuízos financeiros.  

"As empresas estão dizendo que as informações estão avaliadas em quase metade do seu valor de mercado", conta Desai. "Todo o seu IP está em seus dados. Se essa informação se perde e ela não tem chance de recuperação rápida por causa de alguma falha da máquina ou desastre natural”.

Proteção dos dados


No entanto, apesar do perigo, as organizações estão tendo problemas com a segurança de dados, segundo constatou a pesquisa da Symantec. O relatório revelou que 69% das companhias entrevistadas perderam informações de negócios importantes nos últimos 12 meses. As causas foram erro humano, falha de hardware e software, além de roubo ou perda de dispositivos móveis com informações sensíveis.

Entre as entrevistas, 69% reportaram que tiveram informações confidenciais expostas, enquanto 31% alegaram falhas de conformidade com as boas práticas de segurança.

Trinta por cento delas disseram que a expansão do volume de informações foi um fator significativo nestes acidentes. "Nossa maior preocupação" é a falta de capacidade para controlar e realmente entender a grande quantidade de dados que geramos”, diz um CIO  de uma organização do setor financeiro. "Temos tanta informação que é difícil colocá-las todas juntas. Com todos os regulamentos diferentes na indústria financeira, torna-se muito difícil.".

De fato, diz Desai, 42% dos dados armazenados pelas organizações são duplicados e compartilhados por outros equipamentos. Um exemplo é o e-mail, guardado no servidor de backup, mas que os anexos são copiados para dispositivo móvel.

O executivo adverte que os dados precisam ser armazenados corretamente. "Concentre-se na informação e não no data center ou nos dispositivos. Você Acompanha o seu fluxo, sabe onde estão guardados e rastrea dados confidenciais?”, questiona Desai.

 Veja a seguir cinco dicas para melhor gerenciamento de seus dados:

1-    Concentre-se na informação e não no data center ou device 


Foque na na construção de uma infraestrutura que otimize a capacidade da companhia de encontrar, acessar e utilizar informações críticas dos negócios. As principais tecnologias para isso incluem virtualização, computação em nuvem e dispositivos móveis.

2- Ganhe competência para avaliar e tratar seus dados

 Conheça a sua informação e perceba que as bases não são iguais. Muitas organizações não armazenam dados básicos, não sabem quem é o dono específico dentro da companhia nem como usá-los para ganhar vantagem competitiva. É importante mapear e classificar as informações para descobrir o seu real valor. Feito isso, você pode mais facilmente priorizar os recursos de proteção, segurança  para gerenciar a informação que realmente é importante.

3- Seja eficiente. 

Faça deduplicação e adote tecnologias de arquivamento para proteger mais e armazenar menos. Guarde somente o que você realmente precisa.

4-Defina políticas consistentes. 

Estabeleça regras para armazenamento da informação, seja em ambientes físicos, virtuais ou de nuvem. Esta classificação unifica dados, automatiza, ajuda a descobrir quem é o seu dono, controla o acesso, distribuição e acelera o processo de eDiscovery.

5- Mantenha-se ágil. 

Planeje o futuro. A empresa precisa das informações rapidamente para a tomada de decisão e isso exige a implementação de uma infraestrutura flexível e capaz de suportar crescimento contínuo dos dados.

Cientistas inventam um LED spintrônico

Cientistas inventaram um LED spintrônico que promete ser mais brilhante, mais barato e mais ambientalmente amigável do que os LEDs atuais.

O componente é inovador, reunindo a classe dos semicondutores orgânicos - ou seja, ele é um tipo de OLED (LED orgânico) - com o nascente campo da spintrônica.

"É uma tecnologia completamente diferente," garante Valy Vardeny, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. "Esses novos LEDs orgânicos podem ser mais brilhantes do que os LEDs orgânicos comuns."

Válvula de spin

Os LEDs tradicionais usam um material semicondutor que gera luz ao ser atravessado por uma corrente elétrica.

Os OLEDs, mais recentes, usam um polímero orgânico - uma espécie de semicondutor plástico - para produzir sua luz. Eles já são bastante usados nas telas de aparelhos portáteis, por consumirem menos energia, mas prometem estar nas TVs e monitores maiores a partir do ano que vem.

O novo OLED spintrônico também usa um semicondutor orgânico, mas seu funcionamento não depende unicamente dos elétrons que fluem por ele - ele depende também do spin desses elétrons.

Sua base é um dispositivo chamado "válvula de spin", que consegue filtrar as correntes elétricas com base no spin dos elétrons. A filtragem é feita através da interação dos elétrons com os momentos magnéticos nos eletrodos.

Agora, além de controlar a corrente elétrica, os pesquisadores conseguiram fazer com que a válvula de spin emita luz.

