sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vitaminas B não têm efeitos sobre doenças do coração

Suplementos de vitamina B não devem ser utilizados para a prevenção de doenças do coração, dizem cientistas. Uma revisão da literatura médica revelou que estes suplementos não reduzem o risco de desenvolver ou morrer pela doença.

"Não existem evidências que suportem o uso de vitamina B como suplemento para redução nos riscos de ataques do coração, derrames ou doenças associadas com problemas cardiovasculares," diz o principal autor da pesquisa, Arturo Martí-Carvajal, da Rede Ibero-Americana Cochrane.

"E é importante ressaltar que, mesmo não encontrando um efeito positivo, esse tipo de estudo é de vital importância para a determinação dos fatores que influenciam o risco de desenvolver e morrer por este grupo de doenças, que é a causa número um em mortes no mundo hoje."

Vitaminas B para o coração

Certas vitaminas B, especialmente B12, B9 (ácido fólico) e B6, influenciam os níveis de um aminoácido chamado homocisteína.

Altos níveis dessa molécula são diretamente associados ao aumento de doenças vasculares.

Havia sido sugerido anteriormente que os suplementos de vitamina B poderiam ajudar a regular os níveis de homocisteína, reduzindo drasticamente os riscos das doenças cardiovasculares.

Mas, de acordo com os cientistas, não há base científica para essa afirmação.

Suplementos sem apoio

A revisão incluiu oito ensaios, envolvendo um total de 24.210 pessoas. Nenhum dos oito ensaios, individualmente, apoiou a ideia de que dar suplementos de vitamina B podem prevenir doenças cardiovasculares.

Juntos, os dados mostram que suplementos de vitamina B, se comparados com placebo ou tratamento padrão, não têm efeito sobre a incidência de ataque cardíaco, AVC ou morte associada às doenças de coração.

"A prescrição desses suplementos não pode ser justificada, a menos que novas evidências sejam obtidas a partir de testes rigorosos e que alterem nossas conclusões. Existem atualmente três projetos em curso experimental que vão ajudar a consolidar ou contestar estes resultados," diz Martí-Carvajal.

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