segunda-feira, 1 de agosto de 2011

É Notícia: Kennedy Alencar entrevista o ex-chanceler Celso Amorim

O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim critica a operação norte-americana que resultou na morte de Osama Bin Laden no começo de maio. "Houve aquele tipo de atitude típica do oeste americano. Você tem certeza que está com a verdade, então, você é bom e tem o direito de matar o mau." Celso Amorim também fala sobre a visita do presidente norte-americano Barack Obama ao Brasil. Para o ex-ministro, os EUA deveria ter dar apoio explícito ao Brasil para o Conselho de Segurança da ONU. "Ele (Obama) titubeou. Deu apoio morno. São os latino-americanistas que ficam ali em volta dele dizendo para ele não fazer isso porque vai incomodar outros países." Amorim defende a retirada das tropas brasileiras do Haiti. "Não há razão para ficar ali eternamente. De pronto, eu acho que deveria tirar tudo aquilo que foi colocado a mais depois do terremoto."







Fonte: Rede TV!

Alquimia: cientistas transformam ácidos em bases

Químicos conseguiram realizar em laboratório um feito que até agora era considerado impossível: eles transformaram em bases uma família de compostos que normalmente são ácidos.

Como todos podem se lembrar de suas aulas de química, ácidos são o oposto químico das bases.

Ácidos viram bases

Mas o Dr. Guy Bertrand e seus colegas da Universidade de Riverside, nos Estados Unidos, fizeram ácidos virarem bases.

"O resultado é totalmente contra-intuitivo," comentou o Dr. Bertrand. "Quando eu apresentei recentemente os resultados preliminares desta pesquisa em uma conferência, o público estava incrédulo, dizendo que era algo simplesmente inatingível.

"Mas nós conseguimos: nós transformamos compostos de boro em compostos similares ao nitrogênio. Em outras palavras, nós fizemos ácidos se comportarem como bases".

Compostos do elemento boro são ácidos, enquanto compostos de nitrogênio ou fósforo, por exemplo, são básicos.

O feito abre caminho para uma série totalmente nova de reações químicas, com aplicações potenciais na indústria farmacêutica e de biotecnologia, na fabricação de novos materiais e novos catalisadores, apenas para citar alguns exemplos.

"É quase como transformar um átomo em outro átomo," diz Bertrand.

Catalisadores

O pesquisador é especialista em catalisadores.

Um catalisador é uma substância - geralmente um metal, ao qual se ligam íons ou compostos - que permite ou facilita uma reação química, mas não é consumida e nem alterada pela reação em si.

Embora apenas cerca de 30 metais sejam usados para formar os catalisadores, os íons ou moléculas de ligação, chamados ligantes, podem ser contados aos milhões, permitindo a criação de numerosos catalisadores.

Atualmente, a maioria desses ligantes compõe de materiais à base de nitrogênio ou fósforo.

"O problema com o uso dos catalisadores à base de fósforo é que o fósforo é tóxico e pode contaminar os produtos finais", disse Bertrand. "Nosso trabalho mostra que agora é possível substituir ligantes de fósforo em catalisadores por ligantes de boro. E o boro não é tóxico," explica o pesquisador.

Revolução na catálise

A "alquimia" que permitiu a transformação de ácidos em bases foi possível modificando-se o número de elétrons no boro, sem alterar seu núcleo atômico.

"As pesquisas com catálise têm avançado em pequenos passos incrementais desde a primeira reação catalítica, feita em 1902 na França. Nosso trabalho é um salto quântico na pesquisa de catálise porque uma vasta família de novos catalisadores agora passa a estar disponível.

"Quais tipos de reações esses novos catalisadores à base de boro são capazes de facilitar é algo que ainda não se sabe. O que se sabe é que eles são potencialmente numerosos," conclui Bertrand.

Empresa brasileira vai desenvolver motores para carros elétricos

O BNDES anunciou um financiamento para o desenvolvimento de motores elétricos inovadores, a serem fabricados pela WEG S/A.

Os motores seguirão duas rotas tecnológicas: a de tração elétrica híbrida e a de tração puramente elétrica.

Entre as tecnologias inovadoras, estão o desenvolvimento de um sistema de tração mais leve, compacto e eficiente em comparação aos já existentes, e de um novo sistema de refrigeração que permita a redução de peso e aumento da confiabilidade dos motores

A empresa receberá apoio do BNDES no valor de R$ 7,5 milhões, equivalentes a 62,3% do investimento total, de R$ 12 milhões.

Veículos elétricos

Entre os méritos do projeto, apontados pelo BNDES como justificativa para o financiamento, está o alto potencial de crescimento do mercado de veículos elétricos, com demanda nacional em nichos específicos.

Além disso, os sistemas de tração elétrica são uma alternativa ao uso de motores a combustão, sobretudo porque trazem menos impacto ao meio ambiente e são mais eficientes.

Boa parte da atual ineficiência energética do motor de combustão vem da geração de calor. Estima-se que apenas 15% da energia potencial de um combustível em um automóvel seja efetivamente utilizada para movimentá-lo.