Excitons

As válvulas de spin orgânicas são formadas por três camadas: uma camada polimérica, que funciona como semicondutor, ensanduichada entre dois eletrodos metálicos ferromagnéticos.

Inicialmente o dispositivo é energizado, com uma baixa tensão. Isso pode ser entendido como elétrons (negativos) sendo injetados em um eletrodo, e "lacunas de elétrons" (positivas) no outro.

Quando um campo magnético é aplicado aos eletrodos, os spins dos elétrons e das lacunas podem ser manipulados para se alinhar de forma paralela ou antiparalela - essencialmente uma válvula de spin bipolar.

É essa capacidade de injetar elétrons e lacunas simultaneamente na válvula de spins que permite a geração de luz: quando um elétron se combina com uma lacuna, os dois se cancelam, liberando energia na forma de um fóton.

"Quando eles se encontram, eles formam excitons, e esses excitons fornecem a luz," disse Vardeny.

Um exciton emite um flash de fótons quando decai, ou seja, ele vira um fóton espontaneamente, eliminando todo o aparato de conversão optoeletrônica - é por isso que se acredita que eles possam fazer a ponte entre a computação eletrônica e a comunicação óptica.

LED laranja

A intensidade da luz emita pelo OLED spintrônico é controlada pelo campo magnético, enquanto outros OLEDs exigem mais corrente elétrica para otimizar a intensidade da luz produzida.

O Dr. Vardeny afirma que, ao contrário de todos os LEDs e OLEDs existentes até agora, que produzem luz sempre da mesma cor, o OLED spintrônico poderá produzir muitas cores diferentes, variando-se apenas o campo magnético.

Mas isso exigirá mais desenvolvimentos. O semicondutor orgânico usado no protótipo - chamado DOO-PPV "deuterado" - emite luz laranja, e sob uma temperatura de não mais do que -2 graus Celsius.

Banho com ar aquecido economiza até 30% de energia

Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) desenvolveram uma técnica que não apenas reduz o consumo de energia elétrica do chuveiro, como também aumenta o conforto do banho.

O método tem como fundamento aquecer não apenas a água do banho, mas também o ambiente do banheiro.

Banho com ar aquecido

Enquanto hoje somente a água do banho é aquecida, o método proposto pelos pesquisadores mineiros aquece também o ar em torno da pessoa.

Com o aquecimento do ar ambiente, a temperatura da água requerida para um banho confortável é menor, exigindo menor potência do chuveiro e, portanto, consumindo menos energia elétrica.

Segundo os pesquisadores, o aquecimento do ar ambiente requer menos energia do que a energia economizada pelo chuveiro, gerando um balanço energético final positivo, com um ganho superior a 30%.
A tecnologia pressupõe o fechamento total do box do banheiro, para que o ar quente não escape do seu interior.

Etapas do banho econômico

Com a nova tecnologia, um banho confortável teria três etapas.

Na etapa pré-banho, o usuário entra no box, fecha a porta e liga o sistema de aquecimento de ar, ajustando-o para uma temperatura à sua escolha - isso leva em torno de 1 minuto.

Na etapa do banho propriamente dito, após o ar ambiente já ter atingido a temperatura escolhida, o usuário abre a água e ajusta sua temperatura.

Finalmente, na etapa pós-banho, o box continuará aquecido pelo sistema de aquecimento de ar, eliminando aquela fase em que o usuário sente o impacto do rápido abaixamento de temperatura que ocorre quando o chuveiro é desligado. Nesse caso, ele ficará aquecido até se enxugar e poder se vestir.

"Em uma residência pequena com quatro moradores, o chuveiro elétrico pode responder por até 45% do consumo de energia elétrica durante os meses mais frios e por cerca de 30% no período mais quente do ano, quando a potência do chuveiro pode ser reduzida," explica o professor Marco Aurélio da Cunha Alves, idealizador do projeto.

"Em outras palavras, a economia de energia elétrica nos banhos, além de possuir variados benefícios para o meio ambiente, traz também economia financeira significativa ao consumidor, visto que pode reduzir bastante o valor da conta de luz no final do mês," completa ele.

O ganho é suficiente para alimentar a geladeira da casa durante o mês inteiro.

Banho com ar aquecido economiza até 30% de energia

Fazendo as contas

O professor Marco Aurélio mostra seus resultados em números muito precisos.

Ele lembra que a pesquisa Procel, feita pela Eletrobras, indica que o tempo médio do banho de um brasileiro é de 10 minutos.

Os modelos mais populares de chuveiro elétrico usados no país têm potência mínima de 3.000 Watts, na posição "verão", e máxima de 4.500 W, na posição "inverno".

