
Capa protetora
O lançamento ocorreu à 01h55, na madrugada desta terça-feira, no horário de Brasília, a bordo de um foguete Taurus XL. A sonda de pesquisas científicas deveria atingir uma órbita de 700 quilômetros de altitude mas, sem o impulso final, não atingiu uma órbita estável.
O problema ocorreu quando a capa protetora do satélite não se abriu. A capa é uma estrutura metálica que o protege durante o lançamento e que dá à extremidade do foguete o seu formato cônico. Ela é formada por duas partes que são ejetadas no momento em que o satélite começa sua navegação para entrar em órbita.
A telemetria não captou o impulso final, que acontece quando o satélite solta-se do último estágio, o que também poderia indicar uma falha no segundo estágio do foguete ou na sua separação do satélite.
Fontes e destinos do CO2
A sonda OCO seria a primeira missão da NASA dedicada a estudar o ciclo do dióxido de carbono na atmosfera terrestre. O CO2 é o principal gás causador do efeito estufa produzido pelo ser humano.
O objetivo dos cientistas era construir um mapa detalhado das fontes naturais e antropogênicas (produzidas pelo homem) do CO2, bem como do destino desse gás, ou seja, os locais e processos onde o dióxido de carbono é retirado da atmosfera e armazenado novamente na natureza.
Com um mapeamento global da distribuição geográfica das fontes e depósitos de CO2, os cientistas esperavam acompanhar os impactos das ações humanas, tanto de poluição quanto de restrição da emissão de gases causadores do efeito estufa.
Sem o impulso final necessário para colocá-lo em órbita estável, o OCO reentrou na atmosfera e caiu no mar, próximo à Antártica.
Fonte: Inovação Tecnológica
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