Já os veículos elétricos apresentam rendimento mínimo do motor de 40%.

Tipos de veículos elétricos

Há, atualmente, duas categorias de veículos elétricos: híbridos e puramente elétricos.

Os híbridos são assim chamados por combinarem um motor de combustão interna com um gerador, uma bateria e um ou mais motores elétricos. Nesses veículos, o motor a combustão é menor e menos potente que nos veículos convencionais, reduzindo o consumo de combustível e o volume de emissões.

Os veículos puramente elétricos não possuem motor a combustão. São integralmente movidos por energia elétrica, seja provida por baterias, por células de combustível, por placas fotovoltaicas (energia solar) ou ligados à rede elétrica, como os trólebus. A maioria dos lançamentos das grandes montadoras tem-se concentrado em veículos à bateria.

Por ser um fabricante brasileiro de geradores e motores elétricos, a WEG pode contribuir para o desenvolvimento de uma indústria nacional de veículos elétricos.

O desenvolvimento será realizado prioritariamente na sede da empresa, em Jaraguá do Sul (SC), mas também poderá ser executado por parceiros tecnológicos, como consultores, universidades ou institutos de pesquisa.

A conclusão do projeto está prevista para dezembro de 2013.

Fonte: BNDES

Microrrobô bioinspirado flutua para monitorar água

Andar sobre as águas pode ser o sonho de muitos humanos, mas este é exatamente o modo de vida de alguns insetos aquáticos.

Como são muito leves, eles exploram a tensão superficial da água para obter um apoio que os permite mover-se com grande rapidez e eficiência.

A "leveza" desses insetos já inspirou pesquisadores a criar robôs que andam sobre a água antes, e também alguns que andam sobre a água e a terra.

Xinbin Zhang e seus colegas do Instituto de Tecnologia Harbin, na China, além de atualizarem tecnologicamente o conceito, adotaram algumas soluções ligeiramente diferentes, de forma a ganhar em robustez.

Modelo numérico

O novo microrrobô flutuante possui dez pernas super-hidrofóbicas, para sua sustentação, e duas pernas de impulso, acionadas por dois micromotores de corrente contínua.

Além de sua alta velocidade, a variação no funcionamento de um dos motores dá ao robô uma grande capacidade de movimento, com curvas bastante suaves.

Os cientistas criaram um modelo numérico que descreve a interface entre as pernas parcialmente submersas e a interface ar-água.

O modelo permitiu aprimorar o mecanismo tanto das pernas de sustentação quanto da força exercida pelas pernas atuadoras.

Monitoramento de águas

O objetivo é desenvolver microrrobôs para monitoramento de grandes reservatórios de água.

Em vez de sensores fixos, os pequenos robôs poderão coletar dados de áreas maiores, além de dados adicionais sobre ventos e correntes.

Os pesquisadores afirmam que, com a miniaturização crescente, logo será possível incorporar microcâmeras a esses robôs, que usarão o mesmo sistema de comunicação e transmissão de dados que as redes de sensores remotos.

Sonda Juno pronta para mergulhar nos segredos de Júpiter

Se tudo correr conforme o planejado, nesta terça-feira a sonda espacial Juno partirá em direção a Júpiter.

A sonda deverá chegar a Júpiter em julho de 2016.

O objetivo primário da missão é melhorar nossa compreensão da formação e evolução de Júpiter. A sonda passará um ano investigando as origens do planeta, sua estrutura interior, atmosfera profunda e magnetosfera.

Durante esse ano, a Juno completará 33 órbitas ao redor de Júpiter. Ao final, a sonda será dirigida para um choque programado no planeta, capturando seus últimos dados antes de se destruir.

Conexão mítica

Nas mitologias grega e romana, Júpiter atraiu ao seu redor um véu de nuvens para esconder sua maldade.

Foi a mulher de Júpiter, a deusa Juno, que foi capaz de romper essas nuvens e revelar a verdadeira natureza do deus.

A sonda Juno também vai tentar desvendar os segredos abaixo das nuvens de Júpiter para ver qual é a do planeta, não em busca de sinais de mau comportamento, mas ajudando-nos a compreender a sua estrutura ter alguns insights sobre sua formação e sua história.

Na verdade, os astrônomos esperam que esses insights os ajudem a caiar suas teorias de formação planetária, chacoalhadas nos últimos anos por planetas com órbitas retrógradas, planetas com órbitas inclinadas e partículas de cometas "mal-comportadas".

Teoria que explicava formação dos planetas cai por terra

A janela de lançamento da sonda Juno vai do dia 5 ao dia 26 de Agosto. Depois disso, serão cinco anos de viagem.

Para impulsioná-la a tal distância, será usado o foguete Atlas mais potente já construído, o Atlas V 551.

Esta será a primeira vez na história que uma nave espacial usará energia solar tão longe no espaço - os gigantescos painéis solares medem quase 9 metros de comprimento.

A missão também será a primeira na qual a nave será posicionada em uma órbita polar elíptica ao redor do planeta, de modo a ajudar os cientistas a entender melhor a sua formação, evolução e estrutura.