Considerando os 10 minutos de banho, isso significa um consumo de 0,50 kWh nos dias mais quentes e 0,75 kWh nos dias mais frios. A proposta do pesquisador é aquecer o ar para evitar que o usuário use a potência máxima do chuveiro.

"Supondo um box com as dimensões de 1,10 x 1,10 x 2,10 metros, para aquecer o ar contido no interior desse box, de 15ºC até 32ºC, será gasta a energia de 0,015 kWh," calcula ele.

"A economia de energia obtida com o banho com aquecimento do ar com relação ao banho convencional é: (0,75 - 0,515) kWh = 0,235 kWh. Em termos percentuais a economia é: (0,75 : 0,235 x 100)% = 31%," conclui Marco Aurélio.

A Universidade já depositou o pedido de patente da tecnologia, e agora o pesquisador está conversando com parceiros da indústria para viabilizar sua colocação no mercado.

Europa revela novos conceitos de motores híbridos

As tecnologias de motores híbridos já são amplamente consideradas maduras, e já não se discute mais os inúmeros efeitos positivos desse tipo de motorização combinada.

O Toyota Prius, um dos pioneiros no segmento, foi o carro mais vendido, em termos mundiais, no primeiro trimestre de 2012.

Motores híbridos são essencialmente motores a combustão e motores elétricos combinados em uma peça única.

Eles diminuem o consumo de combustível, aumentam o desempenho, reduzem as emissões de poluentes e, segundo a maioria das avaliações, tornam o ato de dirigir muito mais agradável e menos cansativo.

A Europa tem liderado os esforços em busca de motores mais eficientes e menos poluentes. Contudo, lá parece que duas questões têm impedido a adoção mais ampla dos motores híbridos.

A primeira delas é a sensibilidade dos consumidores aos preços dos motores híbridos, cerca de 40% mais caros do que os motores comuns.

A segunda é, paradoxalmente, fruto do próprio esforço tecnológico dos anos recentes, que colocou à disposição dos consumidores um grande número de motores a combustão muito eficientes.
Bloco elétrico

Para tentar incentivar uma migração para os motores híbridos, considerados um estágio à frente mesmo dos muito econômicos e eficientes motores europeus, a Comissão Europeia está investindo forte em projetos para melhorar ainda mais o desempenho da tecnologia híbrida.

O objetivo é, de alguma forma, reduzir os custos dos motores híbridos e, consequentemente, aumentar as suas taxas de adoção.

Os esforços estão concentrados no projeto Hi-CEPS - Highly Integrated Combustion Electric Powertrain System, sistema de motorização combustão-elétrico altamente integrado, em tradução livre, que se aproxima de seus resultados finais.

"Temos trabalhado em três diferentes arquiteturas de motorização, e estamos validando-as tecnicamente com o desenvolvimento de protótipos de motorização híbrida: um sistema a gasolina para carros pequenos, uma abordagem baseada em gás natural para veículos de porte médio, e uma abordagem baseada no diesel para veículos comerciais leves," explica o Dr. Vittorio Ravello, coordenador do projeto.

"O objetivo principal é produzir provas concretas de que os 'blocos elétricos' desses sistemas podem ser aplicados em diferentes configurações, em diferentes tipos de veículos, com diferentes combustíveis, para obter maior eficiência e redução de emissões," continua o engenheiro.

O conceito modular também deverá ajudar a reduzir os custos extras do desenvolvimento de sistemas hibridizados.

Motores na frente e atrás

Os resultados sugerem que os benefícios das diversas abordagens analisadas podem ser consideráveis.
Por exemplo, a hibridização de um carro pequeno, com um motor a combustão dianteiro, acoplado a um motor elétrico no eixo traseiro, resulta em uma redução do consumo de combustível de cerca de 30%.

Um carro assim também pode funcionar durante alguns quilômetros no modo elétrico puro, dependendo da energia disponível no conjunto de baterias instalado.

A equipe também espera melhorias consideráveis na economia de combustível de veículos híbridos comerciais a diesel.

Os resultados de laboratório sugerem que as emissões de CO2 poderiam ser reduzidas em cerca de 35%.

Híbrido diesel

A hibridização dos motores diesel foi realizada com cinco medidas básicas.

A primeira foi a possibilidade de redução da cilindrada, usando motores menores para fazer o mesmo trabalho.

A segunda foi a adoção de uma transmissão mecânica modificada, usando uma embreagem dupla de acionamento elétrico.

A terceira foi a introdução de um motor elétrico integrado, a fim de apoiar a fase de aceleração.

E, finalmente, a recuperação da energia cinética durante a frenagem, que é armazenada em um conjunto próprio de baterias.

Transmissão electromagnética

Outra configuração que está em teste em um veículo protótipo inclui uma transmissão electromagnética altamente inovadora, que substitui a embreagem e as engrenagens tradicionais da caixa de câmbio por dois motores elétricos encapsulados, um dentro do outro.

