Arroz, mandioca, feijão-caupi e batata-doce são alguns dos produtos já desenvolvidos com mais nutrientes, que podem ser capazes de resolver o alto grau de deficiência de ferro, zinco e vitamina A em crianças do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, São Luís, capital maranhense, e Pacatuba, em Sergipe.
Micronutrientes no organismo
O objetivo das pesquisas e do esforço inicial de avaliação dos alimentos biofortificados é reduzir o quadro verificado em algumas regiões do país, que concentram grande número de crianças com baixas taxas de micronutrientes no organismo, o que pode acabar levando à anemia, à baixa resistência imunológica e até ao comprometimento do desenvolvimento intelectual na infância.
Os pesquisadores da Embrapa já fizeram testes de aceitação de alguns produtos biofortificados e colheram dados nutricionais e medidas corporais de estudantes de escolas de Pacatuba, onde encontraram quadros de desnutrição crônica. O mesmo trabalho será feito em São Luís e no Vale do Jequitinhonha.
Segundo a Embrapa, o projeto de biofortificação de alimentos conta com o apoio de parceiros do Brasil e do exterior. Em Sergipe, já foram instaladas áreas de cultivo desses alimentos, onde são feitas as análises que servirão de ponto de partida para a popularização do programa.
Fonte: Diário da Saúde
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