Olhos de Juno

Veja algumas das pesquisas que os instrumentos científicos da sonda Juno farão:

-determinar a quantidade de água na atmosfera de Júpiter, o que ajudará a decidir qual teoria de formação planetária está correta ou se são necessárias novas teorias

-mapear os campos magnéticos e gravitacional de Júpiter, revelando a estrutura profunda do planeta

-explorar e estudar a magnetosfera de Júpiter nos pólos do planeta, especialmente as auroras, na tentativa de descobrir como o enorme campo magnético do planeta afeta sua atmosfera

-olhar profundamente na atmosfera de Júpiter para medir a composição, temperatura, e o movimentos das suas nuvens e das suas gigantescas tempestades

IBM bate recorde de acesso a dados

A IBM bateu todos os recordes de acesso a grandes conjuntos de dados.

O sistema leu 10 bilhões de arquivos em um único sistema em apenas 43 minutos.

O recorde anterior era de 1 bilhão de arquivos em 3 horas.

Sistema de arquivos paralelo

A solução é proprietária da IBM, um sistema de arquivos de acesso paralelo chamado GPFS (General Parallel File System ).

O recorde foi alcançado em um cluster de 10 computadores dotados de processadores de oito núcleos e drives de armazenamento de estado sólido - em substituição aos discos rígidos - com uma capacidade de 6,8 terabytes.

O algoritmo do GPFS permite a utilização plena de todos os núcleos dos processadores, em todas as máquinas, em todas as fases da tarefa - leitura dos dados, classificação e avaliação de regras.

Os aplicativos mantêm de forma sustentada - e não apenas picos - centenas de milhões de operações de entrada e saída de dados, enquanto o GPFS continuamente identifica, seleciona e classifica o conjunto correto de arquivos entre os 10 bilhões acessáveis no sistema.

Armazenamento unificado

A escala de crescimento obtida - um fator de 37 - aponta para a possibilidade de unificação dos ambientes de dados em uma única plataforma, em vez de sua distribuição por diversos sistemas, que precisam ser gerenciados separadamente.

Além do aumento na velocidade de acesso, o crescimento também aponta para a redução de custos no armazenamento de dados, evitando a aquisição de um número crescente de equipamentos.

Esse sistema de arquivos foi projetado para aplicações que exigem alta velocidade de acesso a grandes volumes de dados.

Entre essas aplicações estão mineração de dados, para determinar os comportamentos de compra de clientes, processamento de dados sísmicos, gestão de risco e análise financeira, modelagem do tempo e pesquisas científicas.

Novos negócios

As empresas estão continuamente sob pressão para transformar rapidamente seus dados em insights para novos e melhores negócios, mas não é nem simples e nem barato lidar com tantos dados.

Conforme surgem novas aplicações para a tecnologia da informação, do sistema financeiro aos serviços de saúde, os sistemas tradicionais de gerenciamento de dados precisam de aumentos contínuos em sua capacidade, velocidade e segurança.

Estima-se que o repositório de dados digitais em todo o mundo tenha crescido 47% no ano passado.

Uva protege pele contra radiação ultravioleta

Compostos químicos encontrados nas uvas ajudam a proteger as células da pele contra a radiação ultravioleta do Sol.

O estudo sustenta que as uvas, ou derivados de uva, poderão ser usados em produtos de proteção solar.

A equipe da Universidade de Barcelona, na Espanha, demonstrou que algumas substâncias presentes nas uvas podem reduzir a intensidade dos danos causados às células quando a pele é exposta a esta radiação.

Flavonoides

Os raios ultravioleta (UV) emitidos pelo Sol estão entre as principais causas de problemas da pele, incluindo queimaduras, eritema solar e até câncer de pele.

De forma mais comum, o excesso de Sol tem sido associado com o envelhecimento precoce da derme e da epiderme.

Os raios UV agem sobre a pele ativando compostos conhecidos como "espécies reativas de oxigênio" (ROS: reactive oxygen species).

Estas substâncias, por sua vez, oxidam macromoléculas, como os lipídios e o DNA, estimulando certas reações e enzimas (JNK e p38MAPK) que causam a morte celular.

Os cientistas espanhóis descobriram que algumas substâncias polifenólicas extraídas de uvas - conhecidas como flavonoides - podem reduzir a formação de espécies reativas de oxigênio em células da epiderme humana expostas a ondas longas (UVA) e ondas médias (UVB) da radiação ultravioleta.

Protetor solar de uva

Os pesquisadores descobriram que, quanto maior o grau de polimerização dos flavonoides e a formação de compostos que contém ácido gálico, maior é a sua capacidade de fotoproteção.

O estudo sugere que estes "resultados encorajadores devem ser levados em consideração na farmacologia clínica, utilizando extratos vegetais polifenólicos para desenvolver novos produtos de fotoproteção da pele".

"Essas frações polifenólicas inibem a geração de espécies reativas de oxigênio e, como resultado, a ativação das enzimas JNK e p38, o que significa que elas têm um efeito protetor contra a radiação ultravioleta emitida pelo Sol", confirma Marta Cascante, coordenadora da pesquisa.

Fonte: SINC