O veículo então trabalha com um sistema elétrico de transmissão contínua, ou seja, o motor é mais eficiente em todas as velocidades.

De acordo com os testes, o sistema contribui efetivamente para o desempenho dinâmico do veículo - com um aumento de torque e potência - e conforto, porque não há mais a necessidade de mudar de marcha).

A diminuição da emissão de CO2 fica na gama de 30-35%.

Outras tecnologias promissoras

"Nós também tivemos a oportunidade de realizar estudos iniciais de outras tecnologias promissoras para a recuperação de energia dos gases de escapamento do motor e o armazenamento da energia térmica gerada quando o motor está funcionando, para serem reutilizadas durante as fases de motor desligado para melhorar o conforto térmico a bordo," contou o pesquisador.

"Os sistemas híbridos que estudamos certamente podem melhorar tanto as emissões quanto o consumo de combustível de um veículo, e esperamos que nossos resultados deem um apoio efetivo para futuros desenvolvimentos de tecnologias híbridas, conforme elas se aproximam das fases de comercialização," concluiu Ravello.

Proteína sintética ativa imunidade contra gripe

Cientistas podem ter encontrado o segredo para ajudar o sistema imunológico a combater a gripe antes que a pessoa fique doente.

O novo estudo, publicado na revista científica PLoS ONE, conclui que a EP67, uma proteína sintética, é capaz de ativar o sistema imunológico em apenas duas horas depois de ser administrada.

O experimento, que apresentou resultados encorajadores, foi feito em camundongos, e ainda não foi avaliado em seres humanos.

Reação instantânea

Antes deste estudo, a EP67 vinha sendo usada principalmente como um adjuvante para vacinas, algo adicionado à vacina para ajudar a ativar a resposta imunológica.

Mas Joy Phillips (Universidade Estadual de San Diego) e Sam Sanderson (Universidade de Nebraska), descobriram que ela tem potencial para agir por conta própria.

"O vírus da gripe é muito sorrateiro, e opera ativamente para evitar que o sistema imunológico o detecte por alguns dias, até que você comece a perceber os sintomas," disse Phillips.

"Nossa pesquisa mostrou que a introdução da EP67 no corpo 24 horas após a exposição ao vírus da gripe faz com que o sistema imunológico reaja quase imediatamente contra a ameaça, bem antes do corpo fazê-lo normalmente," conta a pesquisadora.

Contra qualquer vírus

Como a EP67 não age sobre o vírus, mas no próprio sistema imunológico, ela funciona sempre da mesma, não importando qual a cepa do vírus da gripe - ao contrário da vacina contra a gripe, que tem de corresponder exatamente à cepa em circulação.

A Dra. Phillips afirmou que, embora este estudo tenha se centrado na gripe, a EP67 tem o potencial para agir em outras doenças respiratórias e infecções fúngicas, e poderia ter um enorme potencial para a emergência terapêutica.

Ela disse que há também implicações para aplicações veterinárias, já que a EP67 é ativa em animais, incluindo aves.

"Órgão em um chip" será usado para testar medicamentos

Eles não se parecem em nada com fígados, rins ou corações.
Mas os cientistas os chamam de "órgãos em um chip".

Isso porque, interligados por minúsculos canais, que funcionam como vasos sanguíneos, cada um desses microlaboratórios imita processos que ocorrem no interior dos nossos órgãos.

E isso está ajudando a acelerar enormemente o desenvolvimento de novos medicamentos, já que os fármacos podem ser testados rapidamente.

Órgãos em um chip

Esses microlaboratórios, ou biochips, permitem eliminar os testes com cobaias, cujos organismos nem sempre replicam com fidelidade o organismo humano.

"Nós imitamos os órgãos humanos em um espaço microscópico," conta o Dr. Paul Vulto, da Universidade de Leiden, na Holanda.

"Esses 'órgãos em um chip' podem ser usados para determinar a eficácia e os efeitos colaterais tóxicos de novos medicamentos de forma mais fácil e mais rápida. Eles oferecem uma ponte única entre os testes tradicionais em laboratório e os testes clínicos em pacientes," afirmou.

Peneira para medicamentos

O protótipo desenvolvido pela equipe do Dr. Vulto tem 35 "micro-órgãos" em uma placa com alguns centímetros quadrados.

Mas ele afirma que já está trabalhando em um biochip com milhares de "micro-órgãos".

O objetivo é que esses microlaboratórios sirvam como uma peneira para os fármacos, permitindo que apenas os mais promissores passem à etapa seguinte, de testes em humanos.

Hoje, cerca de 50% dos medicamentos aprovados para uso humano saem do mercado dentro de dois anos devido aos efeitos colaterais que apresentam.